quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sirva a Deus em todo o tempo e com toda a sua família

LIÇÃO 11 15 de setembro de 2013

TEXTO AUREO

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.  Mt 7.24

VERDADE APLICADA

O lar cristão deve ser um ambiente onde os bons costumes sejam ensinados, devendo vigorar uma liberdade que não é sinônima de ausência de autoridade e de disciplina, mas de consagração para o serviço de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar que a família é o edifício mais importante da sociedade;
Enfatizar que o lar como escola deve valorizar o amor bíblico, a coragem cristã e a liberdade, que não é sinônima de ausência de autoridade;
Utilizar as atividades da Igreja e o culto em casa como ferramentas para aproximar a família para mais perto do Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Mt 7.24 - Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha,
Mt 7.25 - E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
Mt 7.26 - E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.
Mt 1.27 - E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.


INTRODUÇÃO

Nesta e nas próximas lições, serão oferecidas sugestões práticas e ferramentas para aplicação daqueles princípios e métodos que estudamos nas lições anteriores, a fim de que, havendo já sido despertados, fortalecidos e orientados pela Palavra e sabedores do que e como fazer, podermos fechar o trimestre com um brado, seguros e confiantes de que nossa casa está ou será edificada sobre a rocha.


1.    Construa, reforme ou reconstrua sua família

Há muito que a família, edifício mais importante da sociedade, vem sendo construída sobre a areia, inclusive famílias cristãs. Não é de se admirar, portanto, que haja tanta delinquência juvenil, tantas meninas mães, tantos meninos de rua, tantos crimes passionais e muitos outros crimes e mazelas sociais resultantes de lares desfeitos, de pais que não sabem educar filhos, de pais violentos, de abusadores sexuais dos próprios filhos, etc. Precisamos despertar agora e fazer o que tem que ser feito para, daqui por diante, voltarmos aos sólidos fundamentos da Palavra e sobre eles edificar ou reedificar nossas famílias.

1.1. Transforme seu lar em uma escola

A Bíblia contém exortações objetivas e contundentes aos pais, a que tornem ao seu encargo direto a educação de seus filhos (Dt 6.6-9; Pv 22.6; Ef 6.4), porém, infelizmente, nestes últimos dias, algumas famílias cristãs, assim como as demais, têm terceirizado a educação de suas crianças, adolescentes e jovens. Delegam tão importante tarefa às creches, às escolas, e às Igrejas. Todas as instituições citadas são importantes, porém devem atuar apenas como colaboradoras dos pais e não como substitutas deles. Os cultos de ensino, a EBD e os seminários oferecidos pelas Igrejas são necessários e muito importantes à formação integral da pessoa, mas foi aos pais que Deus entregou a tarefa de educar os filhos.

  • Não há substituto para a criação dos filhos, infelizmente muitos filhos estão tendo seu caráter moldado pelos colegas de escolas e amigos não crentes, pelos programas ilícitos da TV e pelos costumes do mundo.
  • Hoje, os professores têm medo de chamar os pais para relatar uma nota baixa de um aluno ou mesmo um mal comportamento. Os pais defendem os filhos mesmo quando estes estão errados e perpetuam seus erros.
  • A falta de tempo, o egoísmo e a ganância financeira têm criado uma geração de pais ausentes, não há mais tempo para os filhos, não há ensino bíblico, não há aconselhamento, muito menos afeto no lar.


1.2. Transforme seu lar em um templo

Não importa se é num palácio, num espaçoso e luxuoso apartamento, ou num dois quartos popular, onde vivem seis pessoas ou mais, num barraco de lona, num casebre; o lugar em que a família cristã se abriga precisa ser um templo onde o Senhor é adorado diariamente.

  • Não há lugar melhor do que a nossa casa! Infelizmente nem todas as famílias podem dizer isto. Há muitos filhos que demoram ao máximo para chegar em casa pois sabem que ali encontrarão um lugar de tormento, muitos maridos e esposas também demoram na rua para chegar tarde em casa e não precisar "conviver" com a família.


1.3. Transforme seu lar em uma oficina

Nosso crescimento, formação e aperfeiçoamento implicam em muitos erros e desacertos, na verificação de falhas e defeitos, em tropeções e quedas que nos ferem e traumatizam o corpo e a alma. Façamos do nosso lar uma olaria, uma oficina bem equipada, um hospital bem aparelhado e um consultório psicológico bem aconchegante, onde todos os membros da família possam ser amparados, consertados e curados, de modo a que se transformem em belos e úteis vasos para a glória de Deus (Jr 18.4). Não descarte seu cônjuge por conta das imperfeições e infidelidades dele. Não descarte seu filho em hipótese alguma. Cônjuges e filhos são seres em aperfeiçoamento, os quais Deus nos entregou. Não podemos jamais desistir deles.

  • Não há estagio para ser pai, aprendemos a ser pais com os nossos filhos e infelizmente erros surgem ao longo da caminhada.
  • Os erros devem servir de escola, mas para isto é importante exercer a humildade, os pais devem reconhecer os excessos e voltar atras em suas atitudes. Os filhos devem reconhecer suas falhas e pedir perdão aos pais e tudo isto deve ocorrer em casa.
  • Havendo perdão, humildade, compreensão, tolerância e amor, todos os conflitos se resolvem.


2. As principais regras para a escola do lar
Como os primeiros e os principais mestres responsáveis pela formação integral dos indivíduos que Deus lhes confiou, os pais não devem se conformar com a mentalidade deste mundo, mas buscar a transformação cotidiana pela renovação do entendimento, para que possam experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para si e levar os filhos a experimentá-la também (Rm 12.2). O Ministério da Educação, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e outros órgãos públicos, estabelecem uma série de normas para a abertura e funcionamento de escolas. Mas é a Bíblia que estabelece as normas para a formação da família, a primeira e mais importante escola da humanidade. Para que os edificadores e mestres desta escola sejam bem sucedidos, é necessário que observem:

2.1. O lar deve ser fundamentado e desenvolvido sobre o amor bíblico
Em que errei na educação de meus filhos? É a pergunta desesperada de pais que vêem seus filhos escolherem andar por um caminho diferente daquele em que esperavam que andassem. Talvez tenham feito tecnicamente tudo certo, mas tenha falhado no amor. Como assim? Amo meus filhos mais que tudo na vida, como posso ter falhado justamente no amor? Este talvez seja o primeiro erro e é o pai dos demais erros, pois o amor bíblico é aquele que é dedicado primeiro e com maior intensidade a Deus (Mt 10.37; 22.37), a fim de que possa permear de modo equilibrado e saudável nossas relações humanas de amor, inclusive com nossos filhos.

  • Você seria capaz de olhar para seu filho, pequeno, inocente, dormindo em seu berço e dizer com convicção eu amo meu filho, mas amo mais ainda a Deus?
  • Muitos pais tem em seus filhos a coisa mais importante de suas vida deixando Deus e os cônjuges em segundo lugar.
  • Um lar onde Deus não seja o centro e digno de ser amado de todo o nosso coração tem tudo para ruir.
  • Um lar onde o marido ou a esposa são menos amados que os filhos esta fadado ao fracasso.
  • Os filhos devem sim ser amados, mas o amor a Deus nunca deve ser negligenciado, bem como o amor e o cuidado ao cônjuge.


2.2. No lar não pode haver lugar para o medo
O lar cristão deve ser um ambiente onde haja bons costumes (que não ferem nem contrariam a Palavra), onde se cultivam os bons sentimentos (os mesmos que houve em Cristo Jesus), onde se forma o caráter (semelhante ao de Cristo), onde se edificam princípios e se comunicam valores (eternos), onde se forma e se renova a mente (pelo enchimento da mente Cristo). Por isso, nesta escola, a educação não pode ser administrada através da coação, do medo e do temor (1 Jo 4.18), mas pela persuasão do Espírito Santo (Zc 4.6).

  • A Bíblia fala que devemos temer a Deus, mas há pessoas que tem medo de Deus. Temor e medo são coisas totalmente diferentes, o medo afasta o temor aproxima.
  • O medo esta relacionado ao terror, o temor esta relacionado ao respeito.
  • No lar, devemos criar uma atmosfera de respeito e bons costumes onde os conflitos são resolvidos pelo respeito e dialogo e jamais pela coação.
  • Os filhos que tem medo dos pais, procuram se afastar deles e jamais se aproximarão para pedir um conselho ou mesmo confessar um erro.


2.3. No lar deve haver liberdade
Deve vigorar no lar uma liberdade que não é sinônima de ausência de autoridade e de disciplina, mas aquela em que os filhos podem se aproximar dos pais para exporem suas dúvidas e curiosidades, pedirem ajuda, dar e receberem carinho, confessarem uma falta ou fraqueza, etc. Além disso, é aquela liberdade que concede aos membros da família condições e espaço para desenvolverem potenciais e habilidades, personalidade própria, gostos e convicções pessoais, fazerem escolhas e assumirem responsabilidades. Liberdade e autoridade são plenamente conciliáveis e complementares no lar em que habita o Espírito de Deus (2Co 3.17).

  • Liberdade não significa desrespeito, folga excessiva ou tratamento leviano dos filhos aos pais, antes significa que o amor sobressai ao medo e cria uma atmosfera de amizade e cumplicidade entre os membros da família.
  • Esta cumplicidade permite que os membros da família se conheçam de maneira a perceberem quando alguém esta em dificuldades e precisando de ajuda.
  • A liberdade no lar como foi dito no tópico posterior, leva a confiança e esta confiança é fundamental para que os filhos tenham coragem de pedir aos pais auxilio nas duvidas da adolescência ou juventude por exemplo.



3. Conduza sua família ao Senhor
Muitos de nós falhamos com nosso cônjuge e filhos em um aspecto que jamais deveríamos falhar: a salvação deles aliada a uma vida cristã frutífera. Em muitos casos, talvez na maioria deles, isso ocorre porque somos consumidos pelas exigências educacionais deste mundo e não nos damos conta do desequilíbrio em que estamos incorrendo. Na verdade, se não for possível equilibrar o terreno e o espiritual na edificação da família e educação dos filhos, melhor seria que favorecêssemos o aspecto espiritual, porque este mundo milita contra Deus e contra nossa família. Para corrigir possíveis falhas, prevenir outras, e resgatar nossa família, precisamos, entre outras coisas, não negligenciar as três coisas a seguir:

3.1. Cultuar em casa e frequentar os cultos e demais atividades da Igreja
Ninguém entrava no tabernáculo sem passar pelo pátio externo, pelo altar do holocausto e pelo lavatório (Ex 40.6-8). Estas eram as primeiras etapas percorridas pelo homem para aproximar-se de Deus na dispensação da Lei. Aplicando a nós hoje, é neste estágio da vida espiritual que adquirimos a consciência de que somos escravos do feio e imundo pecado e que precisamos ser resgatados pelo sangue de Jesus, e dia a dia sermos purificados pela lavagem da Palavra, para irmos adquirindo pensamentos, linguagem, hábitos, desejos, relacionamentos e comportamentos cristãos. Os pais precisam construir o pátio, que significa solidificar na família o hábito de adorar a Deus no lar e no templo. Nossos filhos, desde a gestação, precisam ser protegidos pelas cortinas da adoração.

  • Não basta levar a família para a igreja ou forçar os filhos a participar de um culto infantil se eles não entenderem que é Jesus e o que Ele fez por nós.
  • Os filhos precisam aprender sobre o sacrifício de Jesus e o grande amor de Deus para conosco e isto se aprende no lar.
  • Eles precisam saber o que o pecado pode fazer na vida do homem e que o mundo jaz no maligno e que nossa saída esta em servir a Deus.
  • Compreendendo quem é Jesus, o que Ele dez por nós e as promessas que temos dele, fica mais fácil para os filhos entender a razão pela qual o adoramos.



3.2. Conduzir seus filhos para mais perto de Deus
O pátio externo era um lugar maravilhoso, tanto que Davi diz: ...vale mais um dia nos Teus átrios do que mil em outros lugares. Entretanto, é no Lugar Santo (uma espécie de pátio íntimo), em que Cristo, o pão da proposição e a luz que alumia as trevas espirituais da mente e do coração do homem, espera por nós. Todos os membros de sua família precisam ser iluminados por Cristo para perceberem, odiarem e abandonarem o pecado, vislumbrando as riquezas celestiais e se alimentando de Cristo para fazerem parte dEle. Conduza-os para mais perto de Cristo, a fim de que possam recebê-Lo como Salvador e viver dEle, nEle e para Ele (Ef 3.17-19). Maridos, esposas, pais, como sacerdotes do lar, para obterem sucesso na incumbência de conduzir a família a Cristo, atendam aos rogos do Apóstolo Paulo (Rm 12.1-2; Ef 5,2).

  • A Bíblia diz que o povo de Deus peca por não conhecer a Sua palavra (Os. 4.6), mas como que os filhos irão conhecer ao Senhor se os pais não ensinarem?
  • Lembremos que filho de crente, não nasce crente, antes precisa, como todos nós, conhecer o Salvador de decidir voluntariamente a segui-lo, isto é, deve aceitar a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.
  • A função dos pais é ensinar a criança NO caminho, infelizmente muitos pais tem ensinado O caminho, mas não se dão ao trabalho de acompanhar os filhos nos seus passos em direção a fé salvífica.


3.3. Consagre sua família a Deus
A consagração para o serviço de Deus é uma resposta ao amor que Ele nos tem e que nos foi concedido e mostrado em Cristo (Jo 3.16). Maridos, esposas, se tem consciência do amor de Deus e por conta disso nos entregamos a Ele como sacrifício vivo, santo e agradável, o mesmo deve ocorrer com nossas famílias. Precisamos consagrar ao Senhor todos os membros de nosso lar para que sejam instrumentos de honra nas mãos de Deus.

  • Nós não batizamos crianças pois estas não possui discernimento para escolher servir ao Senhor, mas temos o costume de apresentar (consagrar) nossos filhos ao Senhor pedindo a Ele sabedoria para poder cria-los no caminho santo;
  • Os pais devem apresentar a Deus o seu lar, e ensinar as crianças a fazerem o mesmo em oração;
  • Uma família dedicada a Deus e com os ouvidos abertos a Sua voz, corre menos risco de fracassos e decepções no futuro.


Conclusão
Devemos orar constantemente para que nossa família sirva a Deus em todo tempo. As sugestões práticas e ferramentas para aplicação dos princípios e métodos que estudamos, devem ser usados com sabedoria e diligência para honrar ao Senhor, e ao mesmo tempo, proporcionar uma vida de excelência para o nosso lar.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O modelo bíblico para as relações familiares

LIÇÃO 10 – 08 de setembro de 2013

TEXTO AUREO

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”. Ef 4.13

VERDADE APLICADA

Para os filhos de Deus, a doutrina bíblica da autoridade e submissão continua atual e praticá-la do modo bíblico é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Contribuir para que os alunos da EBD obtenham maior proveito do estudo bíblico;
  • Ajudar a família cristã a alcançar a unidade através do modelo de relacionamento familiar proposto pela Bíblia;
  • Promover, entre os alunos, o combate ao espírito de rebelião que se tem instalado no seio das Igrejas por conta de pessoas contaminadas por ideias machistas ou feministas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

  • Ef 5.22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
  • Ef 5.23 - porque o marido é a cabeça da mulher como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
  • Ef 5.24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
  • Ef 5.25 - Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.


INTRODUÇÃO
Todo casal cristão, com um pouco de conhecimento bíblico, sabe de cor os deveres dos pais e dos filhos, listados em  Efésios 5.22-24 e  6.1-4.  Porém, a maioria, ou talvez  todos,  encontra grande dificuldade  em viver o modelo de relacionamento  familiar  proposto pelo Apóstolo Paulo. Ao que parece, o problema reside em não  conseguirem,  entender e aplicar o princípio que rege a doutrina paulina destinada a “regulamentar” as relações domésticas. A constatação desta dificuldade é que fez surgir à lição que estudaremos agora.

1. ENTENDENDO O MODELO BÍBLICO PARA AS RELAÇÕES FAMILIARES
A Bíblia é um livro escrito por várias  pessoas,  algumas  separadas  por  período milenar de tempo;  possui  grande  diversidade de conteúdo,  porém, nela não há nenhuma  informação  casual  ou isolada (2Pe  1.20).  Tudo na Bíblia está  inter-relacionado:  uma informação leva a outra, um ensino remete a um princípio, que por sua vez faz parte de um conjunto de preceitos fundamentados no tema central das Escrituras Sagradas. Para localizarmos o princípio que rege ou embasa qualquer doutrina, devemos conhecer o tema central e identificar o secundário, procurar a palavra chave, que é aquela capaz de traduzir o sentido global do texto que apresenta a doutrina, e remetê-lo aos seus contextos imediatos e remotos. Estes procedimentos clareiam o texto e o tornam plenamente compreensível Vamos fazer isto agora com Efésios 5,22 - 6.1-4?

  • Várias técnicas devem ser usadas na interpretação da Bíblia. Devemos lembrar que esta coleção de livros não foi escrita para ser lida e sim ser meditada;
  • A interpretação deve ser baseada em princípios tais como oração, submissão ao Espírito Santo e leitura global, evitando interpretar versículos isolados;
  • Isaías dá uma dica de como deve ser estudada a palavra de Deus, Em Is. 28.10 está escrito “Pois é preceito sobre preceito, preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali.” A Bíblia se interpreta por si mesma e deve ser lida no seu contexto imediato (relacionando-o com os versículos escritos antes de depois do texto analisado) e contexto amplo (levando em consideração todo o livro e também outros livros da Bíblia).

1.1. O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA
Cristo está presente em todos os livros da Bíblia, mesmo no Livro de Ester, que sequer faz menção a Deus. Ali podemos ver Mardoqueu preparar Ester para interceder pelos judeus e anunciar-lhes o dia e o modo da salvação preparada para eles. Isto prefigura um dos aspectos do ministério de Jesus: Edificar a sua Igreja e capacitá-la a anunciar o Evangelho da Salvação aos que estão sentenciados à morte. Cada um dos Evangelhos apresenta Jesus por um ângulo específico. Em Mateus vemos a realeza de Jesus; em Marcos, Sua humilhação à forma de servo; em Lucas, Sua humanidade e, em João, Sua divindade. Tudo na Bíblia converge para Cristo. Isto faz dEle o tema central da Escritura e o constitui modelo para todos os aspectos da vida de seus discípulos.

  • Como diz o hino “Tema do bom pregador: O calvário”;
  • Infelizmente estamos vivendo uma onda de igrejas neopentecostais que usam a mídia (rádio e televisão) para divulgar um evangelho onde Cristo não é o centro;
  • Há cultos que se fala mais no diabo do que em Jesus e outros tomam grande tempo em campanhas de prosperidade financeira ou no louvor. A palavra que liberta, esta têm sido menosprezada;
  • Nas famílias não é diferente, muitos lares não tem mais espaço para Cristo, antes dão prioridade para tudo, se sobrar tempo, lembram do Salvador.


1.2. O PRINCÍPIO REGENTE E A PALAVRA CHAVE
Os sub-temas centrais e secundários dos capítulos 4.6  - 6.1-4 são regidos pelo princípio da Autoridade de Deus. A porta que dá acesso ao princípio se encontra em Ef 4.6. É por causa dessa autoridade sobre tudo e todos e de Sua paternidade doada, gratuita e igualitariamente a todos os membros do corpo de Cristo, que deve haver unidade entre os membros da Igreja, pois em Cristo são todos filhos de Deus e, portanto, iguais. Para que a unidade do Corpo, subordinada à autoridade e paternidade de Deus se concretize, como no céu, são dadas instruções aos crentes quanto à vida deles nas sociedades terrenas. A palavra “como” rege essas instruções. Ela aparece 22 vezes de modo direto e uma vez no equivalente “no” Senhor (6.1). Das 23 aparições de "como” e seu equivalente, 13 estão relacionadas à autoridade de Deus e de Cristo. As demais se dividem em declarações, comparações negativas e positivas entre o como eram, como são, como não podem ser e como devem ser os crentes, para que a Unidade pretendida seja alcançada. Portanto, como é a chave que abre a porta à compreensão do nosso texto e se constitui o elemento aferidor das relações sociais dos cristãos.

  • Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos. Efésios 4:6;
  • O que diz este versículo? Que em Deus todos somos iguais e devemos nos considerar irmãos em Cristo;
  • A falta de união entre os membros do corpo de Cristo fere um princípio básico que o próprio Jesus desejou quando disse: "Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.” João 17:20-23
  • Como lemos acima, a unidade é desejo de Cristo, a unidade testemunha da nossa união com Deus, a unidade é ordenança divina.


1.3. O CONTEXTO
Para estudar o contexto, isolaremos os dezesseis versículos que tratam diretamente da Doutrina da Família Cristã. Eles serão nosso texto principal para esta lição. Vão de 5.22 a 6.1-4. O contexto remoto se apresente no capitulo 4, onde encontramos ensinamentos gerais sobre o procedimento dos crentes e em outras referencias bíblicas relacionadas, onde o objetivo principal a ser alcançado através de modo de proceder proposto por Paulo é "que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida de estatura completa de Cristo" (4.13) O contexto imediato vai de 5.1 ate o versículo 22, onde vemos que o principal motivo para que a família cristã se comporte da maneira descrita no texto é que todos os seus membros são filhos amados de Deus (5.1), logo são semelhantes a Deus e a Cristo e, por isso é que devem sujeitar-se uns aos outros em amor, como ao Senhor (5.21).

  • Estes textos referem-se a forma correta de como os membros de uma família devem agir. A sujeição um aos outros é dever de todos, mas estes temas serão abordados adiante.
  • Sugiro a leitura de I Co 13 sobre o amor, pois esta união que devemos ter deve ser feita em amor.


2. AUTORIDADE E SUBMISSÃO NO SISTEMA CELESTIAL
Embora as comparações das coisas celestiais com as terrenas sejam terrenas, elas servem para nos ajudar a entender as doutrinas bíblicas. Portanto, pense no céu como o sistema governado pelo Deus Trino. O Pai, o Filho e o Espírito Santo em perfeita sintonia submetem-se voluntariamente e cooperam para que todas as partes que compõem o sistema celestial funcionem perfeitamente e cumpram a sua missão. Pense na Igreja como uma grande organização, um subsistema, pertencente ao sistema celestial, da qual Cristo é a cabeça. Pense na família cristã como a unidade representativa básica da organização (Igreja). Embora possuam esferas de atuação diferentes, os subsistemas e as unidades representativas possuem valor igual para o sistema e têm a mesma missão. Os sucessos e fracassos de qualquer dos dois refletem um no outro e no cumprimento da missão.

2.1. COMO  SÃO  DEFINIDAS AS AUTORIDADES NO SISTEMA CELESTIAL?
Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo formam um único ser divino. Entretanto, diz a Escritura: Deus é a cabeça de Cristo (ICo 11.3). Este é o enviado de Deus (Lc 4.43; Jo 3.17 ) e o Espírito Santo é o enviado de Cristo (Jo 15.26 ). Mas, o próprio Jesus diz que o Espírito Santo o ungiu e enviou (Lc 4,18 ). Assim, vemos Cristo ora enviando, ora sendo enviado. Ora liderando, ora sendo liderado. Logo, entendemos que o critério aplicado é o da igualdade.

  • O sistema da igualdade deve ser aplicado no lar pois todos têm direitos iguais dentro da família;
  • Os filhos devem ser tratados de forma igualitária no que tange a regalias, direitos e deveres. Sabemos que os filhos não são iguais e que a forma de educar cada um é muito particular, porém em termos de direitos e deveres no lar, o tratamento deve ser igualitário para que não existe ciúmes entre eles;
  • Outo ponto importante onde é aplicado o sistema de igualdade é na autoridade dos pais, os dois devem ter autoridade reconhecida no lar e sobre os filhos. O cônjuge não pode jogar a responsabilidade para o outro com frases do tipo, “seu pai é quem sabe”, “Se sua mãe deixar pode ir”... Da mesma forma que um não pode tirar a autoridade do outro permitindo que o filho faça algo que tenha sido proibido pelo outro cônjuge.


2.2. COMO A AUTORIDADE É EXERCIDA NO SISTEMA CELESTIAL?
Não é como nos sistemas autoritários terrenos, em que os governantes e detentores de cargos os exercem como um direito. Exigem o serviço dos governados e agem como se toda a comunidade existisse para promover o bem deles. Olham para o povo de cima para baixo, como se este fosse composto de seres inferiores e incapazes. No sistema celestial, entretanto, o exercício da autoridade é visto como um dever. Os detentores de autoridade são considerados servos (Lc 22.26 ). A autoridade é exercida como um serviço de amor (Jo 3.16 ). Exige renúncia, humildade e obediência. Jesus, sendo Deus e Senhor do sistema, cabeça (poder, autoridade e liderança) da Igreja e autoridade suprema do Universo, veio a este mundo para servir e não para ser servido, para dar e não para receber (Mt 20.28; Mc 10.45; F12.5-8).

  • A autoridade no céu não é forçada, antes é reconhecida e respeitada por amor a Deus;
  • Nos lares não deve ser diferente, os filhos devem reconhecer a autoridade dos pais e honrá-los por amor, não por violência. Filho que obedece aos pais por medo, nunca irá contar algo de errado que fez, ou mesmo uma situação difícil que esteja passando, antes esconde pois tem medo da reação do pai;
  • Filho que teme e respeita seus pais, têm neles verdadeiros amigos que sabem que podem confiar, mesmo que venha uma punição pelo ato errado cometido.


2.3. COMO SE DÁ A SUBMISSÃO NO SISTEMA CELESTIAL
Ela ocorre num ambiente de igualdade. Deus não escolhe quem deve se submeter baseado no critério de superioridade x inferioridade. Ele os escolhe em uma correspondência perfeita entre as partes de um todo. Assim, o sistema inteiro obedece a uma hierarquia predeterminada por Deus, de modo que tudo e todos obedeçam e sejam obedecidos. Todos os filhos de Deus têm valor igual para Ele. A todos, em algum momento, é dada a oportunidade de liderarem e serem liderados. Por exemplo, o filho que hoje é submisso aos pais e por eles é servido, amanhã servirá aos próprios filhos e estes lhe serão submissos. Todos, liderados e líderes, são importantes e indispensáveis à boa ordem e funcionamento do sistema celestial. Nos sistemas e subsistemas terrenos, mesmo naqueles instituídos por Deus, como a família, liderados se sentem inferiores e injustiçados porque os relacionamentos foram contaminados pelo pecado, as funções são mal definidas e os papéis de cada um têm sido mal interpretados. Porém, quanto maior for o grau de conversão das pessoas a Cristo, tanto maior será a liberdade e a honra que perceberão haver na submissão cristã.

  • Verdadeiro líder é aquele que pouco a pouco delega funções para os liderados para que um dia eles se tornem líderes também;
  • Os pais líderes são provedores de tudo aquilo que os filhos necessitam, mas na medida que estes crescem, permitem gradualmente que eles tomem pequenas decisões, passando por decisões médias e complexas, para que eles um dia tomem as rédeas de suas vidas, e liderem suas novas famílias.


3. APLICANDO OS PRINCÍPIOS CELESTIAIS À FAMÍLIA
Em meio à onda de feminismo que varre as sociedades atuais, a doutrina bíblica da autoridade e submissão parece ser, no entender de muitos, polêmica e ultrapassada. Porém, para os filhos de Deus, ela continua atual. Sua prática, subordinada ao elemento aferidor das relações familiares com o padrão utilizado no sistema celestial, é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão. Segundo Paulo, o elemento aferidor é a palavra “como”, o padrão de autoridade é Cristo e o de submissão é a Igreja.

  • Não sou contra os direitos conquistados pelas mulheres, pelo contrário, considero importante as conquistas no meio trabalhista, no direito ao voto, e principalmente no direito de exercer seu trabalho ministerial;
  • O que o comentador quer dizer é que, para que um lar viva em harmonia, é necessário que a mulher reconhece o marido como o cabeça do lar, isto não significa humilhação ou perda de prestígio, antes significa proteção ao vaso mais fraco que no caso é a mulher.


3.1. COMO O MARIDO DEVE EXERCER SUA AUTORIDADE
Como já vimos no tópico 2, a família cristã não é uma unidade social isolada e independente, pelo contrário, faz parte de um sistema do qual Jesus é a cabeça. Como tal, para que cumpra bem o seu papel, o marido deve seguir o molde que lhe foi proposto por seu líder maior: Jesus. Ora, como é que Cristo exerce Sua autoridade sobre a Igreja? Não a impõe pela força, mas é conquistada pelo amor. Amor que se dá, que entrega a própria vida pelo bem de sua amada (Ef 5.25). A autoridade de Cristo sobre a Igreja é o coroamento da encarnação (Mt 28.18).

  • Muitos dão ênfase a passagem que diz que as mulheres devem ser submissas ao seus esposos, mas esquecem da outra parte que diz que os maridos devem amar a sua esposa como Cristo amor a igreja ao ponto de dar sua vida por ela.
  • Quem demonstra este amor conquista o respeito da esposa (submissão), não é por força e muito menos por atitudes autoritárias, antes pela demonstração de afeta que é traduzida em elogios, reconhecimento e valorização da pessoa amada.


3.2. DE QUE MODO A ESPOSA DEVE SUBMETER-SE AO MARIDO
Em primeiro lugar, precisamos considerar que a submissão da esposa ao marido não significa servidão nem inferioridade, mas uma incumbência, um direito que precisa ser exercido para o bom funcionamento da família como célula básica do Reino de Deus. A esposa cristã não deve agir como empregada do marido, mas como sua companheira, que faz tudo em acordo com ele e procura agradá-lo, como a Igreja age para com o Senhor. Ela sabe que a unidade da Igreja depende de famílias edificá-las e cimentadas no amor de Cristo e na comunhão do Espírito Santo.

  • Deus quando criou a mulher fez uma companheira para o homem e não uma escrava, a Bíblia diz: Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse. Gênesis 2:20.
  • A mulher auxilia o homem em buscar a felicidade, em cumprir a determinação de Deus de criar e cuidar da família.
  • A mulher amada têm prazer em submeter-se em amor ao marido pois assim trará felicidade ao lar.


3.3. COMO OS FILHOS DEVEM SE COMPORTAR NESTA CADEIA HIERÁRQUICA
Praticando o mesmo princípio e padrão que os casais devem observar. Enquanto o marido deve cumprir seu papel em casa como Cristo o faz para com a Igreja, a esposa deve cumprir o seu papel no casamento como a Igreja o faz para com Cristo, os filhos devem honrar, obedecer e considerar os pais como ao próprio Deus, aprender com eles como quem aprende com o próprio Deus e receber deles amor, sustento, educação, disciplina como quem recebe do próprio Deus. Eles precisam: servir e submeter-se uns aos outras em amor (Ef 5,21; G1 5); considerar, amar e cuidar uns dos outros (Jo 13.34; Rm 12.10).

  • Os filhos serão espelhos dos pais e agirão conforme sua criação.
  • O pai que não ama a esposa como Cristo amou a igreja, serve de péssimo exemplo aos filhos e estes correm o risco de reproduzirem no futuro as atitudes dos pais;
  • A mãe que não submete-se ao marido, ensina indisciplina e insubordinação aos filhos e estes agirão assim no futuro.

CONCLUSÃO
Portanto, a autoridade e a submissão no corpo social, chamado  Família  Cristã, serão  aplicadas  de  modo correto  e  eficaz  quando foram regidas pelo mesmo princípio que rege a igreja: a autoridade pertence a Deus e Ele “colocou os membros no corpo, cada um deles como quis” (1Co 12.15). É fundamental entendermos que Deus mesmo deu os maridos para liderar o lar; as esposas para cooperarem e em concordância com o marido e esposa possam juntos exercitar a liderança e o aperfeiçoamento da família ao padrão que nos foi dado.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

LIÇÃO 9 – 01 de setembro de 2013

ABRAÇANDO O MODELO DISCIPLINAR DE JESUS

TEXTO AUREO

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Ap 1.3

VERDADE APLICADA

Todas as verdades e princípios bíblicos referentes ao relacionamento de Cristo com a Igreja são aplicáveis ao relacionamento entre marido e mulher e entre estes e seus filhos na família cristã.

OBJETIVOS DA LIÇÃO


  • Assegurar que o ofício dos pais em relação aos filhos se assemelha ao ofício de Jesus em relação à Igreja;
  • Ensinar que o modo como Jesus se relaciona com as diferentes congregações fornece molde seguro para o relacionamento conjugal e para criação, educação e disciplina na família cristã;
  • Insistir que as virtudes de Cristo sejam conhecidas de nossos filhos.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

  • Ap 1.3 - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
  • Ap 1.10 - Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
  • Ap 1.11 - que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.


INTRODUÇÃO
Todas as verdades e princípios bíblicos referentes ao relacionamento entre Cristo e a Igreja são aplicáveis ao relacionamento entre marido e mulher e entre estes e seus filhos na família cristã. Com esta convicção tomaremos como texto-chave para o estudo desta lição os capítulos de 1 a 3 da Apocalipse. Eles fornecem modelo singular e infalível de disciplina no lar. Na presente lição traçaremos o perfil dos pais (casal à luz daquilo que o Apóstolo pode ver no do perfil de Cristo).

1. A AUTORIDADE DE JESUS CRISTO
Jesus chama os anjos das Igrejas de “estrelas”. Isto significa que a vida dos pastores deve emitir a luz que emana de Deus.  Porque a eles Deus coloca em alta posição, delega autoridade e dá do Seu poder e força para que guiem e protejam o rebanho. Ele declara que possui os pastores em Sua mão direita. Sempre que a Bíblia fala de destra, mão direita e braço direito de Deus, estão em vista principalmente a Sua força e Seu poder. Isto mostra que os líderes das Igrejas são sustentados, protegidos e controlados por Deus, a fim de que possam desempenhar bem a missão que lhes foi confiada. Do mesmo modo os pais cristãos:

1.1. DEVEM VIVER  DEBAIXO DA AUTORIDADE DE DEUS
Pais verdadeiramente cristãos são aqueles que vivem sob a proteção, o controle e a autoridade de Deus. Somente assim conseguirão proteger os filhos. Como as sete estrelas, recebem de Deus autoridade, força, poder, sabedoria e conhecimento. Suas vidas ilibadas resplandecem sobre os filhos de modo a conduzi-los diuturnamente ao propósito estabelecido para eles e a guiá-los na e para a segurança da salvação.

  • Os pais devem ser totalmente dependentes de Deus e deixar isto claro aos seus filhos.
  • Os filhos precisam saber que de Deus emana todo o poder e toda a graça para nos sustentar.
  • Como os filhos saberão desta verdade se os pais não os ensinarem? Cabe aos pais ensinarem seus filhos sobre o amor, a grandeza, a graça e o poder de Deus;
  • Não basta ensinar, tem que viver este amor, isto é, de nada adianta um belo discurso se em casa não há exemplo, antes impera a lei do faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço! O exemplo é uma grande ferramenta do agir de Deus na vida dos pais.

1.2. DEVEM PASSAR O MAIOR TEMPO POSSÍVEL COM OS FILHOS E ANDAR NO MEIO DELES
Jesus prometeu aos discípulos que edificaria a Sua igreja e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16.18). Em que se fundamenta tão extraordinária garantia? Sem dúvida reside no fato de Jesus estar com a igreja e viver no meio dela e de ser Ele mesmo que, através dela. investe contra as portas do inferno (Ap 2.1). Assim como a Igreja precisa unicamente da presença de Cristo para viver neste mundo e da garantia que Ele oferece de que não lhe faltará em sua luta contra as fortalezas do príncipe das hostes espirituais da maldade, filhos precisam mais da presença ativa dos pais do que de brinquedos, roupas e outros objetos.

  • Não basta suprir o lar economicamente, é necessária a presença no seio da família, com atenção especial na educação dos filhos.
  • Como saber o que esta acontecendo se o pai não esta presente? Como saber o intento dos filhos ou o começo do desviar do bom caminho se não há diálogo?
  • É necessário que os pais dediquem uma noite da semana para a família, uma noite da família onde todos podem orar cantar hinos e realizar brincadeiras.
  • Mas e quando não se tem tempo? Pode ter havido um erro de planejamento, ao se constituir uma família deve-se planejar como ela será sustentada do ponto de vista financeiro e também de relacionamento. Quando os filhos chegam, mais tempo ainda deve ser dedicado a família, por isto o planejamento de quando tê-los é importante.

1.3. DEVEM SABER EQUILIBRAR ELOGIOS E REPREENSÕES
Jesus elogiou todos os anjos das Igrejas que apresentavam obras dignas de louvor. Também os repreendeu naquilo que falharam. Assim os pais devem prestar atenção nos filhos e elogiá-los naqueles aspectos em que são merecedores. Porém, não podem descuidar das repreensões quando elas se fizerem necessárias. Filhos necessitam da correção amorosa e constante oferecida diretamente pelos pais. Elogios e reconhecimento são importantes para manter os filhos sempre estimulados e para que saibam que acertaram e que seus acertos alegram e dão prazer aos pais, mas não são suficientes para transformar crianças nascidas no pecado em pessoas capazes de vencer toda e qualquer sorte de tentação, pressões e provocações, tanto de agentes humanos, quanto de agentes espirituais. Por isso, com amor e moderação, repreenda seus filhos e corrija-os quando falharem.

  • Tem pais que possuem uma facilidade enorme em criticar e uma dificuldade tremenda em elogiar.
  • Quantas vezes já ouvi críticas como: “Este menino não presta pra nada”; “Mas esta menina só faz besteira”; “Este moleque não vai ser nada na vida”... O que esperar do psicológico desta criança se das pessoas que elas consideram heróis, saem palavras que em nada motivam?
  • Elogiam são importantes, e a repreensão também, desde que ambas sejam educativas e realizadas em amor, desta forma darão fruto.

2. FILHOS SÃO PRECIOSOS, VIRTUOSOS E ÚTEIS
Jesus considera as sete igrejas como úteis e feitas de material precioso e incorruptível (Ap 2.12 ). Ah, se aprendêssemos de Jesus no trato com nossa família! Veríamos nossos filhos como ouro e não como qualquer material perecível mediante exposição ao fogo, a água ou a qualquer outra forma de purificação. Assim, lembremo-nos sempre:

  • Lembrem-se, os filhos são herança do Senhor nesta terra, são jóias confiadas ao nosso cuidado, devemos tratá-las com todo carinho.

2.1. QUE NOSSOS FILHOS SÃO CAPAZES DE SUPORTAR A CORREÇÃO
Nós, pais, não devemos desviar a correção de nossos filhos com receio de que eles não a suportem ou que deixem de nos amar. Ao contrário, precisamos submetê-los, com zelo e amor a métodos disciplinares adequados a cada um, para libertá-los de suas fraquezas e imperfeições. Assim, suas virtudes se levantarão e aparecerão vitoriosas com o ouro que perde suas escorias quando provado no fogo e se torna ainda mais precioso e seu brilho resplandece mais, muito mais. quando lavado e polido.

  • Os filhos não só suportam como devem ser corrigidos. Os filhos que não são corrigidos pelos pais serão afligido pelo mundo e um dia dirão aos seus pais, porque o senhor não me corrigiu quando era criança, porque não me mostrou que minhas atitudes eram erradas, se tivesse sido corrigido, não estaria sofrendo tanto agora na minha vida adulta.
  • Comparo o pai que não corrige ao professor bonzinho que passa todos os alunos, não faz chamada, não corrige as tarefas de casa etc. Enquanto estão sob domínio deste professor, estes alunos o consideram o melhor de todos, mas quando precisarem, no futuro, colocar a prova o que aprenderam, irão maldizer o docente por não ter cobrado corretamente o que foi ensinado.

2.2. DE DESTACAR AS VIRTUDES DOS MEMBROS DE NOSSA FAMÍLIA
Há outro aspecto muito importante de Apocalipse 1.12 que pode ser aplicado às relações familiares e à disciplina doméstica. Trata-se do fato de que Jesus, antes de tudo, mostrou a João a qualidade, o valor e a utilidade das Igrejas. Embora tudo tenha sido dado à Igreja pelo próprio Cristo. Ele permitiu que ela se destacasse a ponto de João ver primeiro a ela, e só depois a Cristo. Quanto sucesso obteríamos se observássemos o método de Jesus na educação de nossos filhos e no trato com nosso cônjuge! Destaquemos e deixemos que as pessoas vejam suas qualidades, o valor e a utilidade que eles têm para nós, para Deus e para a sociedade. Não precisamos temer que eles, brilhem mais do que nós, ao contrário, devemos trabalhar para isso, desejar e esperar que tal aconteça (Jo 14.12; Mt 5.16). E. quando precisarmos exibir os defeitos, falhas e imperfeições deles e aquilo em que precisam ser corrigidos e aperfeiçoados, o faremos com amor e respeito e no recesso do lar. Então a disciplina será boa, doce e útil, e fará sentido para eles.

  • Como já dissemos, devemos saber elogiar nossos filhos e cônjuge, isto significa também reconhecer a importância deles em nossas vidas;
  • Muitos podem dizer, “mas eu reconheço o valor e a importância da minha família para mim, reconheço a qualidade de cada membro”, mas alguma fez já falou isto para a família? Não basta reconhecer, tem que deixar claro que reconhece, que os considera importante isto aumenta a auto estima dos membros da família e os estimula a continuar a buscar estas virtudes.

2.3. DEVEMOS RECONHECER AS DIFERENÇAS ENTRE UM FILHO E OUTRO
No capitulo 1.11 vemos Jesus ordenar a João:  “o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso. e a Esmirna. e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.” Quando lemos o que Jesus mandou João escrever nas dedicatórias da carta que enviou às sete Igrejas, observamos que Jesus conhecia bem aquelas congregações. Notava as diferenças entre elas. por isso nada é repetitivo. As repreensões, advertências, elogios, e promessas são todas distintas e baseadas nas circunstâncias e condições de existência de cada uma delas, em particular. Jesus nunca faz comparação entre as Igrejas; não pediu à morna Laodicéia que imitasse a fervorosa Filadélfia. Assim, pais cristãos devem agir com os filhos. Corrigir, castigar, se for necessário, estimular as boas ações e comportamentos, elogiá-los de acordo com as características particulares de cada um. Compará-los ou esperar que se tornem iguais seria um erro grave, pois poderia, entre outras consequências, gerar mágoas, ciúmes e disputas entre eles.

  • Temos aqui um rico ensinamento, cada membro da família é um ser único, dotado de uma personalidade. Não há como comparar as reações dos filhos a determinado estimulo. Tem irmãos que reagem de formas totalmente distintas a um castigo. Se você priva um de brincar por meia hora como forma de punição para que ele pense na bagunça que fez, isto para ele pode ser algo extremamente penoso, já para o outro irmão pode ser algo que não faz a mínima diferença, isto é, esta punição para ele não surtirá efeito;
  • Pensando nisto, os pais não podem jamais comparar os irmãos, eles, apesar do laço de sangue, são pessoas distintas que reagem de forma distintas ao meio em que vivem;
  • Cabe aos pais conhecer bem os seus filhos para saber qual o melhor trato para casa um, assim não cometerá injustiça e atingirá o objetivo de educar as crianças no bom caminho.

3. A INFLUÊNCIA DE JESUS CRISTO
Todas as vezes que Jesus se refere a si mesmo como primeiro e último, fala da Sua preexistência a tudo o que foi criado e da Sua subsistência mesmo em face do fim da criação ou da inexistência dela o que mostra que Ele não é outro senão o próprio Deus. Quando Ele diz que foi morto, mas reviveu, mostra que Sua vida, Seu poder. Sua Palavra, ensinamento e influência resistem e sobrepujam às ações de qualquer inimigo, superando todo obstáculo. Mostra ainda que Ele é o primeiro na vida da Igreja, e esta só subsistirá se Ele também for, para ela, o Último. Seguindo esta linha de pensamento, e comparando o ofício dos pais em relação aos filhos com o de Jesus em relação à Igreja, podemos afirmar que:

3.1. OS CASAIS SÃO E DEVEM SER PRECEDENTES AOS FILHOS
Ora, espera-se que nas Igrejas que compõem o Corpo do Senhor Jesus, qualquer casal seja precedente aos filhos, mas, além disto, o casal cristão deve subsistir como tal mesmo que não tenha filhos. Pois, as primeiras impressões na alma dos filhos devem ser profundas e feitas pelos pais para marcar-lhes o ser de tal forma, que tudo o que vier posteriormente não tenha o poder de apagar aqueles sinais imorredouros.

  • O que significa o casal preceder os filhos? Significa que os casais de namorados devem planejar o futuro de sua família e aguardar para que tudo ocorra a seu tempo.
  • O desejo desenfreado da carne, a falta de limite, a influência da sociedade tem levado a muitos jovens a começar a pratica sexual de forma prematura e como resultado disto temos pais e mães solteiras.
  • É saudável para os filhos pertencer a um lar onde sua chegada foi planejada.


3.2. OS CASAIS SÃO E DEVEM SER O EXEMPLO DOS FILHOS
Jesus conquistou o direito e a autoridade de pedir aos crentes de Esmirna que se mantivessem fiéis, mesmo com risco de serem mortos (2.10c) porque Ele próprio deu-lhes tal exemplo de fidelidade diante da morte e demonstrou poder de superá-la: Ele foi morto e reviveu, (Ap 2.8). Do mesmo modo pais cristãos precisam ser destemidos e dar exemplos de fidelidade incondicional ao Senhor diante da passagem e ação de violentas ondas de impiedade e imoralidade movidas por uma sociedade que deseja apagar as marcas de Deus da história. O modo de vida dos casais cristãos, o temor de Deus que os guarda e guia o poder de seus ensinamentos, de sua fé e influência e de seus princípios e valores, devem manter-se inabaláveis na vida dos seus descendentes e subsistir de geração em geração.

  • Fala-se novamente do exemplo que deve ser dado pelos pais de fidelidade a Deus e aos seus desígnios;
  • Infelizmente muitos pais fecham negócios escusos na presença de filhos, usam de meios ilícitos para fraudarem a receita federal dando um jeito de aumentar a restituição do imposto de renda, mentem para faltar ao trabalho, adulteram o velocímetro do carro para vendê-lo como mais novo dentre várias outras situações conhecidas como jeitinho brasileiro e tidas como normal e tolerável;
  • Como cobrar dos filhos honestidade e fidelidade se não somos fiéis? O exemplo é uma das melhores ferramentas de educação.


3.3. OS CASAIS DEVEM SER REFERENCIAL DE ESPERANÇA DOS FILHOS
Nem sempre é possível que os filhos vejam, com olhos carnais, a recompensa de seus pais por se terem mantido íntegros e fiéis ao Senhor em tudo, porém, o fervor e a alegria com que conservam a fé, aliada às obras próprias de filhos de Deus; a perseverança deles na convicção de que, mesmo que não seja nesta vida, receberão a recompensa e a fé inabalável que os mantém e os manterá fiéis até a morte ou até a volta de Jesus, criam e cimentam no coração dos filhos uma viva e boa esperança (Rm 5.2-5).

  • Como já falamos, o testemunho dos pais é importante para fixar nos filhos a esperança de uma recompensa eterna, não necessariamente uma recompensa nesta vida.


CONCLUSÃO
Queridos irmãos, vivamos sob a proteção, controle e autoridade de Deus. Imitemos a Cristo no trato com nosso cônjuge e na educação de nossos filhos. Assemelhemo-nos a Jesus a ponto de podermos marcar as almas de nossos queridos com impressões tão profundas do Senhor que nada do que vier posteriormente tenha o poder de apagar aqueles sinais eternos.

sábado, 10 de agosto de 2013

Justificativa

Caros companheiros do BLOG.

Estive alguns dias ausentes pois estava acompanhando meu  pai em uma série de exames que culminou em uma cirurgia para retirada de um tumor de próstata no Hospital Alemão Oswald Cruz em São Paulo.
Estive com ele o tempo todo e graças a Deus tudo correu bem.

Creio que a partir de agora retomo as postagens normalmente no BLOG.

Bom estudo a todos e que Deus os abençoe!

Pb. Humberto de Sousa Fontoura

O diálogo é vital para o crescimento integral dos filhos

LIÇÃO 6 – 11 de Agosto de 2013

O diálogo é vital para o crescimento integral dos filhos

TEXTO AUREO
 “A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa”. SI 128.3

VERDADE APLICADA
Crianças educadas desde pequenas para a liberdade responsável, baseada em princípios, valores e fé, terão muito mais chances de sucesso.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
  • Valorizar a comunicação a partir da prática irrestrita da honestidade e responsabilidade;
  • Esclarecer que a liberdade é fator importante que contribui para o desenvolvimento integral dos filhos e está intimamente ligada à comunicação;
  • Ensinar que o culto doméstico é uma ferramenta importante para sedimentar as disciplinas espirituais.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
  • Sl 128.1 - Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!
  • Sl 128.2 - Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem,
  • Sl 128.3 - A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.
  • Sl 128.4 - Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!
  • Sl 128.5 - O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.
  • Sl 128.6 - E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.



INTRODUÇÃO
Embora nasçam cada vez mais crianças sem uma estrutura familiar tradicional, é na família formada pela união de um homem e uma mulher que se pode ofertar às crianças um marco próprio e adequado para seu desenvolvimento integral como pessoa. A missão e função das famílias cristãs é gerar, criar, formar e conservar uma semente de Deus em cada criança.

  • As crianças precisam de referência, precisam de modelos chamados pelo comentador de marco próprio.
  • O momento mais importante na educação dos filhos é quando todos estão sentados a mesa. Ali se aprende desde comer corretamente a compartilhar informações e aprendizados.
  • O horário do almoço, da janta, o culto doméstico e a oração diária são momentos de dedicação à Deus, onde os filhos aprendem a honrar a nossa fé.


1. COMUNIQUE HONESTIDADE E RESPONSABILIDADE
Estes são os dois aspectos da comunicação entre pais e filhos que mais consomem tempo e exigem constância. Eles fazem parte do pacote de princípios e valores mencionados na lição anterior, onde vimos a parte teórica deste estudo; agora, um pouco de prática.

1.1. ENSINE SEU FILHO A FALAR A VERDADE
Através de situações cotidianas é que a criança aprende a falar a verdade desde pequenina (Pv 2.7). Seja você mesmo o exemplo: ao oferecer a ela um alimento amargo, ao invés de dizer, “coma porque é gostoso", diga; “coma porque faz bem à sua saúde”; quando ela for tomar uma injeção, não diga que não vai doer nada, mas: “vai doer um pouco, mas a dor passa rápido”, ou se você a mandar executar determinada tarefa, ao invés de dizer que é fácil ou que não demora nada, diga que é difícil e vai demorar; mas que ela é inteligente e capaz, por isto vai conseguir fazer tudo direitinho; se você precisar sair, é melhor que seu filho o veja sair e fique em casa chorando do que colocá-lo para dormir ou mandar que o levem para outro cômodo da casa, e depois sair às escondidas (Pv 12.19; 16,6).

  • Hoje é dia dos pais e podemos afirmar que a maioria das crianças tem em seus pais verdadeiros heróis e modelos. Muitos dizem que querem ser como seus pais quando crescerem. Isto significa que elas tendem a imitar os pais, se os pais mentem, elas irão fazer o mesmo no futuro.
  • Existem situações que os pais induzem as crianças a mentir, isto é ainda mais grave. Pede para mentirem a idade para não pagar o ônibus, receber algum benefício, não pagar ingresso...


1.2. ENCORAJE SEU FILHO A SER HONESTO
Muitos pais inibem o desenvolvimento da honestidade nos filhos. Como fazem isto? Por exemplo, castigando os filhos quando eles assumem que erram, do mesmo modo que fariam se não tivessem assumido o erro (Pv 28.13; 2Co 2.7). Então, quando o filho comete uma falta e a assume, deve ficar sem correção? Não (Ec 7.5NTLH). Mas a correção para quem assume e é honesto, deve ser diferente da aplicada em quem oculta o erro. Além disto, os pais devem declarar o perdão e elogiar a coragem da criança que confessa a falta (Pv 28.13 ), e ter o cuidado de ensinar-lhe que o elogio feito e a punição branda aplicada, não significam que ela está livre para cometer outra vez aquele erro, mas sim que o papai e/ou a mamãe valorizam a honestidade com que o filho encara aquela situação (2 Co 8.21).

  • Pais que castigam severamente o filho que confessa ter aprontado uma “arte” fazem com que estas crianças cresçam com medo de dizer a verdade para os pais, isto é uma tragédia na vida de qualquer família.
  • O filho que sabe da honestidade do pai, até em lhe dar uma punição a altura do erro, prefere contar aos pais o que fez de errado do que esconder e correr o risco de ser descoberto, o que seria pior.
  • Devemos sim encorajar nossos filhos a confiar em nós e a serem honestos quanto aos erros cometidos, assim sempre estarão em dia com suas obrigações civis e com as autoridades.


1.3. CRIE OPORTUNIDADES PRÁTICAS PARA COMUNICAR RESPONSABILIDADE
Comece pelo exemplo: Seja pontual, pague em dia suas contas (1 Pe 2.12), cumpra a palavra ainda que seja sacrificial, assuma a responsabilidade pelos erros que você cometer, peça desculpas se for preciso, mas não se justifique. Permita que seu filho perceba suas atitudes. Continue pela distribuição de tarefas, determine a hora que você quer vê-las terminadas, elogie depois que forem executadas e exija o cumprimento delas. Lembre-se, não é necessário esperar que as crianças cresçam para começar a boa educação (1 Tm 5.10).

  • Como já dissemos, o exemplo é fundamental.
  • Os pais devem ser honestos em seus compromissos, no pagamento de contas, deve pedir desculpas até para os filhos quando necessário e principalmente, cumprir as promessas feitas a ele.
  • O descumprimento de uma promessa causa uma grande frustração na criança que pode deixar marcas permanentes se forem constantes.
  • Dê responsabilidades e limites aos filho, para que estes aprendam desde novo que eles precisam se organizar para tudo na vida.


2. CAPACIDADE PARA VIVER EM LIBERDADE
Outro fator importante que contribui para o desenvolvimento integral dos filhos e que está intimamente ligado à comunicação de responsabilidade, é o ensino progressivo para o uso da liberdade. Sem que esta capacitação seja oferecida ao indivíduo desde pequenino, a liberdade para ele poderá ser uma ameaça, um perigo, um fator de sofrimento.

  • O que seria esta “liberdade”? Seria o poder de fazer suas próprias escolhas sem ficar sempre dependente de alguém;
  • As crianças devem ser encorajadas, dentro do controle dos pais, a tomar decisões e entender as consequências da decisão tomada.


2.1. DAR PEQUENAS LIBERDADES DESDE A PRIMEIRA INFÂNCIA
Segundo a psicologia infantil, a criança de até seis anos de idade só é capaz de entender a liberdade no sentido prático. Por isso, os pais devem permitir que a criança escolha entre coisas e situações de igual valor. Por exemplo, coloque diante dela dois alimentos de valor nutritivo semelhantes, ou duas mudas de roupas próprias para a mesma ocasião e clima, e peça para que ela escolha; ou, se vocês vão sair para lanchar, dê à criança a oportunidade de optar entre duas lanchonetes e entre dois tipos de lanche. Permita que ela escolha entre dois horários para as tarefas escolares. Proporcione a seu filho ou filha alguma atividade que possa executar sem a sua ajuda, desde que você, para a segurança dele ou dela, possa monitorar sem que o perceba. Elogie a preferência e o modo como executaram a tarefa (Ec 10.12).

  • O comentador deu vários exemplos interessantes que devem ser repassados durante a aula;
  • Um fato que devemos destacar é que a criança deve poder escolher desde pequeno, dentro de um ambiente controlado como foi explicado pelo comentador, e também deve ser elogiado pela escolha para que tenha segurança de tomar novas decisões no futuro.


2.2. DISCIPLINAR E CORRIGIR O ABUSO DE LIBERDADE
O melhor método de correção a ser aplicado àquele que ultrapassou os limites é permitir que sofra as consequências de sua conduta (Rm 2.6) Muitos pais falham em comunicar responsabilidade aos filhos porque querem poupá-los dos resultados de suas escolhas (Hb 12.6). Quando os pais assumem total responsabilidade pelos frutos dos erros dos filhos, estão negando a eles o direito de crescer, de amadurecer e de se tornarem pessoas responsáveis por suas ações. É importante que os pais assegurem aos filhos que permitirão que eles arquem com as consequências de seus próprios erros porque isto lhes é útil e necessário à sua formação, que eles sabem o quanto aquela experiência de colheita está sendo ou será dolorosa para as crianças, mas que no futuro serão gratas porque puderam vivenciá-la.
  •  
  • Já ouviu a expressão filhinho da mamãe? Ou garoto mimado? Existem várias outras que denotam a mesma atitude: filhos que não tem limites e que são acobertados pelos pais;
  • A história da mãe coruja retrata bem isto:

A expressão surgiu com a fábula "A Coruja e a Águia", do escritor francês La Fontaine, também reescrita por Monteiro Lobato e outros autores.
Conta a fábula que a coruja encontrou a águia e lhe disse:
- Ó águia, se vires uns passarinhos muito lindos num ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!
A águia prometeu-lhe que não os comeria. Foi voando e encontrou numa árvore um ninho e comeu todos os filhotes. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos foi ter uma conversa com a águia, muito aflita:
- Ó águia, tu foste falsa porque me prometeste que não comeria meus filhinhos, mas mataste todos!
Disse então a águia:
- Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos depenados, sem bico e com os olhos tapados, e comi-os. E como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.
- Pois eram esses mesmos, disse a coruja.
- Pois então não sou eu que estou errada, me enganaste tu com a tua cegueira.
Moral da história: Aos olhos das mães, os filhos são sempre perfeitos e lindos. Já diz o ditado "Quem ama o feio, bonito lhe parece".
Os pais não devem idolatrar seus filhos como se fossem criaturas perfeitas e livre de erros, muito menos acobertar seus erros. Os filhos devem entender que toda má ação tem uma má reação, isto é, um consequência ruim que deve ser arcada e servir de ensino para o futuro.

3. RELACIONAMENTO COM DEUS
Para que os filhos desenvolvam relacionamento pessoal com Deus, é necessário que os pais assumam como práticas continuadas pelo menos as três indicações sugeridas neste tópico:

3.1. CULTO DOMÉSTICO
Normalmente quando se fala ou se escreve sobre a importância do Culto Doméstico na edificação de uma família feliz, começa-se pela porção bíblica de Deuteronômio 6,7. Porém, bem antes disto, o próprio Deus, instituidor desse culto, descia ao Éden todas as tardes para receber o culto de Adão e Eva. Estes formavam uma família feliz até o dia em que trocaram aquelas horas com Deus pelo passeio no Jardim, onde tiveram a infelicidade de conhecer Satanás e travar relacionamento com ele. Muitos casais se perdem ou aos filhos por cometerem a mesma falta de nossos ancestrais edênicos. Portanto, irmão, sacrifique algumas horas semanais no altar do Culto Doméstico, e livre seu casamento e seu filho de ser sacrificado ao inferno.

  • Os filhos confiam nos pais, portanto é obrigação dos pais cristãos transferir esta confiança recebida para Cristo;
  • Se os pais ensinam os filhos em casa que estes devem honrar a Deus e seguir Sua vontade, há uma grande chance que eles façam isto pois sabem que os pais só querem o seu bem.
  • Senão quiser que seus filhos se encontrem com o inimigo na rua no futuro, apresente eles à Deus dentro de seu próprio lar hoje.


3.2. MEDITAÇÃO E ORAÇÃO A SÓS
Além do culto doméstico, os pais devem reservar momentos diários de devoção pessoal, ora como casal, ora cada cônjuge fazendo seu devocional separado (Sl 9.10), Quando os filhos presenciam estas práticas, aprendem que também podem e precisam se relacionar direto com Deus sem a presença e a mediação dos pais ou de irmãos na fé. Quando as crianças já puderem expressar-se em palavras, os pais devem estimulá-las a receberem a Cristo como seu Salvador pessoal e a orarem sozinhas a respeito de algum desejo, necessidade, medo, etc (Sl 7.10 ). É interessante, também, que os pais perguntem o que ocorreu ou como a criança se sentiu após orar e evitar satisfazer o desejo pelo qual a criança orou. Se depois de algum tempo ela se queixar de que sua oração não foi respondida, esta será uma ótima oportunidade para os pais ensinarem a respeito da oração e do modo como Deus responde (Mt 6.9-13 ; Tg 4.2,3).

  • Espiritualmente falando, “filho de peixe NÃO é peixinho”, isto é, não é porque os pais são crentes que os filhos já estão salvos. Eles deverão tomar esta decisão sozinhos e aceitar a Jesus como Senhor e Salvador da vida deles;
  • No início é importante os pais acompanhar os filhos em tudo, quanto sua conduta de fé. Quando estes crescerem um pouco, devem ser encorajados a ler a Bíblia, meditar e orar sozinhos, mas eles só farão isto se tiverem o exemplo dentro de casa;
  • Quando já tiverem maturidade, devem ser encorajados a atender o apelo na igreja e a aceitarem Jesus como Salvador da vida deles.


3.3. FREQUENTAR A IGREJA ASSIDUAMENTE
Quando chegam à adolescência, muitos filhos se afastam dos princípios, valores e fé em que foram criados porque não se envolveram com a Igreja e com outras crianças criadas do mesmo modo e na mesma fé. Assim, entram na chamada “idade crítica”, tendo como amigos e companheiros somente os colegas da escola e os filhos dos vizinhos, que na maioria das vezes não são cristãos (1 Co 15.33). Outros se afastam por que a Igreja deixa de ser um espaço onde possam ter um ensino ministrado com entretenimento e passa a ser um local para sentarem ouvindo hinos e sermões durante horas e receberem críticas pelo modo como se comportam. Por isso, os pais, além de frequentarem a Igreja com os filhos, devem se envolver com eles em atividades adequadas, principalmente naquelas em que podem unir aprendizado da Palavra e relacionamentos sociais, como na Escola Bíblica Dominical e nas atividades dos departamentos correspondentes à idade deles (Dt 4.9). Permanecer nas dependências do templo por algum tempo depois dos cultos, também é muito importante para a socialização dos filhos com outras crianças da mesma idade e até com pessoas mais velhas.

  • Sem dúvida a Escola Bíblica Dominical é o melhor departamento para que a criança cresça na igreja e se evolva com ela, mas podemos citar vários outros departamentos como os corais, as bandas de músicas, os conjuntos musicais, equipes de visitas... A criança deve ser estimulada a se envolver na obra e consequentemente se firmar na fé.
  • Agora é óbvio que este exemplo deve vir dos pais.


CONCLUSÃO

Diante destas responsabilidades, pais cristãos precisam dedicar-se com amor, cuidado e sabedoria para que seus filhos desenvolvam honestidade, responsabilidade, capacidade para viver a liberdade e relacionamento pessoal cora Deus e com seus semelhantes.