domingo, 6 de janeiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO CRISTÃO


A IMPORTÂNCIA DO ENSINO CRISTÃO

Lição 2 – 13 de Janeiro de 2013

TEXTO ÁUREO

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir”. Dt 6.1

VERDADE APLICADA

A educação cristã deve promover entusiasmo, ânimo e vida cristã em abundância.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar que não existe genuíno cristianismo senão através do ensino prático de Jesus Cristo;
  •  Indicar quais as esferas em que o ensino cristão deve ser aplicado;
  • Revelar a necessidade de desenvolvermos um caráter, à semelhança de Jesus mediante o ensino.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Dt 6.6 - E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
Dt 6.7 - e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.
Dt 6.8 - Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos.
Dt 6.9 - E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

INTRODUÇÃO

O ensino cristão atua na vida como um todo. Ele abarca todos os aspectos da vida humana, tanto para o presente como para a eternidade. Na família ou no indivíduo, o seu impacto é sempre positivo. Sua fonte de autoridade são as Escrituras, e seus propósitos são fundamentais para promover progresso social. Na lição de hoje, estudaremos sobre a natureza, os propósitos e os resultados desse ensino.

  • Meu primeiro comentário esta em Oséas 4:6 (NIV) Meu povo é destruído por falta de conhecimento;
  • Temos aqui um assunto de extrema importância para todo cristão, muitas heresias, desvios da verdade e quedas de crentes ocorre pela falta de conhecimento;
  • Conhecer a bíblia é ter base para esta vida e esperança para a eternidade.
  • A bíblia nos ensina mais que o caminho do céu, nos ensina a ser cidadãos com postura ética e que agrada a Deus.


1. O ENSINO CRISTÃO E SUA NATUREZA.

Desde o nascimento, entramos num circuito de constante aprendizado, que caso nos empenhemos, seguir-nos-á em toda a nossa existência. Aprendemos a falar, andar, relacionar-mos com as pessoas, a partir das nossas famílias e depois enfrentamos longos anos escolares, cursos, etc. A inserção do indivíduo na sociedade é possível também graças a este incessante ato de aprender. A educação cristã deve ser compreendida como um elemento que deve permear e nortear, desde o mais cedo possível, a vida de um indivíduo por causa da importância que ela tem como veremos abaixo.

  • Desde o nascimento: A mente é como uma folha em branco em que se pode escrever uma história de sucesso ou não; Aprendemos aqui a importância do ensino correto desde a infância.
  • Esta folha pode ser apagada e escrita de novo, graças a transformação pelo Espírito Santo, mas este processo costuma ser doloroso, melhor é aprender o correto desde o início.
  • Note que o comentador fala sobre o incessante ato de aprender, isto é, um desejo constante de aprender mais de Deus.
  • Aqui em Catalão nosso Pastor Presidente – Eurípedes Pereira de Souza – é um dos alunos mais assíduos da EBD, mesmo tendo mais de 50 anos de ministério.


1.1 E UMA ORDEM SUPERIOR (Dt 6.6)

Moisés foi muito claro quanto às instruções e mandamentos que ele passava aos filhos de Israel; eram da parte do Senhor Deus (Dt 6.1). E que assim tais palavras deveriam ser observadas e postas em práticas com o coração (Dt 6.6). Quando o Senhor Jesus deu os seus mandamentos que constam no sermão do monte frisou a praticidade dos mesmos (Mt 7.24). Bem como recomendou que todos eles fossem ensinados integralmente no campo do discipulado (Mt 28.20). Logo, todo o ensino cristão deve ser posto em prática a partir do coração por ter em sua fonte uma ordem superior, caso contrário poderá ser entendido apenas como preceito humano.

  • Eram da parte do Senhor: Não é uma opção para o crente que decide a seguir e obedecer ao seu Senhor é uma ordenança!
  • O crente deve aprender a palavra de Deus, observá-las e coloca-las em prática (Não basta conhecer, tem que praticar);
  • As crianças por sua vez devem ser ensinadas no caminho em que deve andar. Observe que na referência em Dt 6.1 era dever das famílias o ensino às crianças;
  • Observe que o comentador relata o sermão da montanha dado por Jesus onde as referências citadas são todas para a prática de vida diária, enfim, a bíblia deve ser estudada para ser colocada em prática.


1.2. É TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS (Dt 6.7)

Evidentemente entendemos que todo ensino de vida cristã é transmitido por via humana, conquanto se tratem de princípios universais e eternos. Quer dizer que se aplicam a todos os homens, com efeitos eternos, capaz de salvar perfeitamente os que o aprendem. Não há vida cristã sem instrução, pois só é possível obedecer a Jesus Cristo mediante a assimilação consciente e esforço próprio do ouvinte. Aí fica claro os dois polos dessa questão: primeiro o compromisso de se transmitir conhecimento com modo teórico e prático; segundo, a responsabilidade de, com paciência ouvir e praticar.

  • Transmitido por via humana: Nada mais é do que participar da EBD, cultos de ensino, estudos bíblicos... A bíblia se aprende com “gente como a gente” ensinando.
  • Infelizmente vemos cultos de milagres e vitórias cheios e cultos de ensino vazios;
  • Lembre-se o ensino é que nos faz aprender o caminho do céu.
  • Não há vida cristã sem instrução: Há muitos em cima do muro achando que estão no caminho do céu, tudo porque não dão ouvidos ao aprendizado, antes estão atrás de pregação de homens que estão mais voltados a autoajuda do que a verdade que liberta.
  • Aos professores fica o alerta, a teoria deve estar atrelada a prática, quem ensina doutrina, deve ser exemplo prático na sua vida diária.


1.3. O DESENVOLVIMENTO DE UM ESTILO SOCIAL CRISTOCÊNTRICO (Dt 6.7b)

Ao observar o texto que diz, “e delas falarás assentado em tua casa” entende-se que a família deve ser a primeira fonte de aprendizado cristão. Ainda que haja ensinadores nos templos e escolas que desenvolvam tal trabalho, este deve ser visto como educadores adjuntos e não a base principal. Tal magistério cincumbência prioritária dos pais, capaz de transformar e conduzir em paz qualquer sociedade em qualquer tempo, é só uma questão de experimentar. Quando se falha nessa missão os prejuízos são inevitáveis: a falta da alegria do Senhor, que vai sendo substituída por falsas alegrias; uma vida vazia, sempre a busca do preenchimento impossível; e, finalmente, a caminhada transitória debaixo de um enorme peso espiritual. Lembre-se de que não foi por acaso que o Messias disse, “aprendei de mim... e achareis descanso para a vossa alma...” (Mt 11.29)(.

  • Cristocêntrico: Que tem Jesus como centro das nossas vidas;
  • Quando leio o comentário acima, lembro-me que os cultos domésticos estão fora de moda;
  • A leitura bíblica em família, o louvor (com hinos da harpa de preferência) foi e anda é a base para que muitas famílias permaneçam no Senhor;
  • Cuidado com a transferência de responsabilidade: Pastores, Professores seculares, Professores da EBD não educam os filhos, podem ser vistos como auxiliares, mas o principal responsável por isto são os pais.
  • O ensino bíblico é rico em valores morais e éticos e evita que filhos cresçam sem valorizar a vida, os bens tornando-se pessoas moralmente sadias e não mesquinhas, fúteis que valorizam os objetos e não as pessoas e seus sentimentos.


2. O ENSINO CRISTÃO E SEUS PROPÓSITOS

Os propósitos do ensino cristão são bem diversificados e, dada a natureza relevante e extensa desse assunto, selecionamos alguns tópicos trabalhados a partir do texto bíblico de Deuteronômio 6, considerados de suma importância para uma reflexão prática. Tal ensino deve abranger três esferas de relacionamento, isto é, que apontam para o desenvolvimento espiritual e individual do ser, sem jamais negligenciar as atividades sociais que visam o bem estar do próximo.

2.1. EM SEUS ASPECTOS RELACIONAIS

As Escrituras sabiamente nos trazem os principais aspectos relacionais que foram ensinados pelo Senhor Jesus. As três direções de seu ensino são: Deus, o próximo e a si mesmo (Mt 22.37-39). O amor é um sentimento para ser aprendido nos seus mais variados aspectos que estão contidos no fruto do Espírito, (Gl 5.22; ICo 13). Pela prática do amor nessas três direções é que se está resumido tudo o que consiste os mandamentos de Deus. Por exemplo, quando somos fiéis, quando nos alegramos e somos pacientes na tribulação por amor ao evangelho, estamos amando a Deus. Quando demonstramos paciência diante das fraquezas alheias, ou perdoamos alguém assumindo determinado prejuízo emocional ou não, estamos amando nosso próximo. Ainda há um outro exemplo e está relacionado a nós mesmos: quando cultivamos o pudor, a honestidade e a decência, não é apenas porque não queremos prejudicar os outros, é porque somos ensinados a nos amar e ter uma auto-imagem positiva e respeitosa de si mesmo.

  • O homem é um ser relacional e sendo assim, deve ter harmonia na sua relação com Deus, com o próximo e consigo mesmo.
  • Excelente comentário da revista (parte grifada), aconselho a ler com seus alunos.


2.2. EM RELAÇÃO AO MÉTODO PEDAGÓGICO (Dt 6.7)

O método bíblico pedagógico a ser aplicado em nada deixa a desejar à moderna ciência da pedagogia. Além do aspecto familiar, há curiosamente três aspectos em que o ensino cristão deve se debruçar: o pessoal, em que os pais devem ensinar diretamente aos filhos. Tal incumbência não poderia ser adiada ou transferida sem prejuízos. Houve um tempo em que se levantou uma geração que não conhecia ao Senhor, evidentemente porque a educação religiosa foi desprezada e abandonada (Jz 2.10b). O segundo método diretamente ligado ao pessoal é o demonstrativo, onde os pais devem exemplificar com a própria vida o ensino. E por último, a saturação, quer dizer que deveria falar em todas as oportunidades com os filhos, quando estivesse descansando em casa, no caminho da lavoura, pela manhã quando se levantava ou ao dormir.

  • Pedagogia nada mais é do que a ciência relacionada à educação de crianças. Do grego vêm os vocábulos paidós (criança) e agogé (condução).
  • Andragogia seria o ensino de adultos, porém é comum se usar o termo pedagogia para se referir a educação como um todo;
  • Comente sobre os 3 aspectos citados.
  • Aspecto pessoal: Ensino bíblico dado pelos pais (principais responsáveis por esta etapa);
  • Aspecto demonstrativo: Podemos resumir como exemplo. Os pais devem ser exemplos dos filhos, daí Salomão escrever: Ensina o filho NO CAMINHO, isto é profundo pois no caminho significa ao lado dele, encorajando e servindo de exemplo. Nada tem a ver com mostrar O caminho;
  • Aspecto da saturação: Podemos dizer do ensino constante das escrituras, em todo o tempo e em qualquer situação. Perguntas como, nesta situação o que será que Jesus faria? Devem permear a vida da família cristã. Além disto, lembrar-se das escrituras e falar sobre ela em oração pelo menos 4 vezes ao dia com a família (se possível for), Pela manhã (café da manhã), no almoço, na janta e antes de dormir, além do culto doméstico que já foi mencionado anteriormente.


2.3. EM RELAÇÃO AO TEMPO E MEMÓRIA

O tempo do ensino é hoje, e seu propósito é para a geração vigente. Não se pode preterir, toda oportunidade é oportunidade de se ensinar aos filhos, discípulos ou responder a razão da fé aos infiéis. No Antigo Testamento, os mandamentos de Deus deviam estar atados à mão dos filhos de Israel, escrito nos umbrais e nas portas das suas casas como um sinal mnemónico para o próprio fiel e quem mais pudesse ler as leis (Dt 6.9). Ainda hoje, vê-se nas ombreiras das portas das residências de certos judeus, tais sinais mnemónicos. Devemos entender tal orientação não apenas para a lembrança da vontade de Deus, mas para a sua prática (Dt 11.20-22).

  • O tempo é hoje, por mais que se chegue cansado em casa, por mais que o programa de TV esteja interessante, ou que os filhos queiram ficar na internet, há que se ter um tempo destinado a Deus nas famílias e ele deve começar a vigorar já;
  • Conheço um grande numero de pais arrependidos e que vivem uma vida de remorso por não ter educado seus filhos no passado por preguiça ou falta de interesse e estes hoje vivem perdidos no mundo;
  • Cristo deve ser trazido a memória o tempo todo, num momento inesperado, o filho ensinado pelos pais, clama o sangue de Jesus, enquanto o que não desenvolveu temor a Deus profere xingamentos terríveis na hora da surpresa desagradável.
  • Costumo brincar com meus alunos que um teste para o crente é quanto ele dá com a canela na cama, ou martela o dedinho ou ainda enfia o dedinho do pé debaixo da porta sem querer, o que sai da boca dele nesta hora??? A boca fala do que o coração esta cheio, o crente ensinado nas escrituras clama o sangue de Jesus!
  • Quando o comentador fala sobre responder a razão da fé aos infiéis, leia com eles 1Pe 3.15 e comente sobra a importância da resposta branda.


3. RESULTADOS DO ENSINO
Aquele que planta uma semente espera, dela, algo colher para sua satisfação. Em toda atividade, espera-se que dela se obtenha resultado, tal coisa não é diferente quando se ensina os caminhos do Senhor. Instruir é um trabalho vigoroso, que exige humildade, paciência e esperança quanto aos resultados, que se podem ver a curto ou longo prazo. Basta lembrarmos de Jesus, que, nos evangelhos, é chamado de Mestre, mais do que qualquer outra coisa, então nos sentiremos motivados a ensinar. Foi a Sua docilidade, conhecimento e sabedoria que o tornaram inesquecível.

  • Ensino é algo realizado com paciência, é uma semente que pode brotar logo ou dar frutos em um futuro longínquo (talvez nem estejamos mais aqui para ver a semente que plantamos pelo ensino bíblico)
  • MESTRE: Este é o título dado a Jesus, se você ler o sermão da montanha, perceberá a pedagogia de Jesus. Não vemos ele gritando, esbravejando, usando frases de efeito ou iludindo as pessoas com promessas que não irão se cumprir. Jesus pedia que as pessoas sentassem em grupos, fizessem silêncio e posicionava-se em um local alto para poder falar (ensinar) com calma, usando para isto, coisas do cotidiano.
  • Jesus mas se parece com um professor da EBD do que um conferencista.


3.1. DESFAZENDO EQUÍVOCOS

As promessas de Deus aos filhos de Israel eram alcançadas no tempo oportuno mediante obediência. Elas aludiam à respeito da entrada na terra prometida, de paz e prosperidade. Por causa disso, alguns alegam que as promessas de Deus para as tribos de Israel eram terrenas, e que as promessas para a Igreja seriam futuras, para o reino no céu. Esse tipo de pensamento peca contra a unidade do Antigo e Novo Testamento, além de transformar o cristão num elemento indiferente e alienado quanto a sua atuação social e aos fatos que sucedem no mundo hodierno. Embora a educação cristã seja uma semeadura constante, devemos esperar os resultados a curto e a longo prazo, o que nos responsabiliza a um empenho incessante no ensino da Palavra de Deus.

  • A obediência ao ensinamento bíblico permite ao cristão alcançar os frutos de sua semeadura no tempo presente (como Israel nos tempos do velho testamento) e também na vida eterna;
  • Não se deve pensar que o ensino nos garante a vida eterna apenas sem nenhum beneficio nesta terra;
  • Aqueles que dão ouvidos a palavra de Deus são abençoados nesta terra e no porvir terão a vida eterna;
  • Se pensarmos só na vida eterna, desprezaremos a ação social do ensino bíblico no que tange a formação de homens e mulheres íntegros e consequentemente a criação de famílias tementes a Deus e obedientes às leis.


3.2. LONGEVIDADE (Dt 6.2)

Uma pessoa que conduz a sua vida dentro dos padrões divinos, por ele se organizará de tal forma que terá crédito para viver longos dias. Afinal, basta observar que os rebeldes a Deus, aos pais e à estrutura social não duram muito. Muito menos ainda naquela sociedade antiga. Embora a existência de impiedosos aflija o justo, e ele tenha consequências de seus atos, a vida deles é como a névoa cujo sol a desfaz pela força de seu brilho. A longevidade é um prémio para os obedientes a Deus, porém não significa que todas as pessoas genuinamente comprometidas com o evangelho viverão 90 anos ou mais.

  • Não há como não citar o versículo: Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá (Ex 20.12).
  • Quantos filhos morrem por acidente de veículos, overdose, brigas... por não dar ouvidos aos ensinamentos dos pais;
  • Da mesma forma as palavras ensinadas por Jesus por meio da bíblia nos ensina a viver na Sua vontade de forma feliz e intensa.
  • Lembremo-nos do hino: As palavras do Senhor, São palavras de vigor, Me ensinam, me guiam, Me trazem a luz, as palavras de Jesus.


3.3. PROSPERIDADE (Dt 6.3)

Ser bem sucedido e próspero é um tema nas Escrituras sempre associado ao aprendizado (Dt 6.2). Salomão buscou sabedoria, e Deus, além desta, premiou-lhe com riquezas simultaneamente. Vivemos hoje um momento muito especial, aqui no Brasil, de muita prosperidade em função de vários fatores, que inclui principalmente o interesse pela educação. A verdadeira riqueza de um povo não jaz nos recursos naturais de seu país, mas na mentalidade que possui. O ensino da Palavra de Deus tem participação efetiva em nossa prosperidade, visto que a Bíblia foi uma poderosa aliada na alfabetização de muitos, nunca se aprendeu tanto a Bíblia Sagrada como nos últimos anos através dos diversos meios disponíveis. O ensino bíblico junto ao secular tem contribuído eficazmente para elevar a estima e a autoconfiança de milhões de jovens cristãos que estão alcançando patamares inimagináveis por suas famílias e amigos.

  • Devemos ter cuidado ao comparar prosperidade com riquezas, infelizmente é isto que temos visto na igreja atual, pessoas querendo prosperar, mas achando que isto significa apenas enriquecer;
  • Prosperar é ser bem sucedido naquilo que se propõe a fazer, há famílias ricas que não são prósperas.
  • Salomão foi próspero, no sentido literal da palavra, apenas em uma parte de sua vida, no final, quando ele permitiu cultos pagãos em Israel, podemos dizer que, mesmo sendo o rei mais rico conhecido, ele não prosperou na segunda parte do seu reinado.
  • É interessante comparar a evolução profissional de quem estuda com a evolução espiritual de quem aprende a bíblia;


CONCLUSÃO

O coração do ensino cristão pode se resumir pelo fato de Jesus Cristo viver através de nós, a sua igreja; e que isso é demonstrado quando desenvolvemos o sentimento de amor em nós mesmos nas três direções como falamos acima. E dessa maneira que não vivemos meramente, mas que espelhamos o Filho de Deus para que todos vejam e tenham oportunidade de viver segundo a sua graça, amor e poder.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Apresentação da aula

Em anexo uma apresentação diferente que uso em minhas aulas.

Caso interesse, podem pegar no link abaixo:

O retorno ao primeiro amor

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O RETORNO AO PRIMEIRO AMOR


LIÇÃO 1 – 6 de Janeiro de 2013

O RETORNO AO PRIMEIRO AMOR

TEXTO ÁUREO

  • “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. Ap 2.5


VERDADE APLICADA

  • O amor era um assunto muito importante para a igreja primitiva. Sua ausência era encarada como decadência na vida cristã.


OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Relembrar as primeiras obras como motivação para uma vida renovada;
  • Mostrar que a doutrina e o zelo pela ortodoxia não poderão substituir o amor de Cristo;
  • Ensinar como o cristão pode voltar ao primeiro amor.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ap 2.1 - Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
Ap 2.2 - Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos;
Ap 2.3 - e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste.
Ap 2.4 - Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.


INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre a necessidade de voltarmos ao primeiro amor. Tal retorno significa voltar ao amor original, com as primeiras práticas cristãs. Vamos estudar a mensagem de João a uma das sete igrejas da Ásia. Saber como eles perderam o seu primeiro amor, e descobrir que, apesar de toda a sua frieza espiritual, era possível eles retornarem ao inicio de tudo.

  • Professor comece a lição agradecendo aos presentes e encorajando a permanecerem até o final de mais um ano assíduos à Escola Bíblica Dominical;
  • Comente sobre a importância da revista que é composta de estudos valiosos para uma vida cristã vitoriosa;
  • A igreja de Éfeso é uma das sete igrejas da Ásia (veja mapa abaixo) no primeiro século;
  • Importante notar que a tônica da carta de Jesus a esta igreja é sobre a volta ao primeiro amor. Jesus não fala de pecados, de iniquidade ou que eles devessem deixar alguma prática de lado, mas manda que eles se arrependam voltando ao primeiro amor.
  • Algumas traduções trazem primeiras obras ao invés de primeiro amor, o que seria então primeiro amor: seria o primeiro fervor logo após a conversão, o zelo pela obra de Deus e o cumprimento de Sua vontade;
  • Com o passar do tempo surge um relaxamento espiritual (não que isto seja normal) e os antes crentes dedicados começam a concordar com atos e atitudes que antes eram considerados pecados e que após um tempo passam a ser aceitos como algo normal. Era isto que estava acontecendo em Éfeso.



1. A MENSAGEM À IGREJA DE ÉFESO

A cidade de Éfeso era a capital da província da Ásia (Ap 1.4). Uma cidade de beleza única, e a quarta maior cidade do império romano. Nesta metrópole agitada estava construído o templo da deusa Diana (At 19.23-27), considerado por muitos como uma das sete maravilhas do mundo antigo. O procônsul precisava desembarcar ali quando iniciava o seu ofício de governador da Ásia. Por Éfeso, passava a estrada principal para Roma, lugar que, segundo os historiadores, prisioneiros cristãos eram transportados para serem lançados às feras como alimento. Inácio chamou aquele lugar de a rota dos mártires.

  • Como se pode observar, Éfeso era uma cidade importante (4 maior do império romano) e também capital de uma das provincias de Roma;
  • Ali existia uma próspera igreja cristã, mesmo em meio a uma civilização pagã e idólatra.
  • Diana era a deusa adorada naquela região (veja fotos abaixo) e seu templo era algo grandioso (sete maravilhas do mundo antigo);

 Templo antigo

Templo atual

1.1. O DESTINO E O AUTOR DA MENSAGEM

O destinatário da carta são os cristãos que moravam ou estavam na cidade de Éfeso, uma cidade pagã contaminada pelas trevas de suas superstições. No entanto, a expressão “Quem tem ouvidos ouça, o que o Espírito diz às igrejas” revela que a mensagem contida tem como destinatário a igreja de Cristo em todos os tempos. A tradição cristã diz que o Apóstolo João é o autor desta carta.

  • O destinatário da carta foi o anjo da igreja (Pastor), importante notar que Jesus fala com o pastor e o considera o ungido de Deus na terra e responsável pelo rebanho (igreja local);
  • Deus tem zelo pelo pastor e não permite que seu nome seja zombado pelos seus servos;
  • Como já foi dito, a cidade era pagã e imersa na idolatria e no pecado, mas existia ali uma igreja e Jesus se preocupava com ela;
  • Provavelmente o costume da cidade começou a corromper a fé daqueles cristãos, até então fervorosos e amorosos;
  • O afastamento do primeiro amor pela má influência levou a João, inspirado por Jesus a escrever a carta à igreja de Éfeso.


1.2. O CARÁTER DA CARTA AOS EFÉSIOS

A carta fala do estado espiritual daquela igreja, com louvor e repreensão; avisando dos problemas existentes, e ressaltando as promessas de Deus para os que continuassem fiéis. A epístola se inicia dizendo que conhece as obras, o esforço no trabalho e a paciência dos cristãos de Éfeso (Ap 2.2). Tais cristãos, mesmo sendo rodeados de muitas perseguições e bombardeados com as persistentes heresias, conseguiram se manter firmes e constantes por um bom tempo. Naqueles dias, havia falsos obreiros em pele de ovelhas (Mt 7.15; At 20.29,30). Mas a igreja que tinha discernimento espiritual se tomou intolerante com os falsos ensinos.

  • Eu sei as tuas obras! Deus valoriza o trabalho realizado em Sua obra;
  • Observe que o comentador fala das heresias que ocorriam naquela época. Havia uma grande influencia da cultura romana sobre a população, principalmente do gnosticismo, filosófica pagã que dentre outras coisas, defendia a existência de dois deuses, um bom e um mal e que a terra foi criada pelo deus mal. Defendiam também que a salvação relacionava-se ao conhecimento, isto é, o conhecimento, a sabedoria liberta;
  • É Importante comentar que a heresia é como um câncer que cresce no interior do corpo (igreja). Desta forma ele é mais grave do que a perseguição externa que é de fácil detecção, pois cresce silenciosamente no interior da igreja.


1.3. A DOUTRINA DA IGREJA DE ÉFESO

A doutrina de uma comunidade cristã revela parte de seu caráter. Isso porque há cristãos que sabem muito da doutrina, mas nunca a transformaram em ações. No caso da Igreja de Éfeso, os cristãos conseguiram se separar das falsas doutrinas de homens conhecidos como Nicolaítas. Eles anunciavam uma nova interpretação do Evangelho. Um cristianismo liberal, sem restrições e proibições. Não se importavam em viver como o mundo. O sexo livre antes e fora do matrimônio para eles era natural; animavam os irmãos para comerem comidas sacrificadas aos ídolos; bem como o constante estímulo à imoralidade. Aqueles falsos mestres valorizavam a experiência e não a verdade. Nestes dias, não tem sido diferente, alguns cristãos não querem pensar o evangelho, estudar as Escrituras. Ao contrário, desejam as experiências milagrosas, novidades e revelações novas, através de sonhos e visões. Muitas igrejas não têm mais a Bíblia Sa grada como sua maior revelação (lTm 4.9; 6.3,4).

  • Diferencie doutrina de costume. Doutrina é única, a doutrina bíblica que deve ser seguida por todas as igrejas cristãs;
  • Costumes são aplicados a regiões, a origem e tipos de igreja. As igrejas não são iguais e nunca serão, isto não significa que uma é melhor do que outro (pregar isto é julgar e dar motivos para ser julgado);
  • Portanto há quem use brinco, há quem não use (costume), há quem determine uma restrição alimentar, de vestimentas... Outros permitem dança, palmas, outros não e assim por diante;
  • Nicolaítas: tratava dos discípulos de Nicolau de Antioquia. Nicolau pregava a libertinagem cristã e ignorava o corpo físico como o templo do Espírito, promovendo, assim, a prática de imoralidade sexual entre os cristãos.
  • (http://defendendoafe.wordpress.com/2008/08/24/quem-eram-os-nicolaitas/).
  • Adultério: Sexo dentro do casamento com outras pessoas que não o cônjuge;
  • Fornicação: Sexo antes do casamento;
  • Crentes valorizando mais as experiências do que o próprio evangelho: Pessoas mais preocupadas em buscar sinais, profecias, milagres, curas do que se dedicar a palavra de Deus. Querem ouvir Deus falar pelos irmãos e não pela palavra.


2. A FRIEZA DOS CRISTÃOS DE ÉFESO

O caráter da igreja de Éfeso tinha um diferencial em relação às demais igrejas. Estava alinhada com as práticas litúrgicas e doutrinárias, mas divorciada da prática da piedade e do exercício do amor. Eles haviam esquecido o primeiro amor, e não se importavam mais com esse tema.

  • Liturgia nada mais é do que o ritual seguido pela igreja. Estavam então cumprindo o bom andamento do culto com oração, leitura bíblica, louvores e exposição da palavra, mas não estavam praticando a piedade e o amor;
  • Estavam agindo de forma mecânica, como dirigir um carro onde você está tão acostumado a fazê-lo que não pensa para trocar as marchas, pisar na embrenhagem etc, tudo é automático;
  • Do ponto de vista externo, a igreja estava em perfeita ordem e funcionamento, mas no intimo não havia adoração a Deus e cumprimento de Sua vontade, principalmente no que diz respeito a piedade e amor.


2.1. O PRIMEIRO AMOR FOI ESQUECIDO

Apesar de toda a resistência contra os falsos mestres em relação à pureza doutrinária, aquela igreja teve problemas com alguns aspectos da conduta cristã; eles haviam abandonado o primeiro amor. O entusiasmo que tinham com o Senhor Jesus se havia esfriado. A vida em comunidade contagiante que tinham no início da jornada cristã acabara. Aquele amor original, puro, fervoroso e alegre, descrito pelo Apóstolo Paulo em Corinto (ICo 13), extinguira-se. Eles haviam fracassado na base da vida cristã. No início, eles haviam experimentado esse amor, mas a sua constante luta contra os falsos professores e seu ódio pelas heresias endureceram os sentimentos nobres da tolerância que o cristianismo havia ensinado, a tal ponto que o amor, como maior virtude cristã, teria sido esquecido. Jesus nos ensinou que a doutrina pura e a fidelidade não podem ser substitutos do amor.

  • O entusiasmo havia se esfriado: O que seria este entusiasmo? Seria a vontade de servir a Deus e trabalhar na Sua obra por amor e gratidão e não querendo aparecer ou fazer aquilo que agrada ao homem ou lhe parece fácil. É agir sem sacrifício;
  • ...”mas a sua constante luta contra os falsos professores e seu ódio pelas heresias endureceram os sentimentos nobres da tolerância que o cristianismo havia ensinado, a tal ponto que o amor, como maior virtude cristã, teria sido esquecido.” Não creio que uma vida de luta contra as heresias e falsas doutrinas pode afastar alguém do amor de Deus, prefiro crer que o comodismo com o mundo e a permissão do mundanismo na igreja torna o coração duro para Deus.


2.2. A IMPORTÂNCIA DO AMOR

O amor era um assunto muito importante para a igreja primitiva. Sua ausência era encarada como decadência na vida cristã. O amor era encarado como um ato de fé, quem era de pouca fé, também era de pouco amor. Enquanto eles amavam, a compaixão era marcante na igreja primitiva. Eles cresciam na proporção que amavam.

  • O amor não só era muito importante como continua sendo na igreja atual, mas porque ele esta tão em baixa nos dias atuais? Pode ser o cumprimento da profecia “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mateus 24.12;
  • O esfriamento do amor vem atrelado ao individualismo e a falta de gratidão tão presente em muitas igrejas atuais;
  • Individualismo se vê quando as pessoas lotam os templos nos cultos de milagres, libertação, quebra de maldição e esvaziam as reuniões de ensino bíblico e doutrinário;
  • Falta de gratidão se vê nas pregações onde tudo se relaciona a vitória, conquistas e não há mais louvor e gratidão à Deus. Pregadores que usam jargões como “Hoje é o dia da sua vitória”, “é hoje que seu milagre vai chegar”... e não conduzem mais o povo a adorar e agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito a nós.


2.3. O QUE ERA O PRIMEIRO AMOR PARA ELES?

A expressão “amor” ou “caridade” é interpretada por grande parte dos estudiosos como amor fraternal. Os chamados pais da igreja primitiva acreditavam que se referia ao cuidado com os irmãos mais pobres da igreja. No entanto outros autores renomados da literatura evangélica associam essa passagem do Apocalipse ao texto de Jeremias 2.2; em que o Senhor diz que Israel havia esquecido do seu amor. Querendo dizer que os efésios haviam deixado o seu amor por Jesus. No entanto a melhor resposta a essa questão é a que é dada pelo teólogo Charles R. Erdman: “Esse era o amor por Cristo e o amor pelos companheiros cristãos”. Os dois aspectos para ele são inseparáveis.

  • Muito interessante a interpretação do comentador sobre o significado do amor.
  • É importante comentar que Jesus falava do amor que a igreja deve sentir pelo Ele e ao mesmo tempo pelos irmãos em Cristo;
  • Observe Jeremias 2. 1,2 na linguagem de hoje: “O SENHOR Deus me mandou entregar a todos os moradores de Jerusalém a seguinte mensagem: “Meu povo, eu lembro de quando você era jovem. Como você era fiel e como me amava quando éramos recém-casados! Lembro como me seguiu pelo deserto, por uma terra onde não havia plantações.”


3. O RETORNO AO PRIMEIRO AMOR (AP 2.5)

Um autor renomado já disse que aqueles crentes haviam caído de suas maiores elevações espirituais; tinham caído do serviço motivado pelo princípio do amor; tinham caído apesar de sua ortodoxia; tinham caído a despeito de continuarem a defender a verdade; tinham caído apesar de seus labores  religiosos e apesar de sua lealdade em meio a perseguição. Eles precisavam retornar ao primeiro amor. Para que isso acontecesse, o Salvador aponta o caminho dizendo que eles tinham que se lembrar, arrepender-se e praticar as primeiras obras.

  • Em resumo, eles eram extremamente corretos em sua prática religiosa (ortodoxia) e trabalhavam muito no que consideravam certo (labores religiosos), mas mesmo assim deixaram de lado a prática do amor a Deus e ao próximo, tornaram-se como profissionais da fé, sem a sensibilidade necessária para com a vontade de Deus;
  • O caminho apontado por Deus era o retorno ao primeiro amor, lembrança, arrependimento e prática das primeiras obras.


3.1. LEMBRANÇAS

Uma vida de devoção verdadeira aciona todas as nossas faculdades. O lembrete divino diz: “lembra-te de onde caíste”, uma exortação à memória piedosa acerca de um estilo de vida que antes os crentes de Éfeso possuíam. Uma das forças da humanidade consiste em olhar para trás, relembrando os acontecimentos da vida, através da memória. Eles precisavam se lembrar do momento da queda, rever os fatos e resgatá-la de maneira pura e honesta. Mas é verdade que reconstruir os fatos, ambiente e circunstâncias do passado é um grande desafio, um exercício psicológico da história. Jesus, através de João, está ressaltando um dos maiores problemas enfrentados pela humanidade, que é o cárcere intelectual. A rigidez com que os homens e mulheres pensam e compreendem a si mesmas e o mundo que as envolve. Trazer, à memória, os dias de piedade com que viviam os cristãos daquele lugar só valorizaria a esperança em seus corações (Lm 3.21).

  • Observe que o pedido é de trazer a lembrança como igreja agia no inicio e como mudou sua atitude;
  • A transição do bom agir para o mal agir diante de Deus revela onde a igreja caiu, ou pelo menos onde ela começou a cair;
  • Detectando este ponto, é importante voltar a ele e praticar as velhas obras;
  • Como era a nossa adoração? Como orávamos? Como nos dedicávamos ao trabalho na igreja? Como nos entregávamos ao Senhor? As atitudes continuam as mesmas?


3.2. ARREPENDIMENTO

O termo grego “metanoeo” significa mudança de mente. Para as páginas do Novo Testamento, esse vocábulo tem um significado mais amplo, pois, indica uma mudança de conduta diária. O arrependimento é parte essencial da conversão cristã, pois está vinculado ao problema do pecado (At 20.21). Os crentes daquela igreja precisavam se arrepender de seus pecados, e esse é o caminho concedido pelo próprio Deus (At 11.18), para torna-se realidade a atuação do Espírito Santo, que só foi possível, porque Cristo cumpriu sua missão (Mt 9.13). No entanto se eles não se arrependessem resultaria em juízo condenatório (Ap 2.5).

  • “metanoeo” ou metanóia pode significar conversão (mudança de mente);
  • Conversão é deixar as obras do velho homem e abraçar as obras de Deus. É deixar Cristo guiar a nossa vida;
  • Como disse o comentador, os crentes daquela igreja e os da igreja atual precisam se converter dos seus pecados e mudar suas atitudes. Vivemos dias em que se prega, venha como esta e continue assim...


3.3. PRATICAR

A restauração da igreja de Éfeso tinha uma progressão: primeiro ela tinha que lembrar o momento que deixaram de ser uma igreja relevante, depois se arrepender dos pecados praticados, e, por fim, não menos importante, voltar a praticar as primeiras obras que encantavam ao Senhor Jesus. O texto diz: “pratica as primeiras obras”, quer dizer literalmente no verbo grego “faz”, isto é, a ideia de uma atitude definitiva, a fim de que tais obras sejam constantemente praticadas. Segundo R.N. Champlim, as “primeiras obras” não são novas e de diferentes modalidades de ação; antes, são as mesmas obras, mas motivadas pelo amor original, de tal maneira que até pareçam novas obras.

  • Sugiro explicar aos alunos que a palavra encantar não é uma boa opção para ser referir a Deus (Encantar: lançar encantamento ou magia sobre alguém; enfeitiçar alguém);
  • Interessante o que diz Champlim: Eles não deveriam praticar novas obras, e sim continuar a praticar as obras corriqueiras do dia a dia da igreja porém com a motivação do passado, isto é, por amor a Deus e ao próximo;
  • Uma igreja que faz caridade para aparecer, fazer propaganda e “bater no peito”como alguém que faz muito pelo Senhor, pode estar se afastando do proposito certo que é fazer por amor sem querer nada em troca.


CONCLUSÃO

A mensagem de Jesus à Igreja que estava na cidade de Éfeso denunciava sua frieza espiritual, sem, contudo, deixar de reconhecer suas virtudes na defesa da fé cristã. Aquela igreja, não havia deixado de ser povo de Deus, mas precisava urgentemente voltar à prática original da fé, pois eles haviam esquecido o primeiro amor, e não se importavam mais com esse tema.