sábado, 16 de fevereiro de 2013

A instituição do discipulado


LIÇÃO 7 - 17 DE FEVEREIRO DE 2013

TEXTO ÁUREO

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mt 28.19

VERDADE APLICADA

Uma grande prova do nosso amor ao Senhor Jesus está em o obedecermos através da prática do discipulado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Mostrar que o discipulado é o que o Mestre nos pediu para fazer;
 A presentar quem Jesus de fato é para que desse tal ordem;
 A quem compete por em prática o exercício do discipulado.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Mt 28.16 - E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado.
Mt 28.17 - E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.
Mt 28.18 - E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Mt 28.19 - Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Mt 28.20 - ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Introdução
A palavra discipulado vem do latim ‘discipulatu’ e quer dizer aprendizado. Quando dizem o discipulado bíblico, referimo-nos ao aprendizado de quem Jesus é e do que nos; “ordenou” a fazer à luz da Bíblia Sagrada. Enquanto que evangelizar é transmitir, propagar as boas novas a todos, discipular é um compromisso mais profundo e envolvente através do ensino, convivência e exemplo, basta olharmos para Jesus e verem os isso, é o que faremos a seguir.

  • Esta era sem dúvida a maior preocupação de Jesus, o ensino de Sua palavra e o ofício de fazer discípulos;
  • Que possamos aprender com o nosso mestre, uma vez que nos preocupamos mais com movimento e grandes pregadores com mensagens de impacto do que o ensino sistemático da palavra de Deus.


1. O mestre Jesus Cristo
O discipulado visa, mediante o ensino no poder do Espírito Santo, gerar Cristo nos corações (Gl 4.19). Quer dizer, a transformação de vidas, de pensamentos e de atitudes, evidenciando a habitação de Cristo no viver do novo discípulo (2Co 5.17; G1 2.20). Mas só se conseguirá realizar tal missão, aquele que estiver plenamente cônscio de quem Jesus é com absoluta convicção.

  • Plenamente cônscio: Isto é, em plena consciência de quem Cristo é e pode fazer. Para ensinar é precisa ter uma fé inabalável em Jesus e plena convicção de seu poder, caso contrário falaremos da boca pra fora.


1.1. Como discipular segundo Jesus?
Temos nosso maior exemplo no próprio mestre Jesus que, dedicou os três últimos anos de sua vida aos doze discípulos. Sendo para eles modelo por excelência, para que os mesmos pudessem fazer como ele fez. Se observarmos atentamente os seus movimentos nesse sentido, perceberemos que, embora tenha se preocupado com as multidões, veremos que o seu ministério foi inteira e sacrificialmente voltado para os doze, quer dizer, uma vida de comunhão com os discípulos, para que eles proclamassem aos perdidos, ao serviço ao próximo com milagres e entrega pessoal. Dessa maneira, nos deu o exemplo para que nós pudéssemos fazer como Ele fez (Jo 13.1).

  • Modelo por excelência: Siga-me, esta era a frase marcante de Jesus, seguir significa pisar os mesmos passos, fazer as mesmas obras;
  • Paulo entendeu esta mensagem quando afirmou, sejam meus imitadores como eu sou de Cristo;
  • Ele é nosso maior exemplo, temos que segui-lo em atos e atitudes, a atitude de se preocupar em fazer discípulos que sigam o mesmo Deus e repliquem suas obras deve ser nosso alvo;


1.2. A ressurreição e o discipulado
Devemos estar totalmente certos de quem Jesus é, ou seja, de sua identidade real ao ressuscitar dentre os mortos, pois o Novo Testamento faz questão de enfatizar esse evento da ressurreição. Pelas evidências demonstradas sabemos que Ele ressuscitou de fato. Sua morte de cruz não foi um embuste, seus discípulos não tinham condições de roubar o seu corpo e tampouco alguém quereria dar a sua vida por uma mentira. Portanto, Jesus é o Filho de Deus, digno de ser adorado. E a Sua salvação deve ser levada a todo canto da terra (Tt 2.11) por causa de sua ressurreição (Mt 28.17-20).

  • A história relatada na Bíblia fala que quando os soldados relataram aos anciãos o que tinha acontecido no túmulo de Jesus, estes deram a eles muito dinheiro para que sustentassem a mentira de que os discípulos vieram e roubaram o corpo de Jesus. Esta mentira persiste até hoje, motivo pelo qual os judeus não creem em Jesus;
  • Agora é interessante notar que, se de fato os discípulos mentiram sobre a ressurreição de Jesus, eles não conseguiriam sustentar a mentira por muito tempo, muito tempo dar a vida por uma mentira, visto que praticamente todos sofreram e morreram por amor a Cristo.



1.3. Poder de Jesus de enviar os novos discípulos
A grande comissão é um privilégio admirável para igreja. Tal ofício foi dado pela mais alta autoridade que se pode imaginar: Jesus de Nazaré, o Filho de Deus ressuscitado, como vimos acima. Ele foi quem disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. As evidências dessa realidade residem no nível de compromisso deles com o discipulado nos anos que se seguiram à ressurreição. Aqueles homens foram radicalmente transformados, pelo fato de terem experimentado os grandes milagres realizados por eles mesmos, no nome de Jesus, fato que acontece até hoje. O Senhor Jesus não deu opção aos seus discípulos, antes ordenou explicitamente que fossem: “Ide, fazei discípulos”.

  • Grande privilégio: Como é importante reconhecer este chamado como uma honra e um privilégio, creio que se todos entendessem assim, teríamos menos obreiros reclamando da obra e menos irmãos desistindo de ajudar a igreja depois de aceitarem um convite;
  • Eu particularmente vivo isto em meu ministério. Como superintendente da EBD e responsável pelo culto infantil, por vezes sou surpreendido por um companheiro (a) que falta no dia de sua escala ou diz que não vai mais continuar na equipe;
  • Há quem pense que ao aceitar um trabalho esta fazendo um favor para a igreja ou um ato de compaixão para com o obreiro responsável. Biblicamente falando vemos que não é assim, ser convidado a trabalhar é um privilégio, algo nobre que deve ser aceito e realizado com toda a dedicação.


2. A grande comissão
Quando o Mestre ordenou a prática do discipulado, Ele o fez com alguns critérios em relação aos que Ele mandou, quer dizer, só poderiam discipular aqueles que desfrutaram da associação com Ele, que se tornaram testemunhas oculares de seus milagres e ressurreição, e por último, pessoas que foram efetivamente transformadas. Tais exigências vigoram hoje por serem princípios fundamentais.

2.1. Os primeiros discípulos
O exercício prático do discipulado coube aos seus seguidores que estiveram com o Mestre desde o princípio. Esta associação exigiu grande resignação, aprendizado intenso e muitos riscos por parte dos discípulos diretos de Jesus de Nazaré. Evidentemente, que hoje não se pode associar fisicamente a Jesus por Ele estar glorificado no céu, mas este princípio permanece da seguinte maneira: estar ligado a Ele através da fé, do aprendizado constante e da obediência aos seus mandamentos. Devemos lembrar que estamos associados a Jesus em plena comunhão com o Espírito Santo que Ele prometeu (Jo 15.26-27).

  • No início da igreja existiam aqueles que foram designados pessoalmente por Jesus, eram chamados apóstolos. Paulo encontrou resistência em ser chamado de apostolo pois não caminhou com Jesus como os demais, porém foi comissionado pessoalmente por Jesus no caminho de Damasco;
  • Hoje, biblicamente, não temos apóstolos, mas aqueles chamados para a obra devem ter um encontro com Jesus e este encontro é pela fé.


2.2. Os que foram testemunhas de sua ressurreição
Tornaram-se discipuladores diretos aqueles que foram testemunhas de sua ressurreição, este é outro princípio que vigora. Mas, para alguns talvez seja difícil entender, uma vez que não estavam lá, naquele domingo e nem tocaram em Jesus como fizeram os seus apóstolos. Todavia, quando cremos nele e nos dispusemos a aprender seus ensinamentos e a segui-lo resignada e indefinidamente em nossa vida, somos transformados pela habitação do Espírito Santo e testemunhas da ressurreição. Posto que a transformação em nossas vidas é um testemunho eficaz que Ele, que é Deus, e que regenera todo aquele que crê.

  • Testemunha pode ser definida como uma pessoa que relata o que viu ou ouviu. Nós ouvimos a palavra de Deus e o ouvir gerou em nós a fé e pela fé cremos na ressurreição de Jesus e passamos a ser testemunhas deste fato;
  • Se somos testemunhas de sua ressurreição, podemos ser seus discípulos diretos com plena convicção da vida de Cristo e da atuação do Espírito Santo na vida do salvo;
  • Se somos discípulos, devemos discipular, ensinar outros a proclamarem o evangelho e dar bons frutos.


2.3. Os que foram efetivamente transformados
Embora pareça redundante o presente tópico, mas na verdade queremos tratar mais profundamente dessa exigência de transformação. Um discipulador deve demonstrar que, realmente já aprendeu, e isso não quer dizer assentimento intelectual, mas o tomar-se nova criatura de fato, ser um seguidor exemplar e amá-lo com intensidade. As vezes, irrefletidamente se diz, “não olhe para minha vida que sou cheio de falhas, olhe para Jesus”, no discipulado não é assim. Pois cada cristão tem de ser um exemplo a ser imitado na fé, aprendizado e resignação, os textos que tratam disso são fortes e incontestáveis: “porque eu vos dei o exemplo”, “sede meus imitadores”, “... por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes” (Jo 13.15; 2Ts 3.9b).

  • Excelente comentário da revista, eu acrescentaria a fala de Jesus que diz: Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Mateus 7:16-20
  • Enfim, uma pessoa realmente transformada dá fruto em todos os seguimentos da vida, familiar (bom esposo, pai e filho), na vida econômica (honesto, ético, paga seus tributos e não aceita corrupção em sua forma de ganhar seu dinheiro ou de agir); na vida eclesiástica (obreiro exemplar, como membro entrega os dízimos e ofertas, obedece seu pastor e ora pela sua vida)...


3. Por que devemos discipular?
Atualmente temos duas realidades contrastantes em relação à divulgação do evangelho: a primeira é que muita propaganda dele tem sido feita no mundo; segunda, o avanço de um paganismo e descristianização da sociedade através das artes e do secularismo em todas as áreas. Às vezes, pensamos nas nações, povos e etnias sem o evangelho e nos preocupamos, isso é legítimo, mas nos descuidamos de discipular nossos filhos, amigos e vizinhos, por isso precisamos voltar ao princípio.

  • O evangelho esta na moda, é bonito dizer “sou evangélico” o problema é que esta propaganda é enganosa, vendem em programas de TV e shows gospel a ideia de um Cristo totalmente diferente da Bíblia. O Cristo da Bíblia esta associado a santidade, renuncia e cruz, estas mensagens ninguém prega pois não tem muita aceitação em uma sociedade sedente por ter e ser cada vez mais.


3.1 Por causa da eficácia desse método
O discipulado tem uma eficácia insubstituível que é a atenção direta que podemos oferecer a alguém e responder a suas eventuais dúvidas. Nisso reside a grande sabedoria dele, pois se concentra a atenção em um número limitado de pessoas, mas com grande potencial de multiplicação. Com muita sabedoria, disse Robert Collins “Ninguém pode transformar o mundo, a menos que os indivíduos que o compõem sejam transformados; e ninguém pode ser transformado senão quando moldado nas mãos do Mestre”.

  • Atenção direta fala de amor ao próximo, de aproximação, de contato, de sentimento... Num mundo individualista estas características estão cada vez mais distantes;
  • Meu problema se refere a mim e no máximo à minha família, me preocupar com os problemas dos outros já é demais. Este é o pensamento da atualidade, infelizmente é o pensamento de muitos obreiros também;
  • Os grandes cultos são importantes, mas o discipulado em pequenos grupos (como as aulas da EBD) são mais importantes pois permitem ao ouvinte a liberdade de questionar e dirimir suas dúvidas diretamente com o discipulador.


3.2. Porque a vinda de Jesus se aproxima
Através da história da igreja, sabemos que na certeza da chegada desse dia, muitos fizeram cálculos e predições de datas, mas isso não aconteceu. Isso não que dizer que Ele não voltará, pois até essa demora, foi prognosticada pelas Escrituras (Mt 25.5 19; 2Pe 3.3-4). Devemos anunciá-lo até que Ele volte. Pelo menos é o que relembramos a cada ceia do Senhor (ICo 11.26) Os sinais confirmam de maneira irrefutável a sua chegada, e, quando ele vier, será que estaremos dormindo ou vigiando? A melhor maneira de se esperar a sua vinda é estarmos a vigiar, orar e discipular.

  • Você já desejou a volta de Jesus hoje? Maranata ora vem Senhor Jesus!
  • Devemos não só desejar diariamente a volta de Jesus, mas também anunciar que Ele voltará!
  • Infelizmente a volta de Jesus não é mais uma mensagem desejada nos púlpitos cristãos;
  • Importante comentar a parábola das 10 virgens observe que todas eram virgens (pertenciam a igreja e buscavam a santidade), todas tinham a lâmpada (a palavra de Deus), todas aguardavam a vinda do Messias (arrebatamento), todas eram noivas (pertenciam a igreja), porém, com a demora do Noivo (arrebatamento) o azeite de 5 delas acabou (Presença do Espirito Santo); A demora do noivo, fez com que as 5 virgens loucas se acostumassem com as coisas do mundo e não perceberam que o Espírito Santo (azeite) começou a faltar em suas vidas.
  • A conformidade com o mundo afasta o Espírito Santo de nossas vidas.


3.3. Porque a vida terrena é curta, mas a alma é eterna
A vida aqui é mui breve, e o fato de que morreu, expirou não quer dizer que deixou de existir ao tornar-se pó. As almas dos homens são reais e eternas, portanto, estando perdidas nesta vida, estarão perdidas por toda eternidade. E eternidade é sempre, sempre, e sempre. A alma humana possui valor mui alto, o Cordeiro de Deus é quem sabe. Pois lhe custou a vida, o resgate delas. Que espécie de valor estamos dando a elas? Discipular é, portanto resgatar essas almas sensíveis, porém eternas para Deus.

  • Isto é algo que deve ser esclarecido nas igrejas, as almas são eternas sejam salvas ou perdidas após a morte;
  • As almas que morrem sem Cristo, vão para a perdição eterna.
  • O que dá tanto medo na perdição eterna? Seria o inferno, o fogo, o ranger de dentes, os demônios ou ainda o enxofre? Eu creio que nada disto é preocupante ao se comparar que a morte sem Cristo significa o fim da esperança, isto é, nunca mais em toda a eternidade o homem terá chance de se encontrar com Deus novamente. Isto é desesperador!
  • Em uma famosa pintura intitulada o inferno de Dante há uma frase na porta do inferno que diz: “Deixai aqui toda a esperança, vós que entrais”.


Conclusão
Posto que, ninguém faz discípulos para si, mas para o reino de Deus através de sua vida do lugar onde estamos. Regressar ao discipulado bíblico é uma exigência urgente em nossos dias, por se tratar um retorno ao método primitivo do cristianismo com toda a sua eficácia, sem necessariamente abrirmos mão dos meios modernos de comunicação.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O Exercício do Dom de Profecia na Igreja Atual


Meus queridos companheiros, esta semana foi de muito trabalho e não tive como elaborar o esboço da lição com os meus comentários.
Deixo para vocês porém os excelentes comentários do meu irmão Marcos André.
O original pode ser acessado no site: http://marcosandreclubdateologia.blogspot.com.br/2013/02/escola-dominical-esboco-e-subsidio-da_5.html

Boa aula...


AULA EM 10 DE FEVEREIRO DE 2013 – LIÇÃO 6
(Revista: EDITORA BETEL)

Tema: “O Exercício do Dom de Profecia na Igreja Atual”
  
Texto Áureo: 1Co 14.31
  
INTRODUÇÃO
            - Professor(a), nesta aula você terá a oportunidade de esclarecer sobre uns dos principais problemas do culto cristão pentecostal, a desordem e a falta de ética devido a falta de conhecimento acerca dos dons espirituais.
          - “dons espirituais”, são os dons concedidos pelo Espírito Santo, com o objetivo de propagar o evangelho, combater o mal e edificar o povo de Deus.
           
            1. O QUE É DOM DE PROFECIA
            “dom de profecia”, é o dom pelo qual o servo profetiza em nome do Senhor, anuncia um acontecimento futuro, um alerta acerca de algo que está por acontecer. Pode ser ministrado na 1ª pessoa Ex: quando o profeta diz: “Eis que te digo meu servo...” 2 Cr 20.14-17 (esta forma é muito criticada, por não conter uma base bíblica sólida), e na 2ª pessoa Ex é quando o profeta diz: “O Senhor mandou te dizer...” At 21.11
- “missões especiais”, podem ser definidas como aquelas executadas pelo Espírito para falar a uma alma especificamente, Ex: quando o Senhor quer alertar alguém de uma armadilha de morte, contra essa vida, o Espírito Santo usa alguém para profetizar sobre esse laço de morte.
“edificação”, é a solidificação da base doutrinária, pela confirmação da Bíblia através dos sinais.
“exortação”, é o ato de animar alguém a fazer o certo, a se desviar do mal e a abandonar o pecado.
“consolação”, é confortar por meio da presença, mostrando que o Espírito Santo está em nós e que o Senhor nos ouve. Isso deixa a pessoa mais segura e confiante.

1.1. Uma ação direta do Espírito Santo
- “conhecimento dos dons espirituais”, são nove os dons espirituais de acordo com a relação de 1Co 12.8-10
- São estes os dons: palavra da sabedoria, palavra da ciência, fé, cura, operação de maravilhas, profecia, discernimento os espíritos, variedade de línguas e a interpretação das línguas.
“reconhecer e exaltar a pessoa de Jesus”, essa é a missão do Espírito Santo, prevista nesta passagem:
"Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir." João 16.13
“influência do espírito imundo”, são os demônios que fazem possessão no corpo daqueles que se sujeitam a Satanás. Esses demônios são anjos decaídos e também falam as línguas dos anjos, dessa forma eles também usam essas pessoas com profecias, enganando muitos irmãos.
“devem ser discernidas”, significa compreendidas, aqui tem o sentido de julgadas ou experimentadas pode ser pelo dom de discernimento de espíritos ou pela Palavra, conforme o seguinte texto:
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
   Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
  E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.” João 4.1-3

- “produzidas pelo espírito humano”, é a profecia produzida na mente de alguém, sem nenhuma influencia satânica ou divina, simplesmente por vaidade, por inveja ou orgulho. Alguns irmãos transformam o culto num show de meninice, inventando profecias, imitando ou deduzindo coisas a partir do que se sabe sobre alguém.                                     

1.2. Providências divinas através das profecias
“a Bíblia é a maior profecia”, essa afirmação está correta, mas existem situações em que o Senhor precisa falar especificamente com seus filhos, em um assunto particular. Existem situações em que é necessário a intervenção direta do Espírito Santo, pois até mesmo os que conhecem a Palavra de Deus erram, por arrogância, presunção ou falta de vigilância. 

1.3. A utilidade e proveito da profecia
Os problemas pelos quais tem gerado muita desconfiança sobre os profetas da atualidade são conhecidos, há casos em que irmãos pegam carona na profecia de outro, falando de outra forma aquilo que já foi dito. Outros profetizam um pretendente para casamento para uma determinada irmã sem saber que a tal irmã já é casada. Isso ocorre principalmente nos montes, mas também tem acontecido em muitas igrejas. Atualmente os crentes pentecostais tem sido motivo de chacota na internet e TV, tudo por conta desses besteiróis, que são promovidos por aqueles que não estão presentes na aula da Escola Dominical.
- Muitos deixam de comparecer a EBD no domingo de manhã porque passaram a noite toda pulando no poder. Pensam que estão cheios de poder, mas na verdade não adianta estar cheio de poder e vazio do conhecimento de Deus.
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2. RESPONSABILIDADES COM O DOM DE PROFECIA
- “busca do progresso da igreja”, lembre aos alunos que o dom é para o progresso da igreja, pela edificação, exortação e consolação dos membros, dessa forma entendemos que os dons não são para salvação, ninguém pode pregar que alguém deve ter dons espirituais para ser salvo.
“pelo caráter de Deus em nós”, quer dizer que devemos ser cuidadosos com os dons não somente pelo castigo que virá para aquele que não é cuidadoso, mas porque nós somos filhos de Deus e o filho vai se tornando parecido com o pai no caráter.

           2.1. Todos podem profetizar
            - “todos temos potencial”, de acordo com a lição o dom de profecia não será sempre apresentado por uma irmã ou irmão, mas o Senhor pode usar a qualquer um.
            - Infelizmente alguns irmãos que tem o dom de profecia, deixam a arrogância sobressair. Em alguns cultos eles não ouvem a voz do Espírito, mas para não ficarem sem serem o centro das atenções, eles falam o que Deus não mandou.
           
2.2. Todos devem saber a finalidade
- “finalidade funcional”, significa que a profecia tem as funções de... edificar, exortar e consolar. Muitos na igreja não sabem disso e pensam que um certo irmão é mais santo do que outro por profetizar.
“finalidade ampla”, é a finalidade geral, que diz respeito a todos da igreja, quer dizer que o dom de profecia ministrado busca dar unidade ao povo de Deus, disso entendemos que se alguém profetiza e essa profecia causa confusão, então a liderança deve analisar essa profecia e prová-la ou por dom de discernimento de espíritos ou pela Palavra de Deus conforme o a passagem de João 4.1-3, citada anteriormente.
Muito cuidado com profecias assim: “Eu via um traidor ao lado do pastor!”essa profecia deixa o mistério dividido, não deve ser considerada sem antes de o Senhor dar uma confirmação.
“finalidade pedagógica”, que ensina ou que colabora para o ensino e aprendizado, no caso da profecia ela apenas vai colaborar para o aprendizado, pois ela poderá confirmar aquilo que o servo(a) aprendeu na palavra, na EBD ou na doutrina.

2.3. Todos devem cuidar uns dos outros
- “hierarquização dos dons”, só tem uma hierarquia no povo de Deus: “o maior será o menor”. Quanto aos dons, todos são igualmente importantes.
“competição”, às vezes surgem irmãos que disputam silenciosamente. Sem que os outros percebam, ficam um tentando ser mais do que o outro.
“trazendo mágoas”, alguns irmãos ao observarem as divisões, as disputas, as profetadas, e as desordens em geral, ficam decepcionados e magoados, alguns saem até da igreja.     
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3. ÉTICA NA PALAVRA PROFÉTICA

3.1. Procurando manifestar a presença de Deus
- “esteja inconsciente”, ensine que o Espírito Santo não domina ninguém, Ele respeita a pessoa. Ele não leva a pessoa inconsciente a fazer coisas sem que ela saiba o que está fazendo. Desconfiem de pessoas que rodam a igreja toda e depois dizem não se lembram de nada.
“livre-arbítrio”, é a capacidade de um indivíduo de tomar suas próprias decisões e se responsabilizar por elas.

3.2. Mantendo a ordem no culto
“excesso de zelo”, é o excesso de cuidado com as coisas de Deus, não devemos impedir a manifestação das profecias por medo de alguém falar besteira ou falar o que não se deve falar. Deve-se ensinar aos irmãos que cada um será responsabilizado por aquilo que fala, e que cada um deve julgar o que foi profetizado.
Recomendo que os pastores fiscalizem se os que são usados na profecia estão frequentando a EBD e os cultos de ensinamento. Se fizerem isso vai ter gabinete para metades dos profetas de cada igreja.

3.3. A humildade dos que profetizam
- “ser preditiva ou não”, preditivo é o que faz predições acerca de acontecimentos futuros.
“de acordo com os oráculos de Deus”, oráculos são as profecias e revelações de Deus.
“submetida à análise”, quer dizer que toda profecia pode ser contestada, e não é recomendável que seja aceita de imediato, mas cada um pode pedir a confirmação ao Senhor pela boca de outro profeta.
- Outro problema é que alguns profetas recebem a revelação da profecia e a transmitem de qualquer maneira. Às vezes o Senhor mostra que alguém está sendo tentado pela homossexualidade, então o profeta fala isso diante da igreja, submetendo o irmão a um constrangimento.
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CONCLUSÃO
Atualmente precisamos também do dom de discernimento de espíritos, pois existem muitos falsos profetas.
- Lembre aos alunos que o dom de profecia não é para a salvação individual do profeta e sim para ser usado para a salvação do povo de Deus.
- Recomendo que você faça o seu esboço usando esse como base.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

LIDERANÇA EM TEMPO DE REFORMAS


LIÇÃO 5 – 03 de Fevereiro de 2013

TEXTO AUREO

“Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém”. Ne 2.20

VERDADE APLICADA

A obra de Deus precisa de líderes capazes, que tenham coragem e que não se acomodem ao caos, mas empreendam reformas para um novo recomeço.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Refletir sobre a importância de se fazer reformas sempre que necessário;
Entender que num ambiente de reformas sempre haverá ideias contrárias e/ou antagônicas;
Mostrar que Deus sempre precisa de líderes que possam efetuar reformas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ne 2.16 - E não souberam os magistrados aonde eu fui nem o que eu fazia; porque ainda até então nem aos judeus, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra tinha declarado coisa alguma.
Ne 2.17 - Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio.
Ne 6.3 - E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?

INTRODUÇÃO
A situação social e religiosa, que precedeu à reconstrução de Jerusalém, sob a liderança de Esdras, Zorobabel e Neemias, foi a de completo abandono. Com a expatriação das classes sociais mais influentes para a Babilônia em três etapas, a condição das terras de Judá e principalmente de Jerusalém foi à de desamparo e de extrema pobreza. Os que retornaram agora juntos com os nativos precisavam de uma liderança reformadora, o que coube a Zorobabel, Esdras e Neemias.

  • Caros professores e alunos da EBD, é importante fazer uma revisão sobre o retorno do provo de Israel, veja o texto retirado da internet (link abaixo):
  • O retorno a terra prometida ocorreu em três fases, compreendendo os judeus de Judá, as dez tribos do norte se dispersaram, sendo mais tarde conhecidos como os judeus, da diáspora ou dispersão. O primeiro retorno deu-se em 536 a.C., dois anos depois da ascensão de Ciro. Sob a liderança de Zorobabel, 42.360 judeus voltaram para a sua terra. A tarefa de Zorobabel era conduzir os exilados a lançar os fundamentos do novo templo, que levou vinte anos para ser concluído. A demora pode ser atribuída aos samaritanos, que tiverem recusado o pedido de ajudar na construção do templo, tecendo assim toda sorte de intrigas e dificuldades para que a construção não tivesse êxito. Passados oitenta anos desde a subida de Zorobabel, Esdras que era sacerdote e hábil escriba da lei, faz a Segunda incursão, levando consigo a tarefa de estabelecer as novas bases do judaísmo, reforçando o princípio de obediência a Lei de Deus, haja vista que a situação dos irmãos de Jerusalém não era nada boa. O terceiro e último regresso deu-se com Neemias, que, desfrutando de prestígio na corte de Artaxerxes, conseguiu permissão e ajuda para subir a Jerusalém, construir os seus muros e tomar outras providências que a situação requeria, no intuito de assegurar a independencia, no presente e futuro da Cidade Santa.
  • Leia mais: http://igrejabatistapedraviva.webnode.com.br/news/o-retorno-do-cativeiro/


1. A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO
Com tantos inimigos que habitavam na terra de Judá e especificamente em Jerusalém, a primeira vista parece estranho que a prioridade dos judeus fosse à reconstrução do templo e não o sistema de defesa. Porém, para que um povo seja forte, precisa, sobretudo ser unido, e um dos elementos mais agregadores de indivíduos é a religião. Por isso a primeira coisa que fizeram sob a liderança de Zorobabel e demais levitas foi à restauração do culto a Jeová. Não há dúvida que foram muito sábios, agora vejamos como procederam:

  • Prioridade dos judeus fosse à reconstrução do templo e não o sistema de defesa: Os judeus reconheceram que a precisavam mais de Deus do que de segurança. Eles reconheceram o motivo do cativeiro, a desobediência a Deus, por isto decidiram logo após o livramento, se dedicar em construir o templo.


1.1. A CONSTRUÇÃO DE UM ALTAR (Ed 3.1-3)
A pressão dos inimigos era muito grande, pois não queriam que os judeus fossem restaurados como nação, visto que, dessa forma, eles assumiriam a influência e o controle sobre a região, que por herança pertencia a eles. Para reunir o povo e consolidá-los futuramente como nação, Zorobabel e demais levitas trataram de construir um altar. O altar é o centro do culto judaico, o canal de adoração e comunhão, um ponto indispensável de convergência e fortalecimento do povo de Deus. Devemos aprender quão poderosa é a adoração! A comunhão com Deus nos propicia, em seu exercício diário, vitória sobre os nossos inimigos residentes em nós mesmos e externos: a carne, o mundo que nos assedia e o maligno que o controla. Nossa vitória consiste em ter um altar de pé.

  • Não queriam que os judeus fossem restaurados como nação: isto não mudou até hoje, muitas nações não reconhecem Israel como nação. Naquela época, as nações dominantes sabiam da influência que o povo de Israel tinha quando mantinham-se unidos;
  • A igreja é forte quando se mantém unida!
  • O altar é o centro do culto judaico: Altar é o local onde Deus é adorado, era comum aos patriarcas construir altares a Deus (Veja exemplo de Abraão, Jacó e muitos outros) mesmo antes de existir tabernáculo, templo e sinagogas. Podemos dizer que antes da existência dos templos, já existia adoração a Deus no altar (coração do homem);
  • Como esta nosso altar? Adoramos a Deus no templo (igreja) todos os domingos, e no altar dos nossos corações?


1.2. OS ALICERCES DO TEMPLO E A OPOSIÇÃO
No ano seguinte após erigir o altar, Zorobabel, outros sacerdotes e os levitas lançaram os alicerces do novo templo, no mesmo lugar em que Salomão construíra o primeiro. Essa foi uma ocasião festiva, com danças e com os sacerdotes paramentados com instrumentos musicais, eles tornaram aquele momento inesquecível. Os mais velhos, que chegaram a ver a primeira casa choraram de emoção e os mais jovens gritaram de alegria de maneira que se confundiam os júbilos com os choros. Mas, quando os inimigos souberam do que aconteceu, falsamente se ofereceram para ajudar a construir o templo, mas Zorobabel e demais líderes rejeitaram a ajuda. Em seguida, escreveram uma maldosa carta ao rei Artaxerxes, acusando-os falsamente de insubordinação e má intenção na construção. O soberano ordenou à força que se parasse a obra e ela ficou parada durante 16 anos, até a sua retomada A oposição satânica ao verdadeiro culto acontecerá sempre, a fim de impedi-lo ou pelo menos atrapalhá-lo, mas o segredo da vitória está em resisti-lo firme e constantemente.

  • Lançaram os alicerces do novo templo: Começava a realização de um sonho para todos aqueles que eram cativos e retornavam a sua terra;
  • Confundiam os júbilos com os choros: Era um misto de emoções geradas por motivações distintas, este relato pode ser lido em Ed. 3. 8-13;
  • Maldosa carta ao rei Artaxerxes: Esta carta esta discriminada em Ed 4. 11-22, seria importante ler; Uma falsa acusação foi feita ao rei Artaxerxes, homem poderoso da época que governava sobre todo império. Foi dito ao rei que os muros da cidade estavam sendo restaurados e que isto levaria a cidade a não mais pagar impostos ao rei. Foi dito também que a cidade historicamente se rebelava contra os reis e que não podia se fortificar;
  • Devido a isto, o rei ordenou que a obra não continuasse e assim ficou por 16 anos.


1.3. A CONCLUSÃO DO TEMPLO
Todos nós gostaríamos que a obra de Deus se efetuasse sem oposições, mas aprendemos que devemos ser firmes, pacientes e constantes enquanto aqui estivermos. Com a oposição samaritana, passou-se o entusiasmo pueril dos judeus na construção do templo. As pessoas se voltaram para edificação de suas confortáveis casas, deixando o templo do Senhor para depois (Ag 1.2-6). Se bem que inicialmente, não havia muito que fazer. Depois de algum tempo levantou-se um movimento profético de reencorajamento à construção do novo templo, encabeçado por Ageu e Zacarias (Ed 5.1); e também dos anciãos do povo (Ed 5.5-8) E assim, reiniciaram a obra e conseguiram autorização oficial para sua conclusão, em que Tatenai, um governador dalém do rio, foi proibido de continuar a fazer qualquer tipo de oposição. Dessa forma a construção foi concluída em 516 A.C., ou seja, 21 anos depois do lançamento de seus alicerces (Ed 6.15).

  • Gostaríamos que a obra de Deus se efetuasse sem oposições: Sabemos que não é assim que ocorre. Jesus mesmo disse que no mundo teríamos aflição. Não há vitória sem luta;
  • Com a oposição samaritana, passou-se o entusiasmo pueril dos judeus na construção do templo: Pueril vem de infância, refere-se ao entusiasmo inicial em construir o templo. Após a oposição dos samaritanos e de outras dificuldades, os judeus passaram a construir suas casas e deixaram o fervor de construir a casa de Deus se esfriar;
  • Não passamos por isto em nossa vida de fé? Quantas vezes ficamos animados em empolgados em fazer a obra de Deus e na primeira luta, desanimamos e abandonamos a obra pela qual fomos chamados;
  • Um movimento profético de reencorajamento: Agora se levantou um rei que simpatizava com a causa dos judeus, mas mesmo assim ninguém se preocupou em pedir ao rei autorização para que a construção continuasse. Estavam acomodados mesmo quando a situação era favorável a eles. Deus levantou em voz profética Zacarias, Ageu e anciãos para estimular o povo a pedir autorização para começar a construção, o que foi permitido.



2. A RECONSTRUÇÃO DOS MUROS
Neemias era copeiro do rei Artaxerxes quando recebeu o relatório da situação de Jerusalém, interiormente se sentiu em pedaços, movendo-se de íntima compaixão pelos judeus que estavam na terra de Judá e por Jerusalém. Neemias intercede pelo povo, consegue autorização e dirige-se para Jerusalém, a fim de iniciar o seu trabalho de reformas. Ao chegar lá, prudentemente faz um levantamento pessoal da situação para poder dar início. O interesse e a generosidade de Neemias mostram que não devemos ser apáticos a obra de Deus e ao sofrimento alheio, precisamos nos arriscar, envolver-nos e assemelharmo-nos com o Filho Deus.

  • Neemias era copeiro do rei Artaxerxes: Copeiro era um cargo de confiança do rei. Era Neemias que servia o vinho, somente uma pessoa de confiança poderia exercer tal cargo visto que muitos inimigos queriam envenenar o rei.
  • Observe que, para ser copeiro do rei, Neemias vivia no palácio e tinha uma situação muito tranquila, ainda assim ele quis atender o chamado de Deus;
  • Neemias intercede pelo povo, consegue autorização e dirige-se para Jerusalém, a fim de iniciar o seu trabalho de reformas: A sua posição diante do rei permite que ele interceda pelo povo e tenha o aval do rei para ir a Jerusalém atender o clamor do seu povo.


2.1. NEEMIAS MOTIVA (2.11-20)
Quando Neemias lá chegou, Esdras já estava. Sendo que Esdras se preocupa mais com a construção do templo e na organização de todos os registros sagrados. A Esdras se atribui a organização do cânon do Antigo Testamento. Já Neemias se preocupa inicialmente com a reconstrução do muro, que era a ativação do sistema de defesa da cidade. Para isso, como excelente líder, reúne as autoridades de Jerusalém e traz uma palavra persuasiva de motivação a fim de que reconstruíssem os muros. Os magistrados aceitam prontamente o desafio e iniciam a obra. Agora cabe observarmos quão importante é uma palavra motivadora na obra de Deus, não basta ter planos é necessário encorajamento para reformar.

  • A Esdras se atribui a organização do cânon do Antigo Testamento: O Canon era a Bíblia da época e Esdras era escriba (escritor), desta forma ele organiza os textos sagrados;
  • Neemias se preocupa inicialmente com a reconstrução do muro: Não seria uma tarefa fácil, Neemias entendeu que era preciso proteger a cidade antes de outras edificações, mas sozinho ele não conseguiria;
  • Como excelente líder, reúne as autoridades de Jerusalém e traz uma palavra persuasiva de motivação a fim de que reconstruíssem os muros: Vemos aqui a importância do líder na motivação dos irmãos para a obra de Deus. Não falamos de autoajuda ou de frases de efeitos tão comuns em animadores de auditório e sim de palavras motivadoras retiradas da própria Bíblia sagrada. É dever do líder motivar seus liderados seja em que departamento for.


2.2. NEEMIAS ZELA PELA CONSECUÇÃO (Ne 4)
Quantas vezes o trabalho do Senhor é negligenciado por falta de iniciativa ou de zelo pela sua consecução. A oposição é natural que aconteça, mas é necessário suportar as contradições. A falta de reformas em Judá havia-se tornado um caso inescrupuloso de falta de iniciativa. Mas quando os magistrados são exortados a reconhecerem a miséria em que estavam eles foram humildes em reconhecer isso (Ne 2.17). Logo, prontamente se puseram a trabalhar com entusiasmo, porém os samaritanos que habitavam a terra começaram o seu antagonismo com deboches e ameaças (Ne 2.19; 4.1-2). Os trabalhadores, porém, armaram-se para continuar a obra, providenciaram trombetas para o toque de alerta caso a situação necessitasse, e, com esses cuidados, permaneceram até a conclusão do muro.

  • Falta de iniciativa ou de zelo pela sua consecução: Consecução é o mesmo de conseguir, de chegar até o fim do que se propôs, de concluir a obra. O zelo pela consecução nada mais é do que se manter firme até o fim. Quantos param no meio do caminho quando a luta aperta?
  • Os trabalhadores, porém, armaram-se para continuar a obra: A obra não podia parar, nem sob ataque dos samaritanos que os zombavam constantemente. Os judeus se armaram com espadas e trombetas, enquanto trabalhavam na reconstrução do muro. Enquanto um trabalhava, outro fica de prontidão como uma sentinela a vigiar.
  • Hoje não é diferente, na obra de Deus enquanto uns trabalham, outros dão cobertura de oração e outros vigiam contra as investidas do inimigo.


2.3. CELEBRANDO A RECONSTRUÇÃO (Ne 12.27-43)
A conclusão do muro com seus respectivos umbrais levaram 52 dias, assim estava acabada aquela obra que impôs respeito aos vizinhos antagônicos, pois reconheceram que Deus os ajudara naquela realização. A dedicação dos muros foi feita em celebração, todos os músicos levitas foram convocados especialmente e o evento foi de alegria geral. Apenas quando não nos acomodamos ao caos é que podemos transformar uma situação, depois da situação transformada a vergonha desaparece, o inimigo nos respeita e podemos celebrar definitivamente em Deus a nossa vitória.

  • Que impôs respeito aos vizinhos antagônicos, pois reconheceram que Deus os ajudara naquela realização: O mais importante na vida do cristão é permitir que as obras que ele realiza glorifiquem o nome de Deus. Em tudo dai graças (1Ts 5.18);
  • Depois da situação transformada a vergonha desaparece, o inimigo nos respeita e podemos celebrar definitivamente em Deus a nossa vitória: As situações difíceis em nossas vidas servem para nos provar e para nos mostrar que somente Deus tem a capacidade de abençoar e livrar seu povo. Passado a prova algumas coisas importantes acontecem: 1) O nome de Deus é glorificado em nossas vidas; 2) O inimigo reconhece a derrota; 3) O inimigo nos respeita; 4) A vergonha desaparece; 5) Celebramos com gratidão, louvor e adoração a Deus por tão grande salvação.


3. AS REFORMAS ÉTICO MORAIS
Embora as reformas de natureza religiosa e de estruturação da defesa tivessem sido levadas a efeito, ainda precisavam continuar na sua diversificação para o bem estar daquela sociedade. Isto é, eles precisavam vivenciar o conjunto de regras e deveres para com o seus semelhantes que já estavam prescritas na Lei de Moisés. Logo os reformadores perceberam que precisavam combater duas frentes destrutivas, os inimigos externos que eram os samaritanos com os demais povos misturados, e os internos, que eram os próprios judeus que começaram a explorar a seus irmãos.

  • As reformas ético morais: Vivemos dias de grande individualismo e satisfação pessoal e consequentemente falta de ética e moralidade, inclusive dentro de muitas igrejas ditas cristãs.


3.1 O BOM EXEMPLO DE NEEMIAS (Ne 5.13-21)
Neemias procurou mostrar o seu temor a Deus e respeito para com o próximo, em que jamais buscou tirar proveito para si mesmo de suas funções. Ainda que outros tirassem pão, vinho e prata para si aproveitando da própria função, jamais Neemias e nem os que com ele estavam na administração se aproveitaram nos doze anos em que ali permaneceram. O temor de Deus impede o crente de utilizar-se de embustes que venham defraudar o semelhante, mesmo que sejam legais, mas perante a própria consciência e diante de Deus são reprováveis, imorais e antiéticos.

  • Jamais buscou tirar proveito para si: Que belo exemplo de altruísmo do nosso irmão Neemias e que contraste com muitos pregadores da atualidade. Enquanto Neemias queria agradar a Deus e servir seus irmãos, muitos pastores hoje assumem cargos e trabalhos baseados no quanto receberão de volta.
  • O temor de Deus impede o crente de utilizar-se de embustes que venham defraudar o semelhante, mesmo que sejam legais: Embuste fala de enganos, tramoias. O temor a Deus nada mais é do que o respeito ao nosso salvador. Devido a isto, não usamos de artimanhas mesmo que sejam legais perante a legislação vigente mas imorais perante a ética cristã.


3.2. MEDIDAS CONTRA A EXPLORAÇÃO DO PRÓXIMO (Ne 5.1-12)
Os judeus estavam lutando para reestruturar-se como nação, mas, em época de carestia, logo começaram a oprimir os próprios compatriotas, obrigando-os a penhorar os seus bens em troca de dinheiro para a alimentação, inclusive os tributos. Houve absurdos até do ponto de vista deles mesmos, em que os filhos foram entregues como servos para que eles não morressem de fome. O povo, não tendo mais o que fazer, foi clamar a Neemias, que reuniu a todos e exigiu o perdão das dívidas e a restituição das terras, vinhas, olivais, os dízimos (ágio), trigo, etc. Neemias nem o que havia emprestado quis de volta, como medida exemplar. Que isso nos sirva de lição, pois há sempre quem procure tirar proveito das calamidades e tragédias alheias dando vazão a sua própria cobiça, esquecendo-se de que Deus julgará tais injustiças.

  • Oprimir os próprios compatriotas: Os judeus estavam explorando uns aos outros, retirando dos mais fracos até filhos e cobrando ágio no pagamento das dívidas. Quando irmãos se levantam um contra os outros é porque o amor de Deus não esta mais operando na igreja. Infelizmente temos vivido tempos em que irmãos, por motivos fúteis, processam a outros na justiça;
  • Neemias, que reuniu a todos e exigiu o perdão das dívidas e a restituição das terras, vinhas, olivais, os dízimos (ágio), trigo, etc.: Neemias clamou pelo perdão de todos para todos, um belo exemplo para os nossos dias.


3.3. MEDIDAS CONTRA O CASAMENTO MISTO (Ne 13.23-29)
O casamento misto não era uma situação isolada, mas tomou-se um grande mal, pois tal prática estava generalizada. É muito provável que as mulheres judias estivessem sendo negligenciadas pela escolha das mulheres estrangeiras, o perigo disso era que, em médio prazo, perderiam a identidade judaica e se enfraqueceriam, como os das tribos do norte que, agora eram os samaritanos. Ali estava um remanescente que deveria se preparar para vinda do Messias, não se tratava de etnocentrismo, mas da promessa que fora direcionada a Judá e implicava que eles zelassem por isso também. Os maridos judeus, na ocasião, tiveram com lágrimas de dispensar suas esposas e filhos, foi algo bem doloroso. Hoje um crente não dispensa o seu cônjuge descrente, pois o crente santifica o outro (ICo 7.14; Ef 3.1).

  • Mulheres judias estivessem sendo negligenciadas pela escolha das mulheres estrangeiras: O que estas mulheres tinham de mais? Provavelmente uma vida liberal, sem compromisso, regada de sensualidade. Homens que se envolvem com sensualidade excessiva começam a perder o interesse pelas mulheres de Deus, escolhidas para formar um lar sadio e próspero. Infelizmente na maioria da vezes, quando acordam já perderam o seu bem mais precioso na terra, as sua família;
  • Paulo é muito claro quando diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” II Co. 6.14.


CONCLUSÃO
Apesar dos grandes desafios, esse foi um tempo de prosperidade e de alegria para os judeus. Retornaram para as suas terras, reconstruíram o templo, os muros, a cidade, retomaram o comércio, etc. Todavia, não teriam conseguido sem líderes capazes como Esdras, Zorobabel, Neemias e vários outros reformadores. Realizar a obra de Deus é se mover empreender reformas, é ter coragem para um recomeço na vontade d’Ele. Se assim é, mexa-se e faça a sua parte!