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sexta-feira, 12 de julho de 2013

APLICANDO PRINCÍPIOS DIVINOS À DISCIPLINA FAMILIAR

LIÇÃO 2 – 14 de Julho de 2013

APLICANDO PRINCÍPIOS DIVINOS À DISCIPLINA FAMILIAR

TEXTO AUREO
“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”. Hb 12.11

VERDADE APLICADA
Uma vez aplicada com sabedoria na escolha dos métodos e da ocasião adequados a cada caso e, sendo executada com amor, misericórdia e graça, os resultados da disciplina serão eficientes e duradouros.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Reafirmar que o único modo de obtermos sucesso na formação e criação de nossas famílias é imitando a Deus;
Enfatizar que no lar onde o marido e a esposa recepcionam sem reservas o Divino Agricultor, nascerão e se desenvolverão filhos para o louvor, a honra e a glória de Deus;
Entender que o processo de disciplina na família é um processo que exige paciência.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Gn3.9 - E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?
Gn 3,10 - E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
Gn 3.16 - E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Gn 3.17 - E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
Hb 12.11 - E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.


INTRODUÇÃO
Não bastou a Deus criar uma habitação para o homem e provê-lo de todos os meios de vida e de desenvolvimento. O Senhor também decidiu que acompanharia de perto a humanidade, que a disciplinaria, a corrigiria quando necessário fosse, e a restauraria quando ela viesse a se corromper. Ele tomou todas estas medidas e ordenou que fossem registradas para que nós pudéssemos imitá-lo também, na disciplina de nossas famílias. No entanto, é muito comum as pessoas confundirem os métodos de aplicação com a disciplina propriamente dita.

  • Estamos diante de uma lição um pouco mais complexa e difícil de explicar aos nossos alunos, porém te convido a dedicar um pouco mais dado a importância deste tema para os dias atuais;
  • Deus quando criou o homem, decidiu acompanha-lo em todas as sua existência, Ele nunca nos abandonou, pena que o contrário aconteceu, o homem abandonou a Deus;
  • Foi nos dado também o livre arbítrio onde temos a liberdade de fazer as nossas escolhas, inclusive de negar o Criador e não crer em Sua existência.
  • O problema é que as escolhas do homem as vezes ferem a Deus, sendo assim Deus age com correção e disciplina para os que o seguem.
  • Igualmente Deus age com ira e vingança para aqueles que o ofendem, sendo que a justiça de todas as coisas será aplicada no fim dos tempos. Todos darão conta de seu mau perante Deus.


1. DEFINIÇÃO DE DISCIPLINA
Vem da mesma etimologia da palavra discípulo, de seguidor: cristãos são aqueles que seguem a disciplina de Cristo. Também é chamado de disciplina o conjunto de matérias que formam uma ciência, uma área de conhecimento. Os que se dedicam ao estudo de uma ciência e se graduam nela são chamados pelo nome da disciplina que escolheram: teólogos, matemáticos, geógrafos, médicos, pedagogos, cientistas sociais e etc.

  • Pelo teor da lição, disciplina pode ser definida como punição ou correção a uma atitude inadequada. Na igreja usamos muito o termo: “O irmão foi disciplinado” isto é, ele foi corrigido devido a uma infração que cometeu.


1.1. O SENTIDO MAIS AMPLO DE DISCIPLINA
Em sentido amplo, disciplina envolve a formação do caráter, da cidadania e da consciência do ser humano e pode ser percebida no conjunto de princípios, valores, ensinamentos e regras seguidos por uma pessoa, comunidade, instituição, profissão, etc. A disciplina religiosa, a filosófica e a moral são comumente chamadas de doutrina. Os códigos de ética das profissões são a sistematização da disciplina comportamental que os profissionais devem seguir.

  • Sem disciplina, sem correção, não se forma um bom caráter. O caráter está sempre em formação, sendo assim, a disciplina é necessária para a formação de um bom caráter;
  • Temos um exemplo no Brasil de um filho que não teve disciplina, infelizmente sua vida até virou filme, falo do Cazuza, um jovem mimado que não tinha limites e que contraiu AIDS tendo um fim muito triste;


1.2. DEFINIÇÃO DE MÉTODO
É o caminho ou processo racional para atingir um fim específico, Para aplicar determinado método é necessária prévia análise dos objetivos que se pretende atingir, as situações a enfrentar, os recursos e o tempo disponíveis, e por último, das várias opções possíveis. Trata-se, pois, de uma ação planejada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e de antemão conhecidos. A Pedagogia chama de métodos os diferentes modos de proporcionar uma dada aprendizagem. O método não diz respeito ao fim que se deseja alcançar nem aos vários saberes que são transmitidos, mas sim ao modo como se pode atingir o objetivo pretendido ao realizar a transmissão do conhecimento.

  • Resumindo, há várias formas (métodos) de disciplinar alguém por um erro cometido, porém a escolha do método depende do objetivo que se quer alcançar.
  • Além do objetivo, deve-se pensar nas consequências do método escolhido para disciplinar. Por exemplo, disciplinar alguém em público (até mesmo ao microfone) pode causar um dano enorme e não permitir atingir o objetivo proposto.
  • Não é só disciplinar, a forma (método) de se fazer isto focando o objetivo que se quer atingir leva a uma maior porcentagem de acerto.


1.3. DISCIPLINA E MÉTODO
A disciplina e os meios de aplicá-la são inseparáveis, a ponto de, como foi dito na introdução deste tópico, muitas vezes ser confundida com os métodos de sua aplicação. Em Jó 36.10, Eliú fala da doutrina de Deus, da disciplina propriamente. Em Provérbios 23.13, 14, Salomão aponta um método de levar a criança a obedecer à disciplina que pode livrá-la do inferno. Em Hebreus 12.8 o escritor chama correção de disciplina. Paulo, em Efésios 6.4, refere-se à disciplina e aos métodos de sua aplicação: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos (método errado de aplicar a disciplina), mas criai-os na doutrina (disciplina) e admoestação do Senhor (método correto de aplicar a disciplina)”.

  • Vejamos o que diz Pv 23.13-14: “Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura.”
  • Fica claro aqui que a criança deve ser disciplinada, o problema é que hoje existem teorias que dizem que as crianças não podem passar por disciplina pois tornam-se seres psicologicamente afetados e que desenvolverão sequelas psíquicas e traumas que as tornarão rebeldes e revoltadas na vida adulta;
  • Se olharmos a educação das crianças e adolescentes em nossas igrejas, constatamos facilmente que estas teorias não funcionam. É comum crianças mau educadas com pais “liberais”.
  • O contrário também existe, é triste ver uma criança acuada com “medo” dos pais, sinal de que sofre de violência física e psicológica. Esta criança não é obediente, antes tem nos pais verdadeiros terroristas e têm um grande medo deles.
  • Como foi dito, os pais não devem irritar seus filhos, existem pais que são verdadeiros mestres na arte da irritação, sempre zombam dos filhos, apontam seus defeitos, corrigem de forma exagerada, são agressivos, usam de sua autoridade para humilhar os filhos e ainda não são capazes de elogiar quando estes fazem algo certo...
  • Criar os filhos na doutrina (disciplina) e admoestação do Senhor é mostrar, pela Bíblia, que aquelas atitudes não agradam a Deus nem aos pais e que por isto ele deve mudar de atitude. Mostrar ainda que o maior prejudicado por estas atitudes é ele mesmo pois o que plantamos fatalmente colheremos.


2. ACOMPANHAMENTO PRESENCIAL DA DISCIPLINA
Deus preparou o Éden com todo o conforto, segurança, abundância de recursos e o entregou a Adão e sua esposa. O casal não tinha necessidade alguma nem corria risco, exceto o de fazer uma escolha equivocada; no entanto Deus os visitava todos os dias. Oferecia-lhes Sua maravilhosa companhia enquanto os ouvia contar de como estavam se saindo e o quanto se deleitavam com cada descoberta (Gn 3.8). Naturalmente o Criador não precisava usar nenhum destes expedientes, visto que, sendo Deus, não carecia da companhia humana nem de se informar através de relatórios, pois é onisciente. Mas Deus não levou em conta a Si mesmo, e sim o Homem, que dada a sua condição de criatura, precisava da assistência do Criador. Assim como a presença divina é necessária à humanidade, a presença dos pais é necessária aos filhos para:

  • O amor de Deus é tão grande que Ele se preocupou em se fazer um de nós para que pudéssemos ser salvos. Deus se revela a nós não para que Ele nos compreenda e nos conheça, mas para que nós, em nossa pequenez possamos compreendê-lo e sentirmos protegidos por Suas poderosas mãos.
  • A visita a Adão e Eva é para que eles presenciassem o carinho e o amor do Pai, por mais que Deus provia tudo o que era necessário a eles, Ele fazia questão de estar presente todos os dias.
  • Infelizmente estamos vivendo dias em que os pais estão mais preocupados em prover o sustento dos filhos do que prover a carência de amor e companhia.
  • A resposta mais comum aos filhos hoje é: Não tenho tempo! Tenho que trabalhar... Se não trabalhar não tem comida na mesa... Resultado disto, filhos que tem nos pais seres completamente estranhos. A babá conhece mais os filhos do que os pais, o mesmo se aplica aos colegas de escola, amigos da rua...
  • O problema é que, quando o pai resolve disciplinar o filho, ele não tem mais moral para isto pois a vida toda foi alguém ausente e completamente estranho ao filho.


2.1. APLICAR E MANTER A DISCIPLINA
Os casais cristãos precisam ter em mente que devem criar a família na disciplina de Cristo, porém, só conseguirão êxito pleno em ensinar e formar de modo satisfatório o caráter dEle nos filhos, se puderem passar com eles boa parte de seu tempo. Precisam considerar também, que a aplicação de métodos e medidas disciplinares é necessária mesmo aos bebês e aos filhos mais dóceis e obedientes. Filhos menos dóceis tenderão a considerar os pais severos e injustos, quando os privarem de algo que eles desejam possuir ou gostam de fazer, ou quando solicitarem a execução de tarefas que eles não gostam de realizar.

  • Como falamos no item anterior, um dos grandes problemas na disciplina dos filhos é a falta de tempo dos pais. Desde muito novos os filhos são criados por “terceiros” sejam em creches, escola de tempo integral... Se isto for uma necessidade, escolha bem onde seu filho passará a maior parte do tempo porque ali ele será educado;
  • Se o tempo com os filhos é curto, transforme este tempo em um tempo de qualidade, abrindo mão de seus desejos e compartilhando este tempo com seus filhos, fazendo o que eles gostam de fazer;
  • Desde criança os filhos precisam ser repreendidos, há quem ache bonitinho um bebê batendo no rosto dos pais, não há nada de graça nisto, por mais que o bebê venha a chorar ele deve ser repreendido para aprender que isto é errado e não se faz.


2.2. PROVER OS MEIOS NECESSÁRIOS PARA A REABILITAÇÃO DO TRANSGRESSOR
Observamos em Gênesis 3 que Deus não se afastou do Éden, nem manteve incógnita sua presença, nem se tornou inacessível a Adão e Eva depois que eles O desobedeceram. Ao contrário, permaneceu lá em completa disponibilidade, Como o casal não buscou por sua companhia como fazia habitualmente, Ele os procurou e proveu os meios necessários para a reconciliação. Assim também nossos filhos tendem a se afastar" de nós quando cometem alguma falta grave, por julgarem que não serão mais aceitos por nós, pais. Além disso, o orgulho impede que haja reconhecimento da falta cometida, a fim de ser confessada e perdoada.

  • Estão ai dois motivos pelos quais temos que atentar para as atitudes de nossos filhos:
  • 1-   Quando eles fazem algo errado a tendência e esconder, seja por vergonha, seja por medo da repreensão;
  • 2-   Quando erram, não dão o braço a torcer e o orgulho os leva a não se retratar;
  • Independentemente da situação, é dever dos pais ir ao encontro dos filhos e não deixar a situação mal resolvida. Já vi muitos pais dizerem, “ele errou, ele que me procure e peça desculpas pelo que fez”. Há pais esperando isto por anos, enquanto isto os filhos estão distantes cultivando uma mágoa que não para de crescer.
  • Como provedores, devemos estar sempre à disposição dos nossos filhos e fazer com que eles saibam disto.
  • Veja a parábola do filho pródigo, ele demorou a voltar para casa pois fez uma imagem errada do pai que não o receberia bem por todo o erro que cometeu, sabemos que o desfecho desta história foi bem diferente do que o filho imaginou.
  •  

2.3. PROVER EXEMPLO E REFERENCIAL
Filhos precisam de exemplos constantes e claros que os pais só poderão oferecer se estiverem presentes na criação e desenvolvimento deles. Tais exemplos só se transformarão em princípios norteadores para suas vidas e caminhos se puderem ser observados com frequência e se as razões das atitudes e comportamentos dos pais lhes forem informadas, a fim de que sejam assimilados, imitados e sedimentados na alma dos pequenos (Jo 13.15). Não podemos, por exemplo, orar somente se estivermos em apuros, falar a verdade somente se não houver alternativa, honestos e fiéis somente quando não tivermos oportunidade e vantagens na desonestidade e na infidelidade, tratar amavelmente e com cortesia somente as pessoas que considerarmos importantes, etc.

  • O “faça o que eu digo e não faça o que eu faço” não pode estar presente na educação dos filhos. O exemplo é uma das maiores ferramentas para uma boa educação;
  • Infelizmente vivemos em uma sociedade onde o “jeitinho brasileiro” impera. Educa-se os filhos com palavras, mas dão-se maus testemunhos o tempo todo.
  • Veja alguns exemplos de situações corriqueiras que já nem é considerado algo errado por muitos crentes:

  1. Coloca nome em trabalho que não fez;
  2. Coloca nome de colega que faltou em lista de presença;
  3. Paga para alguém fazer seus trabalhos (de faculdade, escolar, etc.);
  4. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas;
  5. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas;
  6. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração;
  7. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura;
  8. Fala no celular enquanto dirige;
  9. Usa o telefone da empresa para ligar para o celular dos amigos (“me dá um toque que eu retorno”), assim o amigo não gasta;
  10. Trafega pela direita nos acostamentos quando há congestionamento;
  11. Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas;
  12. Viola a lei do silêncio;
  13. Dirige após consumir bebida alcoólica;
  14. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas;
  15. Espalha churrasqueira e mesas nas calçadas;
  16. Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho;
  17. Faz “gato” de luz, de água e de tv a cabo;
  18. Registra imóveis no cartório com valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos;
  19. Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto;
  20. Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas;
  21. Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20;
  22. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes;
  23. Estaciona em vagas exclusivas para deficientes e idosos;
  24. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado;
  25. Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata;
  26. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca;
  27. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem;
  28. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA;
  29. Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo do bicho;
  30. Leva, das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis… como se isso não fosse roubo;
  31. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha;
  32. Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado;
  33. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem;
  34. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve;
  35. E quer que os políticos sejam honestos! Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas…


3. PREPARANDO-SE PARA A DISCIPLINA DO LAR
É um erro deixar para pensar em disciplina depois que os filhos nascem ou quando eles já puderem compreender o sentido da instrução. Na verdade, os jovens devem aplicar-se à disciplina pessoal e ao temor do Senhor antes do namoro e do casamento, e persistir nisso depois de casados, para que tenham condições emocionais, morais e espirituais de organizarem e manterem a vida do lar. Como fazer isto?

  • A escolha da família se faz no namoro. Se uma moça namora com um rapaz mal educado com os pais, que acorda tarde e vai mal na escola, com certeza será um péssimo marido. O contrário também é verdadeiro.
  • Se o namoro não cumpre a vontade de Deus e dos pais, tem uma grande chance de não dar certo.
  • Um namoro sadio é a base de um casamento segundo a vontade de Deus e a criação de uma família abençoada.


3.1. ATRAVÉS DA AUTODISCIPLINA
Muitos casais não têm tempo um para outro, nem para desfrutar do convívio dos filhos e oferecer a eles educação e disciplina presenciais, porque deixaram para depois de casados muitas providências que deveriam ter sido tomadas até mesmo antes de começarem o namoro, como por exemplo, concluir os estudos, aprender uma profissão, buscar uma fonte de renda suficiente para a manutenção da futura família, ou ainda adquirir um imóvel para residência do casal. O resultado do adiamento na tomada destas providências, normalmente é desastroso: com o nascimento das crianças, pai e mãe terão que trabalhar dobrado para atender às necessidades básicas da família, enquanto os filhos crescem sem a presença deles; os cônjuges se distanciam física e emocionalmente, o que pode ocasionar desentendimentos constantes e até culminar em divórcio, entre outros.

  • Como já foi dito, hoje na geração do consumismo, muitos filhos estão órfãos de pais vivos pois não tem o convívio deles no seu dia a dia;
  • Interessante o que o comentador disse sobre planejamento de futuro, seria interessante reforçar isto para os jovens. Existem várias etapas que devem ser seguidas e não podem ser puladas sob o risco de causar danos no futuro conforme citado no tópico acima.


3.2. PREPARANDO-SE PARA ACOMPANHAR DE PERTO O CRESCIMENTO DOS FILHOS
Crianças precisam estar expostas à presença dos pais. Necessitam ver como eles resolvem os problemas, como organizam a casa, o orçamento doméstico, como se relacionam um com o outro, com Deus e com o próximo. Esta exposição constituirá para eles valioso modelo e referencial para toda a vida. Portanto, pais, eduquem seus filhos para serem educadores eficazes dos seus netos, pessoas cujas presenças sejam exemplos de integridade, amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

  • Já falamos sobre a importância da presença dos pais e do seu modelo na educação dos filhos, é importante frisar neste tópico que o esforço para gerar nos filhos uma boa educação fará deles bons pais no futuro que levarão a frente este legado recebido.


3.3. LIDANDO POSITIVAMENTE COM POSSÍVEIS FRACASSOS DOS MEMBROS DA FAMÍLIA
Não há casais que nunca falhem, não há pais que nunca errem, não há filhos perfeitos, enfim, não há humano que não peque (Ec 7.20). Mas isto não é motivo para que o jovem cristão evite se casar e ter Filhos, ou que perca a esperança de constituir uma família do agrado de Deus. Ao contrário, o casamento propicia excelentes oportunidades de aperfeiçoamento do caráter, de santificação e de honra ao Nome do Senhor. Portanto, candidatos ao matrimônio, prepararem-se para possíveis defeitos, pecados, falhas, erros e imperfeições dos membros da família.

  • Cada dia mais cresce o número de casais que não querem ter filhos, porque estes tomam a liberdade do casal, porque não se sentem preparados para criar filhos ou ainda com medo que algo dê errado na criação deles. Todas estas desculpas são abominação ao Senhor, Deus deseja que tenhamos filhos pois só assim experimentaremos a perfeita sensação do amor incondicional. A família é a base da igreja e está no centro da vontade de Deus.


CONCLUSÃO

Após sabermos diferenciar métodos e disciplina, chegou a hora de, com aplicação e paciência, cuidarmos dos nossos filhos à maneira de Deus, não esquecendo que o caminho da disciplina é árduo e muitas vezes demorado, exigindo de quem tem a responsabilidade muito empenho, carinho, amor e muita compreensão. Que Deus nos ajude na aventura de criar filhos aplicando os princípios divinos.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A IGREJA DE CRISTO VENCENDO OS DESAFIOS

A IGREJA DE CRISTO VENCENDO OS DESAFIOS

LIÇÃO 13 – 30 de Junho de 2013

TEXTO AUREO
“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt 16.18

VERDADE APLICADA
A igreja é o corpo vivo de Cristo e ativo no mundo, agindo em prol do conhecimento de Deus para a humanidade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
  • Explicar o que é e o que não é igreja;
  • Enfatizar quem é o fundamento da igreja;
  • Ensinar que o preconceito existe, porque falta conhecimento.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

  • Mc 16.15 - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
  • Mc 16.16 - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
  • Mc 16.17 - E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
  • Mc 16.18 - pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
  • Mc 16.19 - Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.


INTRODUÇÃO
Há dois significados fundamentais no Novo Testamento para a palavra igreja. Em um número grande de ocorrências, a palavra igreja significa congregação, pois a ênfase está num grupo de pessoas que acreditaram no evangelho de Cristo, foram batizadas, e que se reuniam para a adoração, companheirismo e serviço cristão. Em outras partes das Escrituras, a palavra igreja foi usada para descrever todas aquelas pessoas que aceitaram Jesus como Salvador de suas vidas. Esse segundo tornou-se o sentido global e mais amplo para a palavra igreja.

  • O sentido real do termo igreja refere-se as pessoas que aceitaram a Jesus.
  • A igreja não se determina por uma placa, por um templo ou por uso e costumes, antes a igreja é composta por pessoas marcadas por Cristo, que foram compradas, lavadas e remidas pelo precioso sangue do cordeiro e tornaram-se estrangeiros nesta terra pois aguardam o dia em que irão morar com Deus.
  • Quando membros da igreja se juntam, forma-se uma congregação, termo este que quer dizer ajuntamento.


1. ENTENDENDO MELHOR O QUE É A IGREJA
Uma instituição ou uma organização se tem por definição de igreja nos dias de hoje. No entanto, nas páginas do Novo Testamento, ela era identificada mais como um organismo vivo e dinâmico, do que uma estrutura de poder e concentração de riquezas. No grego clássico, a palavra igreja (ekklesia) significa “ajuntamento popular” e designava as assembleias locais da Grécia antiga, em que os magistrados decidiam a vida jurídica dos cidadãos (At 19.32,39). Mas, no Novo Testamento, essa expressão indica dentre outras uma congregação local de redimidos em Cristo (Rm 16.5; ICo 16.19; Cl 4.15; Fm 2).

  • A igreja em sua origem era um organismo vivo e dinâmico, isto é, ela crescia e multiplicava por meio da pregação do evangelho;
  • Hoje não é diferente, a igreja viva é aquela que prega o evangelho. A igreja que se acostumou com o mundo e vive uma relação social com as pessoas esta morta e ainda não percebeu.
  • Nunca foi objetivo da igreja ser uma estrutura de poder e concentração de riqueza. Historicamente vemos que a igreja romana dominou a terra por muitos séculos e ainda hoje ostenta uma riqueza incalculável.
  • Por outro lado, vivemos em uma época de denominações evangélicas bilionárias, líderes cada vez mais ricos e menos preocupados com o verdadeiro evangelho que liberta.


1.1. A IGREJA É UM GRUPO DE COMPANHEIROS (AT 2.42)
O único livro, considerado histórico do Novo Testamento, Atos dos Apóstolos, começa a descrever os atos da igreja, como uma comunidade praticando o que os apóstolos ensinaram, na comunhão, no partir do pão, e na prática constante das orações. Esse grupo de companheiros chamados de igreja tinha no relacionamento um estilo de vida particular. Por isso a palavra comunhão descreve bem aquele estilo de vida que os crentes tinham. Eles se consideram iguais e se amavam mutuamente. Eles pertenciam a uma nova família, a família de Deus.

  • Cabe ressaltar que a igreja do primeiro século esperava a volta iminente de Jesus, por isto venderam tudo o que tinham e passaram a viver em uma grande comunidade onde tudo era de todos;
  • Vemos aqui o plano de Deus para espalhar o evangelho pois, uma vez vindo a perseguição romana, os crentes não tinha mais casa para voltar e foram dispersos levando as boas novas por onde passaram;
  • Não podemos desprezar porém o exemplo de amor fraternal e comunhão entre eles, principalmente no partir do pão (refeições feitas em conjunto semelhantes a de Jesus com seus discípulos) e nas orações.
  • Não havia espaço para intrigas, dissenções e invejas, antes todos consideravam a todos em alta estima e desejavam apenas o bem para a comunidade.


1.2. A IGREJA É COMPARADA A UM CORPO
Em uma definição cientifica, “o corpo humano é constituído por diversas partes que são inter-relacionadas, ou seja, uma depende da outra”. Cada sistema, cada órgão é responsável por uma ou mais atividades. Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro do nosso corpo, seja para captar energia para a manutenção da vida. Movimentar os músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou se manter na temperatura adequada à vida. Isso mostra que mesmo o corpo humano se dividindo em cabeça, tronco e membros, nenhuma das partes tem vida própria ou são independente uma da outra. Todas trabalham juntas (Rm 12.3-9).

  • Esta explicação do corpo é a beleza da igreja, como esta escrito, nem todos tem a mesma função, antes todos somos diferentes na igreja, temos nosso próprio DNA, nossa impressão digital de maneira que somos únicos.
  • A igreja como um corpo também é assim, cada um de nós representa um órgão, um membro ou até mesmo uma pequena célula. Por menor que seja a estrutura no corpo, ela é importante para a manutenção da vida.
  • De nada adianta um coração bater se não há sangue para correr nas artérias e veias. De nada adianta o sangue se este não leva consigo oxigênio, nutrientes e células de defesa para preservar a saúde de todo o corpo. Os músculos não funcionam sem o estômago que tem que começar a digestão para que a comida vire energia para este músculo...
  • Poderíamos dar muitos exemplos, mas a ideia é esta, todo membro tem valor na igreja e é parte fundamental da existência dela.


1.3. A IGREJA É UM TEMPLO ESPIRITUAL.
No Antigo Testamento, essa imagem do povo de Deus como edifício do Senhor ensinava que Deus permanecia no meio do seu povo (Tabernáculo/Templo). No entanto. Deus. cuja presença é encontrada em todo o universo, não está limitado a um templo. Assim no Novo Testamento, os cristãos passam a representar o templo de Cristo. Ele é a pedra fundamental (ICo 3.11; Ef 2.20), em que a igreja de Cristo é edificada como santuário do Altíssimo (ICo 3.16), e habitação do Espírito (Ef 2.22).

  • Tabernáculo era uma tenda conhecida como a casa de Deus. Esta tenda era desmontável e acompanhava o acampamento em seus deslocamentos.
  • A adoração a Deus deveria ocorrer no tabernáculo, bem como os sacrifícios a Ele realizados;
  • Um grande templo foi erguido para abrigar a arca da aliança e servir de local de adoração a Deus. Acreditava-se que o templo era o lugar da adoração, porém Jesus em um ato profético determinou que esta forma de adoração acabaria quando teve aquele diálogo com a mulher samaritana como segue abaixo:
  • Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
  • Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
  • Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
  • Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
  • Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
  • Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
  • João 4:19-24
  • Hoje a adoração deve ocorrer em Espírito e em Verdade. O templo é um ótimo lugar para que a liturgia do culto ocorra, para que os irmãos possam disfrutar da comunhão uns com os outros, para que os testemunhos sejam compartilhados dentre várias outras funções. Porém, a verdadeira adoração se faz em Espírito de maneira que, existem muitos “crentes” que estão dentro do templo, mas os corações estão fechados para Deus.
  • De nada adianta ir ao templo se o nosso coração esta inundado com as preocupações deste mundo.


2. O FUNDAMENTO, A MISSÃO E O FUTURO DA IGREJA.
Os historiadores entendem que desde o início, havia uma forte igreja em Jerusalém dirigida e organizada pelos apóstolos. No entanto ela tem seu início já nos primeiros movimentos de pregação e ensinos de Jesus Cristo, que é de fato o fundador da igreja. Durante seu ministério, Jesus viveu como quem tinha a missão de começar uma nova comunidade. Ele, antes de qualquer nova proposta, dirigiu-se à antiga comunidade (a nação de Israel), mas esta o rejeitou (Jo 1.11-12). Então, começou a chamar um grupo de novos alunos, ou seguidores e deu-lhe os princípios normativos dessa nova comunidade (Mt 5.1-10). A partir daí, Ele designou doze homens como liderança daquele novo grupo. Esses homens ensinaram e pregaram em vários lugares os seus ensinos. E, até hoje, continuadamente Jesus está convocando os pecadores, a fim de que desfrutem das bênçãos do reino de Deus.

2.1. A IGREJA E SEU FUNDAMENTO
Apesar de sua constituição humana, a igreja de Cristo tem procedência divina, pois ela foi pensada pelo próprio Deus que a sustenta e faz com que tudo quanto projetou para ela, em sua jornada de peregrinação rumo ao Céu, realize-se. Ela é uma edificação de Deus, e como tal tem um fundamento, sem o qual não pôde ser construída e não poderá se manter de pé ou suportar a ação do tempo em suas estruturas (Mt 7.24-27). E esse fundamento é Jesus Cristo (Mt 18.13-20).

  • Se a igreja fosse obra das mãos de homens ela não resistiria ao inferno, mas por ser obra de Deus e por Ele sustentada, as portas do inferno não prevalecem contra ela;
  • Temos que entender, pregar e ensinar que Jesus é o criador da Igreja e também o sustentador dela. Além disto, a igreja existe para glória dEle e trabalha em Sua obra.
  • Há hoje muitas igrejas voltadas a um evangelho de homens, preocupada em agradar os desejos carnais, em enriquecimento e vida boa nesta terra, estão esquecendo que o centro é Cristo e o alvo é o céu;
  • Muitos hoje não desejam mais fervorosamente a volta de Jesus, ficam preocupados com as coisas deste mundo e não se consideram mais peregrinos nesta terra, antes fizeram aqui morada definitiva e estão assim acomodados e confortáveis;


2.2. A MISSÃO DA IGREJA
Antes de qualquer coisa, a igreja existe essencialmente para adorar a Deus (Jo 4.24). O ensino, a comunhão e o serviço na comunidade cristã têm exatamente essa finalidade, glorificar a Deus em toda a sua grandeza. A igreja proclama o evangelho e faz missões em todos os níveis para que o Senhor seja exaltado entre todas as pessoas e todas as nações. Então, a igreja é um grupo de pessoas redimidas que existem e vivem para a glória de Deus. Jesus disse: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). Portanto toda ação da igreja na terra é para glorificar a Deus.

  • Como falamos no tópico anterior, tudo que existe, toda a criação inclusive a igreja foi criada para glorificar a Deus.
  • Partido desta premissa, tudo o que a igreja faz, em qualquer departamento tem que ter como finalidade a glorificação a Deus;
  • Quando surgem escândalos, quando pessoas agem de má fé e exploram os membros, vemos a igreja descumprindo o seu papel principal de glorificar a Deus.
  •  

2.3. O FUTURO DA IGREJA
A igreja de Cristo, em sua jornada neste mundo, mesmo influenciada pelos poderes das trevas, tem um futuro de vitória. Ela aguarda ansiosamente, o retorno de Cristo para buscá-la. Será um maravilhoso evento. A transitoriedade histórica da igreja terá sido consumada naquele dia. A igreja estará para sempre com o Senhor Jesus, nas mansões celestiais, aproveitando o gozo e alegria do futuro celeste. A igreja não está sem direção, ela tem um caminho (Jesus), ela participa do projeto de restauração de Deus para a humanidade. A ela resta apenas a fidelidade até o dia final (Mt 10.22)

  • Esta é a nossa maior vitória, ter o nome escrito no livro da vida e ouvir o som da trombeta naquele grande dia;
  • Nada substitui esta glória, não há dinheiro, conquistas pessoais, grandes feitos que se compare a este dia.
  • Infelizmente, muitos não estão mais desejando o arrebatamento. Há pastores que estão pregando que o arrebatamento é uma grande utopia, algo imaginário e fantasioso e que na verdade o arrebatamento é individual que chegará com a morte de cada crente. Que Deus nos livre destas pregações heréticas dos últimos dias.


3. A MULHER, A POLÍTICA E A DISCIPLINA NA IGREJA
A mulher, a política e a disciplina na igreja são assuntos que ainda são difíceis de discutir com alguns cristãos. Tudo porque alguns perpetuam conceitos preconceituosos.

  • Segundo o Wikipedia: Preconceito (prefixo pré-e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".
  • As mulheres estão ganhando seu espaço na obra de Deus, mas a duras penas.
  • No Brasil e nos EUA, já existiram igrejas ditas Cristãs que não aceitavam negros em seu rol de membros.
  • Todos foram criados por Deus e estão aptos a exercer o trabalho em Sua obra.
  •  

3.1. O MINISTÉRIO FEMININO NA IGREJA
Apesar de estarmos no século XXI, ainda existe muita resistência ao ministério feminino na igreja cristã brasileira; evidentemente, por existir muitos preconceitos da parte de alguns. Entretanto, encontramos no ministério de Jesus, muitas mulheres presentes com sua relevante contribuição para a vida comunitária e a expansão do reino de Deus (Lc 8.1-3). Jesus, de certa forma, proporcionou melhores condições para a mulher na sociedade. Ele a colocou no lugar que merecia. Destacou sua importância e a necessidade de tê-las presentes, na igreja, com suas funções e habilidades. Elas aparecem na genealogia de Jesus (Mt 1.3,5,6,16), e como mulheres de destaque na preservação da história de Israel (Gn 38.12-39; Js 2.1; Hb 11.31; 2Sm 11.1-4); e ficou subtendido que mesmo as transgressoras se arrependeram de suas práticas pecaminosas, e creram na obra redentora de Cristo (Hb 11.1,2,32-40).

  • Estamos no século XXI, Jesus veio no século I, na época de Jesus a sociedade era muito mais machista do que hoje, podemos notar isto pela própria Bíblia Sagrada, mas mesmo assim Jesus fez questão de mostrar o quanto as mulheres eram importantes em Sua obra;
  • Biologicamente a capacidade do homem e da mulher em fazer a obra de Deus é o mesmo, não há distinção, mas os costumes ainda barram a maior atuação da mulher na igreja e isto só traz prejuízo para a obra de Deus.
  • O que seria da igreja sem as esposas de obreiros, das irmãs do círculo de oração, do trabalho social por elas desenvolvido. Agora imagine o quanto mais a igreja cresceria se estas irmãs pudessem assumir cargos de gestão e eclesiásticos...


3.2. O PODER POLÍTICO E A IGREJA
Erra quem pensa que não deve se envolver com a esfera política. É preciso estar a par dos assuntos civis que afetam a vida. Participar dos debates da sociedade e se envolver através do voto e da opinião emitida, é muito importante para que o crente contribua contra as impunidades e injustiças praticadas na sociedade. O crente tem que contribuir para a prosperidade de seu país, com motivações positivas e ideias inteligentes (Rm 13.1-17). O que se tem que fazer como igreja, é se manter fiel andando na verdade denunciando o pecado, seja em que esfera for, ajudando a promover a justiça, praticando através da vida a espiritualidade sadia e combatendo o mal (lPe 2.9,10).

  • Vivemos em sociedade, por este simples motivo somos seres políticos. Discutimos os rumos do país, exercemos o direito do voto, reclamamos quando o preço da carne sobe ou a lâmpada do poste em frente nossa casa queima... Devemos sim nos inteirar da política e saber o que acontece em nosso redor;
  • A igreja como agente político tem o dever de denunciar o pecado e os abusos contra os menos favorecidos, tem que ser exemplo de honestidade e transformação de vidas, mas não pode se envolver nas falcatruas tão comuns no meio político.
  • Elias, João Batista e muitos outros denunciaram os abusos dos governantes, mas não se envolveram com a corrupção que tão de perto os rodeavam.


3.3. A DISCIPLINA NA IGREJA
A disciplina cristã tem a função clássica de assegurar o bem-estar na igreja e o seu bom funcionamento. Sendo ela uma instituição divina quanto humana, ela necessita de normas para o seu bom desempenho. Em seu caráter temporal, dispõe de personalidade jurídica e obriga-se a explicitar em estatuto, e, em alguns lugares, o seu regimento interno. Na verdade, a disciplina é um pressuposto em qualquer área da vida. Além das normas, a disciplina ajuda as pessoas em seu caráter preventivo, com o ensino adequado, protegendo os cristãos para que obedeçam as Escrituras. E, é nessa rotina que a Bíblia sempre será a fonte cristalina da disciplina, ela é a base, o parâmetro, a verdade absoluta, com autonomia espiritual, para qualquer assunto que for tratado no seio da igreja de Cristo (2Pe 1.19-21).

  • Vivemos dias em que não se pode disciplinar. O pai não pode disciplinar o filho pois causa nele trauma psicológico, o professor não pode “chamar a atenção” de um aluno e muito menos reprová-lo pois isto não contribui em nada, antes o prejudica pedagogicamente.
  • Esta linha de pensamento tem chegado a muitas igrejas que não mais disciplinas seus membros quando estes pecam. Isto é grave pois esta sendo criada uma cultura de banalização do pecado e consequentemente perda de temor a Deus.


CONCLUSÃO

A igreja de Cristo tem muitos desafios a vencer. Com conhecimento necessário das Escrituras, uma vida de santidade, de comunhão com o próximo e com Deus será possível vislumbrar a vitória diante dos assuntos da atualidade. É preciso se contextualizar sem abandonar as doutrinas elementares das Escrituras. Dialogar com o mundo sem negociar os pontos cardeais de nossa fé. A vida simples, a prática das disciplinas espirituais, é do que precisamos para cumprir o nosso papel de igreja de Cristo no mundo.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

ORIENTAÇÕES BÍBLICAS CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA



LIÇÃO 9 – 02 de Junho de 2013

TEXTO ÁUREO

“O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia”. Sl 9.9

VERDADE APLICADA

A igreja tem condições fundamentais de auxiliar contra a violência doméstica. Por isso, tem que, com sua voz profética, denunciar e amparar os oprimidos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Servir como comunidade terapêutica ouvindo os oprimidos;
  • Pregar a esperança para os agredidos;
  • Ensinar a se defender dos agressores.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

  • Sl 9.3 - Porquanto os meus inimigos retrocederam e caíram; e pereceram diante da tua face.
  • Sl 9.4 - Pois tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente.
  • Sl 9.5 - Repreendeste as nações, destruíste os ímpios, apagaste o seu nome para sempre e eternamente.
  • Sl 9.6 - Oh! Inimigo! Consumaram-se as assolações; tu arrasaste as cidades, e a sua memória pereceu com elas.
  • Sl 9.7 - Mas o Senhor está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.
  • Sl 9.8 - Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão.
  • Sl 9.9 - O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.
  • Sl 9.10 - E em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam.


INTRODUÇÃO
Muitos cristãos casados que estão de forma pacífica nos assentos congregacionais, podem estar vivendo uma vida de violência doméstica sem que a igreja saiba. Geralmente, a casa se torna em ambiente de guerra, em que ambos os lados buscam táticas para a sua própria defesa. No entanto, quando a violência é praticada, em geral, é o homem forte que oprime a mulher frágil. É preciso que essas mulheres busquem ajuda na igreja, no estado ou na própria sociedade.

  • A violência doméstica, principalmente contra a mulher, é um grave problema para a sociedade e para o governo, pois impacta inclusive na assistência a saúde e jurídica;
  • Por ser algo com dados alarmantes no Brasil, infelizmente estas atitudes têm chegado aos lares cristãos. Muitas mulheres sofrem caladas.
  • Abaixo alguns dados da violência doméstica no Brasil.



Fonte: http://detetivejosecler.blogspot.com.br/2011/04/pesquisa-do-isp-revela-que-criancas-e.html

  • Cenas como a representada na ilustração abaixo, infelizmente fazem parte de alguns lares cristãos.



1. A IGREJA PODE AJUDAR OUVINDO O CLAMOR DO OPRIMIDO
À semelhança de Jesus Cristo, é preciso iniciar ajuda por escutar o grito do oprimido. Muitos irmãos não dão a mínima importância para situações de violência nos lares. Alguns pedem para que o oprimido continue orando e entregue tudo nas mãos de Deus, que na hora certa Ele agirá! Essa, na verdade é uma atitude errada que a igreja tem tomado diante de uma situação tão grave. Inicialmente, o mínimo que se pode fazer é ouvir o clamor do oprimido. A vítima tem de ser ouvida. Mas em uma situação dessas é especialmente importante que sua forma de escutar seja mais do que apenas colher informações, é necessário prover ajuda.

  • Mais do que ouvir, é necessário que o pastor observe a atitude de suas ovelhas. Uma ovelha que esta sendo oprimida, muda de atitude, fica triste, arredia. Neste caso é necessário que o pastor tenha uma atitude proativa e procure a ovelha para saber se esta tudo bem com ela.
  • As vezes, esperar ser procurado para ouvir a ovelha, pode ser que a situação já esteja desesperadora e já tenha causado muito sofrimento.


1.1. A NECESSIDADE DE AS PESSOAS SEREM OUVIDAS
É preciso ouvir as vítimas, porque, na maioria das vezes, elas não querem dialogar abertamente, por vários motivos: temem o opressor, sentem-se envergonhadas, subjugadas, etc. Em outros casos, podem considerar sua horrenda situação indigna de atenção da sociedade, consideram o seu grave problema, apenas particular, não sabem que toda a sociedade é responsável para que essa intimidação física seja inibida. Julgam-se indigna de atenção pastoral ou até mesmo de um amigo. Há aquelas que se calam, porque sentem uma vergonha tão grande pelo fato de o marido demonstrar tanto desamor, a ponto de utilizar a violência.

  • Além de todas as informações dadas pelo comentador que considero importantes de serem discutidas na aula, outro fator extremamente importante é a acessibilidade do pastor e da esposa do pastor.
  • A pessoa em desespero com necessidade de se abrir para alguém tem que encontrar no pastor e na sua esposa, pessoas que inspirem confiança (segurança de que aquela conversa não será divulgada a terceiros) e cortesia no trato e nas respostas.


1.2. ATITUDES CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Após ouvir o oprimido, chegou a hora de prestar ajuda ao necessitado, pois o escutar bíblico está ligado à ação. Afinal, a vítima está em perigo. Então é preciso agir em favor da libertação daquela que está cativa da violência. Como bem disse o salmista: “Tu Senhor ouves a súplica dos necessitados; tu os reanimas e atendes ao seu clamor” (Sl 10.17 NVI). Paul David Tripp, pregador e mestre na área da família, orienta com as seguintes atitudes: “conduzir a vítima para um exame médico, chamar a polícia ou providenciar local seguro para que a pessoa violentada fique provisoriamente”. Ainda diz: “Se o lar for potencialmente perigoso, é sábio informar ao agressor que sua esposa revelou a violência e está em lugar seguro e secreto. Talvez seja apropriado encorajar a mulher que sofreu a violência a tomar atitudes legais, para que a autoridade civil, que Deus constituiu, possa ser acionada para ajudar a trazer um fim para esse mal” (Rm 13.1-5).

  • Estas atitudes quando chegam ao conhecimento do pastor é porque já duram muito tempo. A pessoa que sofre violência passa por fases até ter a coragem de as abrir para alguém.
  • As fases da situação de violência doméstica compõem um ciclo que pode se tornar vicioso, repetindo-se ao longo de meses ou anos.
  • “Primeiro, vem a FASE DA TENSÃO, que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, cheios de insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos. Em seguida, vem a FASE DA AGRESSÃO, com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. O agressor atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés, ou às vezes usa objectos, como garrafa, pau, ferro e outros. Depois, é a vez da FASE DA RECONCILIAÇÃO, em que o agressor pede perdão e promete mudar de comportamento, ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhoso, bonzinho, traz presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer. É muito comum que esse ciclo se repita, com cada vez maior violência e intervalo menor entre as fases. A experiência mostra que, ou esse ciclo se repete indefinidamente, ou, pior, muitas vezes termina em tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.” http://www.icieg.cv/article/36
  •  Ao saber de qualquer situação, devemos incentivar a pessoa a denunciar, caso ela não queira e a situação seja grave e de seu conhecimento, você tem a obrigação de denunciar. Isto pode ser feito pelo 190 ou 180.



1.3. A LIDERANÇA E A IGREJA DEVEM SE POSICIONAR
A família que está sofrendo a violência e a sociedade que assiste a ela precisam saber da posição da igreja em relação à violência doméstica, porque a opinião da igreja deve refletir a opinião de Deus. A igreja de Cristo pensa com a mente de Jesus. O marido precisa saber que a igreja considera muito seriamente a questão da violência familiar, e, por ter tal pensamento, age para proteger a esposa, e, ao mesmo tempo, a auxilia espiritualmente, além de responsabilizá-lo pelo seu crime.

  • Como falamos no tópico anterior, é obrigação da igreja denunciar!
  • Agora, mais do que denunciar, é preciso dar apoio para as vítimas de violência e a igreja precisa se preparar para isto, não pode ser pega de surpresa.


2. O VALOR DA ESPERANÇA PARA OS QUE SOFREM VIOLÊNCIA
É primordial que a vítima ouça uma mensagem de esperança. O salmista entendia o valor da esperança quando disse: “Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade” (Sl 71.5). A pessoa violentada não pode achar que o Senhor a desprezou, e a igreja precisa identificar a oportunidade de discipular não somente a vítima, mas toda a congregação. Deus não é indiferente ou distante à situação, e nem o evangelho ensina que o opressor não pode ser combatido. É hora de anunciar que é bem aventurado o que tem fome e sede de justiça (Mt 5.6).

  • A esperança dever vir da igreja!
  • É obrigação dos irmãos animarem a vítima de violência não só com palavras mas com atitude.
  • Uma igreja que vive ajudando uns aos outros e preocupa-se com o bem estar do seu irmão, consegue conquistar a confiança do desesperado e dar esperança de dias melhores.


2.1. DEUS SE LEMBRA DO OPRIMIDO
Deus tem trabalhado na história dos oprimidos. Por isso, a mulher que está sendo violentada tem de saber da ação de Deus na vida das pessoas que um dia alcançaram libertação. Mas ela só irá experimentar essa liberdade através da ação da igreja, que é o braço de Deus para os oprimidos. A lembrança de Deus passa pela lembrança da igreja. O povo de Deus não pode se esquivar dessa realidade social, porque, por trás dessa calamidade, está a mão maléfica de Satanás (Jo 10.10).

  • Através da ação da igreja: Deus é poderoso para agir quando quiser, mas Ele prefere fazer isto através de nós. Ele escolheu nos usar para fazer sua vontade na terra. Foi nos dada a missão, como igreja, de cumprir os desígnios de Deus.
  • Sendo assim, orar é importante, mas pedir sabedoria para agir bem, ouvir, aconselhar e prover ajuda é igualmente importante.


2.2. O SENHOR JESUS E O SOFRIMENTO HUMANO
As pessoas sofrem; os humanos não têm somente uma dor. Em uma análise mais profunda, o sofrimento é mais do que uma dor, são várias as formas de dor identificadas por médicos. As pessoas lutam contra as suas formas de dor, quer sejam psicológicas (emoções e pensamentos difíceis), quer sejam físicas (sensações desagradáveis), quer sejam mentais (memória que perturba suas necessidades), etc. As pessoas violentadas experimentam essas dores. No entanto, é preciso lembrá-las, que Jesus se identifica com elas. Ele experimentou a violência pelo seu povo, e depois foi assassinado.

  • O sofrimento faz parte da vida do homem, porém a presença do Espírito Santo na vida dos convertidos traz esperança e conforto da vida eterna.
  • O mundo é mal, o pecado corrói e destrói tudo que é belo, por isto devemos anunciar as boas novas do evangelho e a esperança da vida eterna.
  • Nosso descanso não é aqui! Muitos crentes da atualidade têm vivido suas vidas de fé como se Jesus não fosse voltar. Devemos desejar todos os dias à volta de Jesus. Maranatha, ora vem Senhor Jesus.


2.3. A ESPERANÇA PARA OS QUE SOFREM
A esperança é a segunda das três virtudes teologais, ao lado da fé e da caridade (1 Co 13.13) – representa-se por uma âncora, (Hb 6.17-19). Ela é tão importante, que, até nos ambientes não religiosos, há quem comente o seu valor. Num mundo asfixiado por estresse, consumismo, novas formas de escravidão, desespero, etc.; num mundo em que a falta de esperança se tornou um fenômeno social, é preciso, mais do que nunca, para continuar vivendo, redescobrir as razões da esperança. É nesse ambiente de caos que a esperança aparece como uma âncora. A vítima da violência doméstica deve, então, apegar-se a ela.

  • Este tópico já foi comentado no anterior.
  • Vale ressaltar que a fé a caridade e a esperança funcionam como um tripé, se um deles faltar, tudo desmorona.
  • Cremos em um futuro melhor, pois temos fé que gera em nós esta esperança.
  • Agimos com caridade, pois temos um Senhor que nos amou primeiro e nos ordenou que amássemos a Ele acima de todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
  • Ainda que a figueira não floresça, ainda assim confiarmos em Deus pois mesmo que a morte chegue, temos a esperança de uma vida eterna em um corpo incorruptível em uma linda cidade e na presença eterna de nosso Senhor.


3. AS FERRAMENTAS PARA DESARMAR O AGRESSOR
Diante da violência dominante, não há como ficar apático. É preciso tomar atitudes que possam ajudar não somente a vítima, mas o agressor para o caminho da recuperação. A igreja deve cumprir seu papel profético de anunciar a injustiça sempre, estar do lado do oprimido, e orientar o opressor para sua transformação. Nunca deixando de ensinar as consequências do pecado da cólera, que gera violência.

3.1. A IGREJA COMO PORTA-VOZ DOS OPRIMIDOS
Informações recentes dizem que o Brasil lidera o ranking mundial de violência contra a mulher. De acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade de Vitimologia Internacional, 25% das mulheres brasileiras sofrem violência, e 70% das mulheres assassinadas foram vítimas dos próprios maridos. Os dados revelam também que, em média, a mulher só denuncia a violência depois da décima agressão. A igreja deve levantar-se como voz profética para denunciar a violência na sociedade, principalmente, aquelas que acontecem no meio do povo de Deus, em que maridos violentos, trajados de cristãos, com ataques de fúria e acostumados a praticar esse delito, continuam agredindo suas esposas.

  • Este tópico já foi comentado nos tópicos anteriores, vale a pena reforçar que, mesmo não parecendo, infelizmente é comum a agressão a mulheres em nosso país.
  • Caso esta violência aconteça na igreja ou nas comunidades próximas, a igreja não pode de forma alguma se calar perante tal covardia, é obrigação da igreja denunciar o agressor e prover apoia ao agredido (a).


3.2. A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA AGORA É CRIME
A Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, sancionada em agosto de 2006, a Lei nº 11.340 possibilitou avanços, mas ainda há muito a conquistar. A maior conquista da lei foi a conscientização da população de que a violência contra a mulher é um crime. “A violência deixa de ser uma coisa natural, que acontecia com nossos pais e avós, e agora passa a ser um crime. A sociedade não tolera mais violência contra a mulher”, afirmou a subsecretária de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

  • Seria interessante explicar porque a lei tem este nome, segue um breve relato:
  • O caso nº 12.051/OEA, de Maria da Penha Maia Fernandes, foi o caso homenagem à lei 11.340. Ela foi espancada de forma brutal e violenta diariamente pelo marido durante seis anos de casamento. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la, tamanho o ciúme doentio que ele sentia. Na primeira vez, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e afogamento. Após essa tentativa de homicídio ela tomou coragem e o denunciou. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado, para revolta de Maria com o poder público.
  • Em razão desse fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem), juntamente com a vítima, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que é um órgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação desses acordos internacionais.
  • Essa lei foi criada com os objetivos de impedir que os homens assassinem ou batam nas suas esposas, e proteger os direitos da mulher. Segundo a relatora da lei Jandira Feghali “Lei é lei. Da mesma forma que decisão judicial não se discute e se cumpre, essa lei é para que a gente levante um estandarte dizendo: Cumpra-se! A Lei Maria da Penha é para ser cumprida. Ela não é uma lei que responde por crimes de menor potencial ofensivo. Não é uma lei que se restringe a uma agressão física. Ela é muito mais abrangente e por isso, hoje, vemos que vários tipos de violência são denunciados e as respostas da Justiça têm sido mais ágeis. Fonte: wikipedia.


3.3. NÃO SE DEIXAR DOMINAR PELO SENTIMENTO DE REVANCHE
Segundo Paul David Tripp, um texto-chave das Escrituras para essa questão seria Romanos 12.21: “Não te deixes vencer o mal, mas vence o mal com o bem”. Uma mulher forte no Senhor não se levanta na própria justiça. Ela se levanta na justiça de Cristo, portanto, não precisa se deixar dominar por nenhum sentimento de vingança (Rm 12.19), pois o agressor pode vir a ser transformado e procurar a reconciliação. A reconciliação começa no perdão. Se a vítima quiser perdoar o agressor, é um direito que lhe cabe, mas é importante rever se aquele que praticou a violência está de fato transformado. Pelos seus frutos o conhecereis (Mt 7.20).

  • Este é um tópico extremamente importante. Por mais que a agressão seja uma covardia, algo sem explicação e que causa grande repulsa, o fim de um casamento pode ser algo igualmente traumático.
  • A dissolução do matrimônio não é da vontade do Senhor, mas a violência doméstica também não. Em situações que haja transformação do agressor e que caiba o perdão, o melhor caminho é a reconciliação.
  • Infelizmente não são todos os casos que o cônjuge esta disposto a reconciliar, ou quando o faz, faz de maneira fingida e logo logo volta a praticar as agressões, neste caso o agredido (a) tem que se defender e se afastar do agressor.


CONCLUSÃO:

A violência doméstica é tão danosa ao relacionamento matrimonial quanto o adultério, dizem os especialistas. Não se podem negar os problemas causados às vítimas. No entanto a esperança de recuperação da vítima e do agressor não deve ser subestimada. A graça transformadora de Deus pode alcançar essas pessoas. Isso não quer dizer que o agressor não deva responder pelos seus atos. Mas o Senhor pode, com seu poder, trazer recuperação para as famílias através das ações amorosas do povo de Deus.