sexta-feira, 19 de julho de 2013

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO FAMILIAR RESPONSÁVEL

LIÇÃO 3 – 21 de Julho de 2013

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO FAMILIAR RESPONSÁVEL

TEXTO AUREO
 “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” Lc 14.28

VERDADE APLICADA
Avaliações constantes, minuciosas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar, são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
  • Mostrar a importância do planejamento familiar;
  • Consolidar nos crentes a certeza de que com planejamento adequado, mesmo nos dias atuais, podemos edificar ou reedificar bases sólidas para nossas famílias;
  • Ensinar que o planejamento familiar inclui o preparo dos pais para forjar nos filhos o caráter de Cristo, de modo a que rejeitem o mal, agindo com justiça e retidão.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
  • Lc 14.28 - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
  • Lc 14.29 - Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele.
  • Lc 14.30 - dizendo; Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
  • Lc 14.31 - Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?


INTRODUÇÃO
Se perguntarmos a qualquer pessoa o que é planejamento familiar, possivelmente obteremos a seguinte resposta: “Planejar a família é fazer os cálculos de quantos filhos o casal pode sustentar e educar sem depender de terceiros, ou da caridade pública”. Isto é apenas parte da verdade e representa somente uma das etapas do projeto. Para chegarmos ao tão almejado planejamento, não devemos negligenciar etapas importantes, como veremos a seguir:

1. PROJETANDO A FAMÍLIA
Para imitarmos ao Senhor na constituição da família, precisamos abrir mão da maneira de pensar mundana, caso já se tenha instalado em nossa mente, e permitir que o Espírito de Cristo suplante todo nosso entendimento carnal para vivermos inconformados com este mundo. O pensamento terreno acerca da família é frontalmente contra os princípios bíblicos, por isso os filhos de Deus devem se orientar biblicamente;

  • Temos que ter a mente de Cristo que é obtida mediante a transformação pelo Espírito Santo. Veja o que diz o versículo abaixo.
  • “Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.
  • Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois
  • "quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? " Nós, porém, temos a mente de Cristo.”
  • 1 Coríntios 2:14-16


1.1. QUANTO AO DESEJO
Os cristãos não devem esperar que os filhos cresçam para educá-los a respeito da família. É preciso ensinar-lhes desde a mais tenra infância a amar o lar como o melhor lugar do mundo e a que aspirem edificar uma família como sendo a realização mais importante das suas vidas (Pv 22,6). Pais, invistam na espiritualidade, na vida com Deus, no aperfeiçoamento do caráter, nos relacionamentos domésticos, nos sentimentos nobres, nos desejos dignos e elevados, nos estudos, no desenvolvimento dos talentos e na vida profissional dos filhos e levem-nos a buscar a estabilidade econômica em função da família que irão formar. Ensinem-nos a conter os desejos carnais de modo a que não cheguem ao casamento contaminados por relacionamentos anteriores, com incontinência sexual, que é a mãe da infidelidade conjugal, ou sem que estejam prontos para levar adiante e com êxito o maior, o mais belo e o mais significativo empreendimento da vida humana: a família.

  • Estes tópico explica-se por si só, vale a pena comentar apenas que estamos vivendo em uma época onde ser esperto é vantagem, onde a corrupção e a desonestidade são coisas normais, devemos ensinar insistentemente a nossos filhos que este não é o caminho correto, que isto ofende a Deus e fere as pessoas ao nosso redor.
  • Os casais devem pensar na educação dos filhos antes que estes sequer tenham nascido, inclusive orar pelos seus futuros filhos. Não podemos esquecer porém que o exemplo e o bom testemunho é uma poderosa ferramenta de educação;
  • Planejamento financeiro é outro ponto crítico, muitos casamentos terminam antes do primeiro ano por problemas financeiros, a busca de uma atividade profissional deve ser estimulada pois esta vai além da independência financeira, ela está ligada a felicidade da futura família.


1.2. QUANTO AO TIPO
Os jovens devem conceber em suas mentes e corações o tipo de família que querem constituir. É a concepção correta do que se deseja que possibilita o planejamento adequado à realização daquilo que se anela. Os moços que querem uma família unida, harmoniosa, disciplinada, bem sucedida e com todos os membros servindo a Deus, precisam fazer uma avaliação do que são, do que fazem e do que têm, para averiguar se é suficiente para a execução do projeto de vida deles. Devem procurar um par que tenha projeto semelhante e que preencha as condições básicas para levá-lo a concretização.

  • Uma boa família começa com a boa escolha do seu futuro cônjuge. Se a pessoa ainda não é casada ela tem tudo para fazer uma ótima escolha. Boate, festas, bailes são péssimos lugares para se encontrar a pessoa dos seus “sonhos”, quem procura um par nestes locais começou procurando no lugar errado;
  • Os hábitos do futuro cônjuge também são dignos de ser observados. Se a pessoa é mal educado com os pais, é preguiçoso, gosta de dormir até tarde e vai mal na escola, a probabilidade de ser um péssimo cônjuge é muito grande, fuja disto...
  • Aos que já são casados, o melhor caminho é a transformação da mente pelo poder do Espírito de Deus. A pessoa que se entrega sem reservas a Cristo experimenta uma tão profunda transformação que todo o seu lar é impactado pela graça de Deus.


1.3. QUANTO AO PROPÓSITO
Os desígnios de Deus para a família já estão determinados (Dt 26.19; Is 43.7), Portanto, os propósitos do crente têm que ser subordinados aos de Deus. Defina os meios como sua família poderá atender àquelas resoluções. Imite, obedeça, honre e glorifique a Deus. Peça a Deus que o transforme, que o faça parecido com Ele. Permita que Cristo o transforme na imagem e semelhança de Deus. Assim você poderá criar filhos que glorifiquem ao Criador: imitando, obedecendo, respeitando e honrando os pais como você aos seus, a seu cônjuge e a seu Deus (lCo 11,1; Ef 5,1). Se já se casou e tem filhos, mas percebe que as coisas não foram ou não estão sendo feitas do modo correto, procure acertar de hoje em diante, Certamente Deus será com você.

  • Mt 6.33 diz que Devemos buscar o reino de Deus e a Sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas. Dentre as demais coisas com certeza podemos citar a nossa família.
  • Não há como edificar o lar antes de buscar a Deus, o contrário deve ser feito. Se formos imitadores de Deus, nossos filhos terão em nós exemplos e nos imitarão também e assim nossos netos, bisnetos...
  • Permita que Deus transforme sua vida conforme a vontade dEle e submeta-se a Sua vontade e verá como as demais coisas são automaticamente acrescentadas em sua família.


2. EDIFICANDO AS BASES PARA A FAMÍLIA
Depois que o pecado entrou no mundo, ninguém jamais encontrou condições favoráveis para construir um novo lar. O estrago foi feito e atingiu a todos, A situação piora a cada dia. Mas em Cristo fomos gerados de novo, numa semente incorruptível. Podemos edificar bases sólidas para os nossos descendentes, na viva esperança de que nós e eles formaremos famílias do agrado de Deus (IPe 1.3:23). Pode ser que você venha de uma estrutura familiar falida, ou tenha crescido fora dos laços familiares, tenha sido abandonado quando criança, ou seus pais não sejam cristãos, conheceu a Cristo depois de já ter constituído um lar, ou, sendo cristão, se tenha descuidado ao seguir os princípios bíblicos na formação e conduta da sua casa... Quem sabe teve a felicidade de haver sido criado por pais crentes e exemplares? Qualquer que seja o caso, quem quiser ter condições de formar uma família e conduzi-la à plenitude de vida, terá que:

  • O pecado entrou no mundo e o pai da mentira opera diuturnamente para destruir a família que é a base da igreja;
  • Quantas leis controversas, quanto incentivo ao divórcio, novos formatos de famílias com pessoas do mesmo sexo... Diante de tudo isto, só resta a igreja se manter firme na doutrina e bons costumes para que nossos filhos aprendam no bom caminho e se mantenham nele até o fim.


2.1. ORGANIZAR A VIDA PARA A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA
A organização da vida para iniciar uma família inclui: corrigir possíveis falhas de comportamento e caráter, que certamente poderão ser reproduzidas pelos filhos (lembre-se, uma única semente pode produzir centenas e até milhares de frutos, o mesmo ocorre com a reprodução do pecado e do comportamento pecaminoso); resolver problemas de relacionamento, seja com os pais, irmãos, amigos, vizinhos, namoro ou casamento anterior (descobrir porque acabou, para não incorrer em outro fracasso); rever a relação com o princípio de autoridade (filhos não reconhecem a autoridade de pais que não aprenderam a submissão) e ser um verdadeiro adorador interessado em cumprir os desígnios de Deus.

  • Falhas de comportamento: A forma como agimos diante das autoridades, os comentários que fazemos sobre os governantes, a polícia, os pastores e até mesmos os nossos chefes podem servir de péssimo exemplo e incentivo aos nossos filhos.
  • A forma truculenta de corrigir, a falta de carinho com o cônjuge, a implicância com outros irmãos, parentes e vizinhos, tudo isto é observado e serve de péssimo exemplo para nossos filhos;
  • Se algo deu errado em um relacionamento passado, seja namoro, noivado ou casamento, mesmo que tenha sido algo doloroso que traz sofrimento ao ser lembrado, deve se analisar porque acabou, quais os motivos, pode ser que a culpa foi sua, desta forma, uma correção urgente é necessária para que não se repita.


2.2. CRIAR E/OU REUNIR CONDIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA
A criação é o conjunto de condições para a edificação de uma família, abrangem: formação educacional e profissional dos candidatos a marido e pai, esposa e mãe; arrumar e manter um emprego ou outro meio de vida suficiente para o casal e para os filhos que virão; pagar as dívidas...; aquisição de imóvel para residência da família (pagar as prestações do imóvel é sempre mais seguro e prudente do que pagar aluguel ou morar na casa dos sogros); começar o mais cedo possível alguma modalidade de poupança e/ou investimento que possa ser utilizado em alguma emergência, ou nas férias com a família, na educação formal dos filhos e até para deixar uma herança para eles (Pv 13.22). Estas providências, entre outras, devem ser tomadas pelos que temem a Deus, muitas delas até antes de se casarem e algumas devem perdurar por toda a vida.

  • Planejamento financeiro: Os cristãos estão estudando mais, estão se preparando mais para o futuro e isto é muito importante. Já se foi a época em que se pensava que crente não podia estudar pois ele iria se desviar dos caminhos de Deus;
  • Hoje o que não falta no Brasil são oportunidades de qualificação profissional, seja em cursos técnicos, profissionalizantes e cursos superiores, ao candidato que realmente se interessa, haverá uma porta aberta para ele;
  • O planejamento envolve prioridades, a compra da casa deve estar em primeiro plano pois é uma segurança e a aquisição de um patrimônio para a vida toda. O carro, mesmo sendo um item importante, não é prioridade para quem não tem casa.


2.3. AVALIAR SE O QUE FOI E ESTÁ SENDO FEITO É BOM E SUFICIENTE
Avaliações constantes, minuciosas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar garantirão a tranquilidade, a paz, a segurança e o sucesso da família. Imitemos a Deus também nisto. Ele só formou o homem depois de cumprir e conferir todas as fases do Seu plano de ação e providências na edificação de bases bem sólidas para o desenvolvimento e frutificação da humanidade (Gn 1.4a, 10b, 12b,18b, 21.b, 25b). Se o Deus Todo Poderoso conferiu cada etapa da sua criação, por que nós, meras criaturas falíveis e mortais, não faremos o mesmo?

  • Feedback é a expressão em inglês usada por empresas para rever seus procedimentos e ver se tudo está nos “trilhos”. Devemos ter um grande apetite por feedback, isto é, pela revisão de nossos passos para detectar possíveis tropeços no caminhar;
  • A reflexão sobre o que não deu certo nos permite criar estratégias para que possamos nos corrigir no futuro.


3. CAPACITANDO OS FILHOS PARA UMA VIDA COM PROPÓSITO
Precisamos considerar que Deus tem propósitos específicos para nossos filhos. É importante agir como Manoá, que orou ao Senhor para que Ele lhe ensinasse como deveria criar Sansão (Jz 13, 8,12). Ainda que não consigam entender completamente a extensão do propósito para o qual estão sendo educados, crianças e adolescentes reagem melhor à educação e à disciplina se forem informados do porquê de cada ação educativa e disciplinar a que forem submetidos. Podemos educar nossa família para fins específicos:

  • Existe uma grande diferença entre constranger e educar. Tem pais que apenas constrangem e punem seus filhos quando estes fazem algo errado, mas não os educam, não explicam o porquê daquele castigo ou daquela bronca.


3.1. ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO ESPIRITUAL E MORAL
Candidatos ao casamento precisam receber uma sólida educação espiritual para que sejam capazes de: a) produzirem nos descendentes uma consciência profunda da pecaminosidade humana, através de confiança incondicional no amor e na misericórdia de Deus e dependência total do Espírito Santo; b) levarem os filhos ao desejo e desenvolvimento do caráter de Cristo; c) rejeitarem o mal; d) agirem com justiça e retidão; e) amarem a verdade e dizê-la; f) serem benevolentes, misericordiosos, altruístas, fiéis, leais e equilibrados. Estas, entre outras virtudes cristãs.

  • Os casais devem ter plena consciência da pecaminosidade humana e das astutas ciladas do inimigo sobre a família. A consciência do mal permite aos filhos fugirem de tudo que é aparência do mal;
  • A confiança incondicional em Deus e no Seu amor leva aos casais terem esperança no futuro e uma fé duradoura em meio as lutas;
  • Como já falamos anteriormente, vale a pena investir em exemplo para os filhos, devemos como pais buscar o caráter de Cristo para que nossos filhos vejam isto e queiram ser nossos espelhos.


3.2. ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO HUMANA
Esta deve se constituir num dos principais investimentos dos pais em si mesmos e nos filhos. Por ela, as gerações vão legando, umas às outras, as experiências, os conhecimentos, a cultura acumulada ao longo da história, permitindo tanto o acesso ao saber sistematizado, como a produção de bens necessários à satisfação das necessidades humanas. Porém, a educação formal - aquela adquirida na sala de aula - não é neutra em matéria de fé, religião, valores e princípios morais e espirituais e propósito da vida. Por conta disso, pais cristãos devem ser primorosos no cuidado, e acompanhar de perto a educação das crianças, para ensinar-lhes a detectar o mal e rejeitá-lo, a compartilhar a fé, a ética, os princípios e valores cristãos, a fim de levarem os colegas e professores a Cristo e ao conhecimento do propósito de Deus para eles. Lembrem-se: Se a criança, o adolescente ou o jovem cristão não forem ensinados ao ponto de se tornarem capazes de influenciar os colegas não cristãos, certamente serão influenciados por eles, que farão de tudo para desviá-los do propósito de Deus.

  • Como já dissemos, a educação transforma a vida do homem e consequentemente das famílias. Não é só aprender uma profissão e sim tornar-se um ser pensante e crítico capaz de reconhecer e transformar a sociedade onde vive;
  • Infelizmente a maioria das instituições de ensino não priorizam o ensino religioso, antes lançam teorias e filosofias que combatem o pensamento cristão;
  • Dê preferência a escolas cristãs, se estas tiveram qualidade é claro, caso contrário, seja mais criteriosos quanto a sua participação na vida escolar de seu filho, procure saber o que ele está aprendendo e esteja pronto a corrigir algum desvio do nosso pensamento cristão.


3.3. ATRAVÉS DA REUNIÃO DE RECURSOS MATERIAIS
Isto não significa juntar dinheiro suficiente para que os filhos não precisem trabalhar. Mesmo no Éden, o homem tinha um trabalho a realizar (Gn 2.15). Reunir recursos materiais para os filhos é dar a eles o suficiente para que comecem uma vida independente dos pais. Não será a quantidade destes recursos que determinarão o sucesso deles, mas a capacitação que lhes dermos para abraçarem um propósito, definirem as prioridades em função daquele propósito e administrarem a fé, o tempo, as energias, as emoções, o aperfeiçoamento pessoal, os recursos e o dinheiro de modo a alcançarem o alvo.

  • "Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO" ( Max Gehringer)
  • Recursos financeiros são necessários para prover meios dos filhos tornarem-se independentes um dia, não significa que eles ficarão sempre na “barra da saia” da mão ou comendo as custas dos pais, antes eles devem ser instruídos para que um dia tomem as rédeas de suas vidas.


CONCLUSÃO

Que cada pai e mãe possam ajudar seus filhos a não dispensarem as etapas fundamentais na formação da família. Que os princípios norteadores aqui discutidos possam ajudar a edificar as bases do lar que são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

APLICANDO PRINCÍPIOS DIVINOS À DISCIPLINA FAMILIAR

LIÇÃO 2 – 14 de Julho de 2013

APLICANDO PRINCÍPIOS DIVINOS À DISCIPLINA FAMILIAR

TEXTO AUREO
“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”. Hb 12.11

VERDADE APLICADA
Uma vez aplicada com sabedoria na escolha dos métodos e da ocasião adequados a cada caso e, sendo executada com amor, misericórdia e graça, os resultados da disciplina serão eficientes e duradouros.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Reafirmar que o único modo de obtermos sucesso na formação e criação de nossas famílias é imitando a Deus;
Enfatizar que no lar onde o marido e a esposa recepcionam sem reservas o Divino Agricultor, nascerão e se desenvolverão filhos para o louvor, a honra e a glória de Deus;
Entender que o processo de disciplina na família é um processo que exige paciência.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Gn3.9 - E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?
Gn 3,10 - E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
Gn 3.16 - E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Gn 3.17 - E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
Hb 12.11 - E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.


INTRODUÇÃO
Não bastou a Deus criar uma habitação para o homem e provê-lo de todos os meios de vida e de desenvolvimento. O Senhor também decidiu que acompanharia de perto a humanidade, que a disciplinaria, a corrigiria quando necessário fosse, e a restauraria quando ela viesse a se corromper. Ele tomou todas estas medidas e ordenou que fossem registradas para que nós pudéssemos imitá-lo também, na disciplina de nossas famílias. No entanto, é muito comum as pessoas confundirem os métodos de aplicação com a disciplina propriamente dita.

  • Estamos diante de uma lição um pouco mais complexa e difícil de explicar aos nossos alunos, porém te convido a dedicar um pouco mais dado a importância deste tema para os dias atuais;
  • Deus quando criou o homem, decidiu acompanha-lo em todas as sua existência, Ele nunca nos abandonou, pena que o contrário aconteceu, o homem abandonou a Deus;
  • Foi nos dado também o livre arbítrio onde temos a liberdade de fazer as nossas escolhas, inclusive de negar o Criador e não crer em Sua existência.
  • O problema é que as escolhas do homem as vezes ferem a Deus, sendo assim Deus age com correção e disciplina para os que o seguem.
  • Igualmente Deus age com ira e vingança para aqueles que o ofendem, sendo que a justiça de todas as coisas será aplicada no fim dos tempos. Todos darão conta de seu mau perante Deus.


1. DEFINIÇÃO DE DISCIPLINA
Vem da mesma etimologia da palavra discípulo, de seguidor: cristãos são aqueles que seguem a disciplina de Cristo. Também é chamado de disciplina o conjunto de matérias que formam uma ciência, uma área de conhecimento. Os que se dedicam ao estudo de uma ciência e se graduam nela são chamados pelo nome da disciplina que escolheram: teólogos, matemáticos, geógrafos, médicos, pedagogos, cientistas sociais e etc.

  • Pelo teor da lição, disciplina pode ser definida como punição ou correção a uma atitude inadequada. Na igreja usamos muito o termo: “O irmão foi disciplinado” isto é, ele foi corrigido devido a uma infração que cometeu.


1.1. O SENTIDO MAIS AMPLO DE DISCIPLINA
Em sentido amplo, disciplina envolve a formação do caráter, da cidadania e da consciência do ser humano e pode ser percebida no conjunto de princípios, valores, ensinamentos e regras seguidos por uma pessoa, comunidade, instituição, profissão, etc. A disciplina religiosa, a filosófica e a moral são comumente chamadas de doutrina. Os códigos de ética das profissões são a sistematização da disciplina comportamental que os profissionais devem seguir.

  • Sem disciplina, sem correção, não se forma um bom caráter. O caráter está sempre em formação, sendo assim, a disciplina é necessária para a formação de um bom caráter;
  • Temos um exemplo no Brasil de um filho que não teve disciplina, infelizmente sua vida até virou filme, falo do Cazuza, um jovem mimado que não tinha limites e que contraiu AIDS tendo um fim muito triste;


1.2. DEFINIÇÃO DE MÉTODO
É o caminho ou processo racional para atingir um fim específico, Para aplicar determinado método é necessária prévia análise dos objetivos que se pretende atingir, as situações a enfrentar, os recursos e o tempo disponíveis, e por último, das várias opções possíveis. Trata-se, pois, de uma ação planejada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e de antemão conhecidos. A Pedagogia chama de métodos os diferentes modos de proporcionar uma dada aprendizagem. O método não diz respeito ao fim que se deseja alcançar nem aos vários saberes que são transmitidos, mas sim ao modo como se pode atingir o objetivo pretendido ao realizar a transmissão do conhecimento.

  • Resumindo, há várias formas (métodos) de disciplinar alguém por um erro cometido, porém a escolha do método depende do objetivo que se quer alcançar.
  • Além do objetivo, deve-se pensar nas consequências do método escolhido para disciplinar. Por exemplo, disciplinar alguém em público (até mesmo ao microfone) pode causar um dano enorme e não permitir atingir o objetivo proposto.
  • Não é só disciplinar, a forma (método) de se fazer isto focando o objetivo que se quer atingir leva a uma maior porcentagem de acerto.


1.3. DISCIPLINA E MÉTODO
A disciplina e os meios de aplicá-la são inseparáveis, a ponto de, como foi dito na introdução deste tópico, muitas vezes ser confundida com os métodos de sua aplicação. Em Jó 36.10, Eliú fala da doutrina de Deus, da disciplina propriamente. Em Provérbios 23.13, 14, Salomão aponta um método de levar a criança a obedecer à disciplina que pode livrá-la do inferno. Em Hebreus 12.8 o escritor chama correção de disciplina. Paulo, em Efésios 6.4, refere-se à disciplina e aos métodos de sua aplicação: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos (método errado de aplicar a disciplina), mas criai-os na doutrina (disciplina) e admoestação do Senhor (método correto de aplicar a disciplina)”.

  • Vejamos o que diz Pv 23.13-14: “Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura.”
  • Fica claro aqui que a criança deve ser disciplinada, o problema é que hoje existem teorias que dizem que as crianças não podem passar por disciplina pois tornam-se seres psicologicamente afetados e que desenvolverão sequelas psíquicas e traumas que as tornarão rebeldes e revoltadas na vida adulta;
  • Se olharmos a educação das crianças e adolescentes em nossas igrejas, constatamos facilmente que estas teorias não funcionam. É comum crianças mau educadas com pais “liberais”.
  • O contrário também existe, é triste ver uma criança acuada com “medo” dos pais, sinal de que sofre de violência física e psicológica. Esta criança não é obediente, antes tem nos pais verdadeiros terroristas e têm um grande medo deles.
  • Como foi dito, os pais não devem irritar seus filhos, existem pais que são verdadeiros mestres na arte da irritação, sempre zombam dos filhos, apontam seus defeitos, corrigem de forma exagerada, são agressivos, usam de sua autoridade para humilhar os filhos e ainda não são capazes de elogiar quando estes fazem algo certo...
  • Criar os filhos na doutrina (disciplina) e admoestação do Senhor é mostrar, pela Bíblia, que aquelas atitudes não agradam a Deus nem aos pais e que por isto ele deve mudar de atitude. Mostrar ainda que o maior prejudicado por estas atitudes é ele mesmo pois o que plantamos fatalmente colheremos.


2. ACOMPANHAMENTO PRESENCIAL DA DISCIPLINA
Deus preparou o Éden com todo o conforto, segurança, abundância de recursos e o entregou a Adão e sua esposa. O casal não tinha necessidade alguma nem corria risco, exceto o de fazer uma escolha equivocada; no entanto Deus os visitava todos os dias. Oferecia-lhes Sua maravilhosa companhia enquanto os ouvia contar de como estavam se saindo e o quanto se deleitavam com cada descoberta (Gn 3.8). Naturalmente o Criador não precisava usar nenhum destes expedientes, visto que, sendo Deus, não carecia da companhia humana nem de se informar através de relatórios, pois é onisciente. Mas Deus não levou em conta a Si mesmo, e sim o Homem, que dada a sua condição de criatura, precisava da assistência do Criador. Assim como a presença divina é necessária à humanidade, a presença dos pais é necessária aos filhos para:

  • O amor de Deus é tão grande que Ele se preocupou em se fazer um de nós para que pudéssemos ser salvos. Deus se revela a nós não para que Ele nos compreenda e nos conheça, mas para que nós, em nossa pequenez possamos compreendê-lo e sentirmos protegidos por Suas poderosas mãos.
  • A visita a Adão e Eva é para que eles presenciassem o carinho e o amor do Pai, por mais que Deus provia tudo o que era necessário a eles, Ele fazia questão de estar presente todos os dias.
  • Infelizmente estamos vivendo dias em que os pais estão mais preocupados em prover o sustento dos filhos do que prover a carência de amor e companhia.
  • A resposta mais comum aos filhos hoje é: Não tenho tempo! Tenho que trabalhar... Se não trabalhar não tem comida na mesa... Resultado disto, filhos que tem nos pais seres completamente estranhos. A babá conhece mais os filhos do que os pais, o mesmo se aplica aos colegas de escola, amigos da rua...
  • O problema é que, quando o pai resolve disciplinar o filho, ele não tem mais moral para isto pois a vida toda foi alguém ausente e completamente estranho ao filho.


2.1. APLICAR E MANTER A DISCIPLINA
Os casais cristãos precisam ter em mente que devem criar a família na disciplina de Cristo, porém, só conseguirão êxito pleno em ensinar e formar de modo satisfatório o caráter dEle nos filhos, se puderem passar com eles boa parte de seu tempo. Precisam considerar também, que a aplicação de métodos e medidas disciplinares é necessária mesmo aos bebês e aos filhos mais dóceis e obedientes. Filhos menos dóceis tenderão a considerar os pais severos e injustos, quando os privarem de algo que eles desejam possuir ou gostam de fazer, ou quando solicitarem a execução de tarefas que eles não gostam de realizar.

  • Como falamos no item anterior, um dos grandes problemas na disciplina dos filhos é a falta de tempo dos pais. Desde muito novos os filhos são criados por “terceiros” sejam em creches, escola de tempo integral... Se isto for uma necessidade, escolha bem onde seu filho passará a maior parte do tempo porque ali ele será educado;
  • Se o tempo com os filhos é curto, transforme este tempo em um tempo de qualidade, abrindo mão de seus desejos e compartilhando este tempo com seus filhos, fazendo o que eles gostam de fazer;
  • Desde criança os filhos precisam ser repreendidos, há quem ache bonitinho um bebê batendo no rosto dos pais, não há nada de graça nisto, por mais que o bebê venha a chorar ele deve ser repreendido para aprender que isto é errado e não se faz.


2.2. PROVER OS MEIOS NECESSÁRIOS PARA A REABILITAÇÃO DO TRANSGRESSOR
Observamos em Gênesis 3 que Deus não se afastou do Éden, nem manteve incógnita sua presença, nem se tornou inacessível a Adão e Eva depois que eles O desobedeceram. Ao contrário, permaneceu lá em completa disponibilidade, Como o casal não buscou por sua companhia como fazia habitualmente, Ele os procurou e proveu os meios necessários para a reconciliação. Assim também nossos filhos tendem a se afastar" de nós quando cometem alguma falta grave, por julgarem que não serão mais aceitos por nós, pais. Além disso, o orgulho impede que haja reconhecimento da falta cometida, a fim de ser confessada e perdoada.

  • Estão ai dois motivos pelos quais temos que atentar para as atitudes de nossos filhos:
  • 1-   Quando eles fazem algo errado a tendência e esconder, seja por vergonha, seja por medo da repreensão;
  • 2-   Quando erram, não dão o braço a torcer e o orgulho os leva a não se retratar;
  • Independentemente da situação, é dever dos pais ir ao encontro dos filhos e não deixar a situação mal resolvida. Já vi muitos pais dizerem, “ele errou, ele que me procure e peça desculpas pelo que fez”. Há pais esperando isto por anos, enquanto isto os filhos estão distantes cultivando uma mágoa que não para de crescer.
  • Como provedores, devemos estar sempre à disposição dos nossos filhos e fazer com que eles saibam disto.
  • Veja a parábola do filho pródigo, ele demorou a voltar para casa pois fez uma imagem errada do pai que não o receberia bem por todo o erro que cometeu, sabemos que o desfecho desta história foi bem diferente do que o filho imaginou.
  •  

2.3. PROVER EXEMPLO E REFERENCIAL
Filhos precisam de exemplos constantes e claros que os pais só poderão oferecer se estiverem presentes na criação e desenvolvimento deles. Tais exemplos só se transformarão em princípios norteadores para suas vidas e caminhos se puderem ser observados com frequência e se as razões das atitudes e comportamentos dos pais lhes forem informadas, a fim de que sejam assimilados, imitados e sedimentados na alma dos pequenos (Jo 13.15). Não podemos, por exemplo, orar somente se estivermos em apuros, falar a verdade somente se não houver alternativa, honestos e fiéis somente quando não tivermos oportunidade e vantagens na desonestidade e na infidelidade, tratar amavelmente e com cortesia somente as pessoas que considerarmos importantes, etc.

  • O “faça o que eu digo e não faça o que eu faço” não pode estar presente na educação dos filhos. O exemplo é uma das maiores ferramentas para uma boa educação;
  • Infelizmente vivemos em uma sociedade onde o “jeitinho brasileiro” impera. Educa-se os filhos com palavras, mas dão-se maus testemunhos o tempo todo.
  • Veja alguns exemplos de situações corriqueiras que já nem é considerado algo errado por muitos crentes:

  1. Coloca nome em trabalho que não fez;
  2. Coloca nome de colega que faltou em lista de presença;
  3. Paga para alguém fazer seus trabalhos (de faculdade, escolar, etc.);
  4. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas;
  5. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas;
  6. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração;
  7. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura;
  8. Fala no celular enquanto dirige;
  9. Usa o telefone da empresa para ligar para o celular dos amigos (“me dá um toque que eu retorno”), assim o amigo não gasta;
  10. Trafega pela direita nos acostamentos quando há congestionamento;
  11. Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas;
  12. Viola a lei do silêncio;
  13. Dirige após consumir bebida alcoólica;
  14. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas;
  15. Espalha churrasqueira e mesas nas calçadas;
  16. Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho;
  17. Faz “gato” de luz, de água e de tv a cabo;
  18. Registra imóveis no cartório com valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos;
  19. Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto;
  20. Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas;
  21. Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20;
  22. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes;
  23. Estaciona em vagas exclusivas para deficientes e idosos;
  24. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado;
  25. Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata;
  26. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca;
  27. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem;
  28. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA;
  29. Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo do bicho;
  30. Leva, das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis… como se isso não fosse roubo;
  31. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha;
  32. Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado;
  33. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem;
  34. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve;
  35. E quer que os políticos sejam honestos! Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas…


3. PREPARANDO-SE PARA A DISCIPLINA DO LAR
É um erro deixar para pensar em disciplina depois que os filhos nascem ou quando eles já puderem compreender o sentido da instrução. Na verdade, os jovens devem aplicar-se à disciplina pessoal e ao temor do Senhor antes do namoro e do casamento, e persistir nisso depois de casados, para que tenham condições emocionais, morais e espirituais de organizarem e manterem a vida do lar. Como fazer isto?

  • A escolha da família se faz no namoro. Se uma moça namora com um rapaz mal educado com os pais, que acorda tarde e vai mal na escola, com certeza será um péssimo marido. O contrário também é verdadeiro.
  • Se o namoro não cumpre a vontade de Deus e dos pais, tem uma grande chance de não dar certo.
  • Um namoro sadio é a base de um casamento segundo a vontade de Deus e a criação de uma família abençoada.


3.1. ATRAVÉS DA AUTODISCIPLINA
Muitos casais não têm tempo um para outro, nem para desfrutar do convívio dos filhos e oferecer a eles educação e disciplina presenciais, porque deixaram para depois de casados muitas providências que deveriam ter sido tomadas até mesmo antes de começarem o namoro, como por exemplo, concluir os estudos, aprender uma profissão, buscar uma fonte de renda suficiente para a manutenção da futura família, ou ainda adquirir um imóvel para residência do casal. O resultado do adiamento na tomada destas providências, normalmente é desastroso: com o nascimento das crianças, pai e mãe terão que trabalhar dobrado para atender às necessidades básicas da família, enquanto os filhos crescem sem a presença deles; os cônjuges se distanciam física e emocionalmente, o que pode ocasionar desentendimentos constantes e até culminar em divórcio, entre outros.

  • Como já foi dito, hoje na geração do consumismo, muitos filhos estão órfãos de pais vivos pois não tem o convívio deles no seu dia a dia;
  • Interessante o que o comentador disse sobre planejamento de futuro, seria interessante reforçar isto para os jovens. Existem várias etapas que devem ser seguidas e não podem ser puladas sob o risco de causar danos no futuro conforme citado no tópico acima.


3.2. PREPARANDO-SE PARA ACOMPANHAR DE PERTO O CRESCIMENTO DOS FILHOS
Crianças precisam estar expostas à presença dos pais. Necessitam ver como eles resolvem os problemas, como organizam a casa, o orçamento doméstico, como se relacionam um com o outro, com Deus e com o próximo. Esta exposição constituirá para eles valioso modelo e referencial para toda a vida. Portanto, pais, eduquem seus filhos para serem educadores eficazes dos seus netos, pessoas cujas presenças sejam exemplos de integridade, amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

  • Já falamos sobre a importância da presença dos pais e do seu modelo na educação dos filhos, é importante frisar neste tópico que o esforço para gerar nos filhos uma boa educação fará deles bons pais no futuro que levarão a frente este legado recebido.


3.3. LIDANDO POSITIVAMENTE COM POSSÍVEIS FRACASSOS DOS MEMBROS DA FAMÍLIA
Não há casais que nunca falhem, não há pais que nunca errem, não há filhos perfeitos, enfim, não há humano que não peque (Ec 7.20). Mas isto não é motivo para que o jovem cristão evite se casar e ter Filhos, ou que perca a esperança de constituir uma família do agrado de Deus. Ao contrário, o casamento propicia excelentes oportunidades de aperfeiçoamento do caráter, de santificação e de honra ao Nome do Senhor. Portanto, candidatos ao matrimônio, prepararem-se para possíveis defeitos, pecados, falhas, erros e imperfeições dos membros da família.

  • Cada dia mais cresce o número de casais que não querem ter filhos, porque estes tomam a liberdade do casal, porque não se sentem preparados para criar filhos ou ainda com medo que algo dê errado na criação deles. Todas estas desculpas são abominação ao Senhor, Deus deseja que tenhamos filhos pois só assim experimentaremos a perfeita sensação do amor incondicional. A família é a base da igreja e está no centro da vontade de Deus.


CONCLUSÃO

Após sabermos diferenciar métodos e disciplina, chegou a hora de, com aplicação e paciência, cuidarmos dos nossos filhos à maneira de Deus, não esquecendo que o caminho da disciplina é árduo e muitas vezes demorado, exigindo de quem tem a responsabilidade muito empenho, carinho, amor e muita compreensão. Que Deus nos ajude na aventura de criar filhos aplicando os princípios divinos.

Lição passada - Justificativa

Meus queridos leitores:

Gostaria de agradecer a sua atenção a este Blog que foi realizado com o único intuito de contribuir com a EBD.

Semana passada foi muito corrido para mim, estive em cinco cidades diferentes (Catalão, Goiânia, São Paulo, Curitiba e Uberlândia) por vários motivos (profissionais, acadêmicos e de saúde) num período de apenas 4 dias, por isto não postei os comentários da lição 1.

Estou terminando a postagem da lição 2 e em breve coloco no Blog.

Obrigado pela compreensão, continuem orando por este trabalho e que Deus abençoe e todos.

Dc. Humberto de Sousa Fontoura

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A IGREJA DE CRISTO VENCENDO OS DESAFIOS

A IGREJA DE CRISTO VENCENDO OS DESAFIOS

LIÇÃO 13 – 30 de Junho de 2013

TEXTO AUREO
“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt 16.18

VERDADE APLICADA
A igreja é o corpo vivo de Cristo e ativo no mundo, agindo em prol do conhecimento de Deus para a humanidade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
  • Explicar o que é e o que não é igreja;
  • Enfatizar quem é o fundamento da igreja;
  • Ensinar que o preconceito existe, porque falta conhecimento.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

  • Mc 16.15 - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
  • Mc 16.16 - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
  • Mc 16.17 - E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
  • Mc 16.18 - pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
  • Mc 16.19 - Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.


INTRODUÇÃO
Há dois significados fundamentais no Novo Testamento para a palavra igreja. Em um número grande de ocorrências, a palavra igreja significa congregação, pois a ênfase está num grupo de pessoas que acreditaram no evangelho de Cristo, foram batizadas, e que se reuniam para a adoração, companheirismo e serviço cristão. Em outras partes das Escrituras, a palavra igreja foi usada para descrever todas aquelas pessoas que aceitaram Jesus como Salvador de suas vidas. Esse segundo tornou-se o sentido global e mais amplo para a palavra igreja.

  • O sentido real do termo igreja refere-se as pessoas que aceitaram a Jesus.
  • A igreja não se determina por uma placa, por um templo ou por uso e costumes, antes a igreja é composta por pessoas marcadas por Cristo, que foram compradas, lavadas e remidas pelo precioso sangue do cordeiro e tornaram-se estrangeiros nesta terra pois aguardam o dia em que irão morar com Deus.
  • Quando membros da igreja se juntam, forma-se uma congregação, termo este que quer dizer ajuntamento.


1. ENTENDENDO MELHOR O QUE É A IGREJA
Uma instituição ou uma organização se tem por definição de igreja nos dias de hoje. No entanto, nas páginas do Novo Testamento, ela era identificada mais como um organismo vivo e dinâmico, do que uma estrutura de poder e concentração de riquezas. No grego clássico, a palavra igreja (ekklesia) significa “ajuntamento popular” e designava as assembleias locais da Grécia antiga, em que os magistrados decidiam a vida jurídica dos cidadãos (At 19.32,39). Mas, no Novo Testamento, essa expressão indica dentre outras uma congregação local de redimidos em Cristo (Rm 16.5; ICo 16.19; Cl 4.15; Fm 2).

  • A igreja em sua origem era um organismo vivo e dinâmico, isto é, ela crescia e multiplicava por meio da pregação do evangelho;
  • Hoje não é diferente, a igreja viva é aquela que prega o evangelho. A igreja que se acostumou com o mundo e vive uma relação social com as pessoas esta morta e ainda não percebeu.
  • Nunca foi objetivo da igreja ser uma estrutura de poder e concentração de riqueza. Historicamente vemos que a igreja romana dominou a terra por muitos séculos e ainda hoje ostenta uma riqueza incalculável.
  • Por outro lado, vivemos em uma época de denominações evangélicas bilionárias, líderes cada vez mais ricos e menos preocupados com o verdadeiro evangelho que liberta.


1.1. A IGREJA É UM GRUPO DE COMPANHEIROS (AT 2.42)
O único livro, considerado histórico do Novo Testamento, Atos dos Apóstolos, começa a descrever os atos da igreja, como uma comunidade praticando o que os apóstolos ensinaram, na comunhão, no partir do pão, e na prática constante das orações. Esse grupo de companheiros chamados de igreja tinha no relacionamento um estilo de vida particular. Por isso a palavra comunhão descreve bem aquele estilo de vida que os crentes tinham. Eles se consideram iguais e se amavam mutuamente. Eles pertenciam a uma nova família, a família de Deus.

  • Cabe ressaltar que a igreja do primeiro século esperava a volta iminente de Jesus, por isto venderam tudo o que tinham e passaram a viver em uma grande comunidade onde tudo era de todos;
  • Vemos aqui o plano de Deus para espalhar o evangelho pois, uma vez vindo a perseguição romana, os crentes não tinha mais casa para voltar e foram dispersos levando as boas novas por onde passaram;
  • Não podemos desprezar porém o exemplo de amor fraternal e comunhão entre eles, principalmente no partir do pão (refeições feitas em conjunto semelhantes a de Jesus com seus discípulos) e nas orações.
  • Não havia espaço para intrigas, dissenções e invejas, antes todos consideravam a todos em alta estima e desejavam apenas o bem para a comunidade.


1.2. A IGREJA É COMPARADA A UM CORPO
Em uma definição cientifica, “o corpo humano é constituído por diversas partes que são inter-relacionadas, ou seja, uma depende da outra”. Cada sistema, cada órgão é responsável por uma ou mais atividades. Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro do nosso corpo, seja para captar energia para a manutenção da vida. Movimentar os músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou se manter na temperatura adequada à vida. Isso mostra que mesmo o corpo humano se dividindo em cabeça, tronco e membros, nenhuma das partes tem vida própria ou são independente uma da outra. Todas trabalham juntas (Rm 12.3-9).

  • Esta explicação do corpo é a beleza da igreja, como esta escrito, nem todos tem a mesma função, antes todos somos diferentes na igreja, temos nosso próprio DNA, nossa impressão digital de maneira que somos únicos.
  • A igreja como um corpo também é assim, cada um de nós representa um órgão, um membro ou até mesmo uma pequena célula. Por menor que seja a estrutura no corpo, ela é importante para a manutenção da vida.
  • De nada adianta um coração bater se não há sangue para correr nas artérias e veias. De nada adianta o sangue se este não leva consigo oxigênio, nutrientes e células de defesa para preservar a saúde de todo o corpo. Os músculos não funcionam sem o estômago que tem que começar a digestão para que a comida vire energia para este músculo...
  • Poderíamos dar muitos exemplos, mas a ideia é esta, todo membro tem valor na igreja e é parte fundamental da existência dela.


1.3. A IGREJA É UM TEMPLO ESPIRITUAL.
No Antigo Testamento, essa imagem do povo de Deus como edifício do Senhor ensinava que Deus permanecia no meio do seu povo (Tabernáculo/Templo). No entanto. Deus. cuja presença é encontrada em todo o universo, não está limitado a um templo. Assim no Novo Testamento, os cristãos passam a representar o templo de Cristo. Ele é a pedra fundamental (ICo 3.11; Ef 2.20), em que a igreja de Cristo é edificada como santuário do Altíssimo (ICo 3.16), e habitação do Espírito (Ef 2.22).

  • Tabernáculo era uma tenda conhecida como a casa de Deus. Esta tenda era desmontável e acompanhava o acampamento em seus deslocamentos.
  • A adoração a Deus deveria ocorrer no tabernáculo, bem como os sacrifícios a Ele realizados;
  • Um grande templo foi erguido para abrigar a arca da aliança e servir de local de adoração a Deus. Acreditava-se que o templo era o lugar da adoração, porém Jesus em um ato profético determinou que esta forma de adoração acabaria quando teve aquele diálogo com a mulher samaritana como segue abaixo:
  • Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
  • Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
  • Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
  • Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
  • Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
  • Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
  • João 4:19-24
  • Hoje a adoração deve ocorrer em Espírito e em Verdade. O templo é um ótimo lugar para que a liturgia do culto ocorra, para que os irmãos possam disfrutar da comunhão uns com os outros, para que os testemunhos sejam compartilhados dentre várias outras funções. Porém, a verdadeira adoração se faz em Espírito de maneira que, existem muitos “crentes” que estão dentro do templo, mas os corações estão fechados para Deus.
  • De nada adianta ir ao templo se o nosso coração esta inundado com as preocupações deste mundo.


2. O FUNDAMENTO, A MISSÃO E O FUTURO DA IGREJA.
Os historiadores entendem que desde o início, havia uma forte igreja em Jerusalém dirigida e organizada pelos apóstolos. No entanto ela tem seu início já nos primeiros movimentos de pregação e ensinos de Jesus Cristo, que é de fato o fundador da igreja. Durante seu ministério, Jesus viveu como quem tinha a missão de começar uma nova comunidade. Ele, antes de qualquer nova proposta, dirigiu-se à antiga comunidade (a nação de Israel), mas esta o rejeitou (Jo 1.11-12). Então, começou a chamar um grupo de novos alunos, ou seguidores e deu-lhe os princípios normativos dessa nova comunidade (Mt 5.1-10). A partir daí, Ele designou doze homens como liderança daquele novo grupo. Esses homens ensinaram e pregaram em vários lugares os seus ensinos. E, até hoje, continuadamente Jesus está convocando os pecadores, a fim de que desfrutem das bênçãos do reino de Deus.

2.1. A IGREJA E SEU FUNDAMENTO
Apesar de sua constituição humana, a igreja de Cristo tem procedência divina, pois ela foi pensada pelo próprio Deus que a sustenta e faz com que tudo quanto projetou para ela, em sua jornada de peregrinação rumo ao Céu, realize-se. Ela é uma edificação de Deus, e como tal tem um fundamento, sem o qual não pôde ser construída e não poderá se manter de pé ou suportar a ação do tempo em suas estruturas (Mt 7.24-27). E esse fundamento é Jesus Cristo (Mt 18.13-20).

  • Se a igreja fosse obra das mãos de homens ela não resistiria ao inferno, mas por ser obra de Deus e por Ele sustentada, as portas do inferno não prevalecem contra ela;
  • Temos que entender, pregar e ensinar que Jesus é o criador da Igreja e também o sustentador dela. Além disto, a igreja existe para glória dEle e trabalha em Sua obra.
  • Há hoje muitas igrejas voltadas a um evangelho de homens, preocupada em agradar os desejos carnais, em enriquecimento e vida boa nesta terra, estão esquecendo que o centro é Cristo e o alvo é o céu;
  • Muitos hoje não desejam mais fervorosamente a volta de Jesus, ficam preocupados com as coisas deste mundo e não se consideram mais peregrinos nesta terra, antes fizeram aqui morada definitiva e estão assim acomodados e confortáveis;


2.2. A MISSÃO DA IGREJA
Antes de qualquer coisa, a igreja existe essencialmente para adorar a Deus (Jo 4.24). O ensino, a comunhão e o serviço na comunidade cristã têm exatamente essa finalidade, glorificar a Deus em toda a sua grandeza. A igreja proclama o evangelho e faz missões em todos os níveis para que o Senhor seja exaltado entre todas as pessoas e todas as nações. Então, a igreja é um grupo de pessoas redimidas que existem e vivem para a glória de Deus. Jesus disse: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). Portanto toda ação da igreja na terra é para glorificar a Deus.

  • Como falamos no tópico anterior, tudo que existe, toda a criação inclusive a igreja foi criada para glorificar a Deus.
  • Partido desta premissa, tudo o que a igreja faz, em qualquer departamento tem que ter como finalidade a glorificação a Deus;
  • Quando surgem escândalos, quando pessoas agem de má fé e exploram os membros, vemos a igreja descumprindo o seu papel principal de glorificar a Deus.
  •  

2.3. O FUTURO DA IGREJA
A igreja de Cristo, em sua jornada neste mundo, mesmo influenciada pelos poderes das trevas, tem um futuro de vitória. Ela aguarda ansiosamente, o retorno de Cristo para buscá-la. Será um maravilhoso evento. A transitoriedade histórica da igreja terá sido consumada naquele dia. A igreja estará para sempre com o Senhor Jesus, nas mansões celestiais, aproveitando o gozo e alegria do futuro celeste. A igreja não está sem direção, ela tem um caminho (Jesus), ela participa do projeto de restauração de Deus para a humanidade. A ela resta apenas a fidelidade até o dia final (Mt 10.22)

  • Esta é a nossa maior vitória, ter o nome escrito no livro da vida e ouvir o som da trombeta naquele grande dia;
  • Nada substitui esta glória, não há dinheiro, conquistas pessoais, grandes feitos que se compare a este dia.
  • Infelizmente, muitos não estão mais desejando o arrebatamento. Há pastores que estão pregando que o arrebatamento é uma grande utopia, algo imaginário e fantasioso e que na verdade o arrebatamento é individual que chegará com a morte de cada crente. Que Deus nos livre destas pregações heréticas dos últimos dias.


3. A MULHER, A POLÍTICA E A DISCIPLINA NA IGREJA
A mulher, a política e a disciplina na igreja são assuntos que ainda são difíceis de discutir com alguns cristãos. Tudo porque alguns perpetuam conceitos preconceituosos.

  • Segundo o Wikipedia: Preconceito (prefixo pré-e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".
  • As mulheres estão ganhando seu espaço na obra de Deus, mas a duras penas.
  • No Brasil e nos EUA, já existiram igrejas ditas Cristãs que não aceitavam negros em seu rol de membros.
  • Todos foram criados por Deus e estão aptos a exercer o trabalho em Sua obra.
  •  

3.1. O MINISTÉRIO FEMININO NA IGREJA
Apesar de estarmos no século XXI, ainda existe muita resistência ao ministério feminino na igreja cristã brasileira; evidentemente, por existir muitos preconceitos da parte de alguns. Entretanto, encontramos no ministério de Jesus, muitas mulheres presentes com sua relevante contribuição para a vida comunitária e a expansão do reino de Deus (Lc 8.1-3). Jesus, de certa forma, proporcionou melhores condições para a mulher na sociedade. Ele a colocou no lugar que merecia. Destacou sua importância e a necessidade de tê-las presentes, na igreja, com suas funções e habilidades. Elas aparecem na genealogia de Jesus (Mt 1.3,5,6,16), e como mulheres de destaque na preservação da história de Israel (Gn 38.12-39; Js 2.1; Hb 11.31; 2Sm 11.1-4); e ficou subtendido que mesmo as transgressoras se arrependeram de suas práticas pecaminosas, e creram na obra redentora de Cristo (Hb 11.1,2,32-40).

  • Estamos no século XXI, Jesus veio no século I, na época de Jesus a sociedade era muito mais machista do que hoje, podemos notar isto pela própria Bíblia Sagrada, mas mesmo assim Jesus fez questão de mostrar o quanto as mulheres eram importantes em Sua obra;
  • Biologicamente a capacidade do homem e da mulher em fazer a obra de Deus é o mesmo, não há distinção, mas os costumes ainda barram a maior atuação da mulher na igreja e isto só traz prejuízo para a obra de Deus.
  • O que seria da igreja sem as esposas de obreiros, das irmãs do círculo de oração, do trabalho social por elas desenvolvido. Agora imagine o quanto mais a igreja cresceria se estas irmãs pudessem assumir cargos de gestão e eclesiásticos...


3.2. O PODER POLÍTICO E A IGREJA
Erra quem pensa que não deve se envolver com a esfera política. É preciso estar a par dos assuntos civis que afetam a vida. Participar dos debates da sociedade e se envolver através do voto e da opinião emitida, é muito importante para que o crente contribua contra as impunidades e injustiças praticadas na sociedade. O crente tem que contribuir para a prosperidade de seu país, com motivações positivas e ideias inteligentes (Rm 13.1-17). O que se tem que fazer como igreja, é se manter fiel andando na verdade denunciando o pecado, seja em que esfera for, ajudando a promover a justiça, praticando através da vida a espiritualidade sadia e combatendo o mal (lPe 2.9,10).

  • Vivemos em sociedade, por este simples motivo somos seres políticos. Discutimos os rumos do país, exercemos o direito do voto, reclamamos quando o preço da carne sobe ou a lâmpada do poste em frente nossa casa queima... Devemos sim nos inteirar da política e saber o que acontece em nosso redor;
  • A igreja como agente político tem o dever de denunciar o pecado e os abusos contra os menos favorecidos, tem que ser exemplo de honestidade e transformação de vidas, mas não pode se envolver nas falcatruas tão comuns no meio político.
  • Elias, João Batista e muitos outros denunciaram os abusos dos governantes, mas não se envolveram com a corrupção que tão de perto os rodeavam.


3.3. A DISCIPLINA NA IGREJA
A disciplina cristã tem a função clássica de assegurar o bem-estar na igreja e o seu bom funcionamento. Sendo ela uma instituição divina quanto humana, ela necessita de normas para o seu bom desempenho. Em seu caráter temporal, dispõe de personalidade jurídica e obriga-se a explicitar em estatuto, e, em alguns lugares, o seu regimento interno. Na verdade, a disciplina é um pressuposto em qualquer área da vida. Além das normas, a disciplina ajuda as pessoas em seu caráter preventivo, com o ensino adequado, protegendo os cristãos para que obedeçam as Escrituras. E, é nessa rotina que a Bíblia sempre será a fonte cristalina da disciplina, ela é a base, o parâmetro, a verdade absoluta, com autonomia espiritual, para qualquer assunto que for tratado no seio da igreja de Cristo (2Pe 1.19-21).

  • Vivemos dias em que não se pode disciplinar. O pai não pode disciplinar o filho pois causa nele trauma psicológico, o professor não pode “chamar a atenção” de um aluno e muito menos reprová-lo pois isto não contribui em nada, antes o prejudica pedagogicamente.
  • Esta linha de pensamento tem chegado a muitas igrejas que não mais disciplinas seus membros quando estes pecam. Isto é grave pois esta sendo criada uma cultura de banalização do pecado e consequentemente perda de temor a Deus.


CONCLUSÃO

A igreja de Cristo tem muitos desafios a vencer. Com conhecimento necessário das Escrituras, uma vida de santidade, de comunhão com o próximo e com Deus será possível vislumbrar a vitória diante dos assuntos da atualidade. É preciso se contextualizar sem abandonar as doutrinas elementares das Escrituras. Dialogar com o mundo sem negociar os pontos cardeais de nossa fé. A vida simples, a prática das disciplinas espirituais, é do que precisamos para cumprir o nosso papel de igreja de Cristo no mundo.