quinta-feira, 2 de agosto de 2012

LIÇÃO 06 – O Evangelho da missão Integral


LIÇÃO 06 – O Evangelho da missão Integral
05 DE AGOSTO DE 2012


TEXTO ÁUREO
"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida". Jo 5.24

VERDADE APLICADA
A Igreja é a agência de Jesus que hoje executa a Sua missão, que é de restaurar o homem completamente.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar a missão integral de Jesus;
Ensinar que todas as ações de Jesus eram pedagógicos;
Fazer entender que não há evangelho sério sem o cuidado social.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 5.8 - Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma tua cama e anda.
Jo 5.9 - Logo, aquele homem ficou são, e tomou a sua cama, e partiu. E aquele dia era sábado.
Jo 5.19 - Mas Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai, porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.
Jo 5.20 - Porque o Pai ama ao Filho e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis.
Jo 6.8 - E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
Jo 6.9 - Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantos?

INTRODUÇÃO
“A necessidade de uma mensagem que atendesse o ser humano em sua integralidade foi eficazmente pregada e vivida por Jesus enquanto esteve entre nós. Sua fala refletida via Igreja Apostólica nos protege de reproduzir qualquer Ideia contrária a isso.”

1. A missão de curar:
“Para viver o evangelho puro e simples é necessário entendermos o que ele realmente é, os seus aspectos e o que abrange. Procuramos explicar tais coisas a partir da pessoa de Jesus, sob a luz do seu ministério terreno e através do evangelho joanino. Especificamente nesse tópico veremos resumidamente a necessidade da cura e dos milagres no ministério eclesiástico hoje e porque eles acontecem sob determinados aspectos.

1.1. Um paralitico jaz sem esperança:
A salvação abrange todos os aspectos da vida comum do homem, a sua saúde física, psicológica e necessidade nutricional, etc. Entre o capítulo cinco e seis do Evangelho de João, fica evidente essa preocupação do ministério de Jesus, que foi absorvida pela igreja apostólica, e nós hoje devemos de igual modo praticar. Ao olhar o episódio do paralítico do tanque de Betesda (casa da misericórdia ou da água que flui), ali está Um homem paralítico que sofre desse mal a 38 anos de sua vida. Ali jazia ele sem esperança dada as suas limitações físicas e extrema dependência.
-  38 anos deitado na mesma cama, rodeado de pessoas mas solitário assim mesmo!
-  Imagine o mal cheiro, imagine a solidão, a espera e a falta de compaixão “...Senhor, não tenho homem algum que me coloque no tanque...”
-  A atitude de Jesus demonstra compaixão e ação em favor do pecador;
-  Jesus toma a iniciativa em favor da restauração do homem, mas este deve manifestar diante do senhor o seu desejo.
-  Se fosse hoje, este homem estava naquela maca, esperando que alguém lhe ajudasse desde 1973;
-  O importante foi que o milagre chegou, mesmo que tarde.
-  Lm 3.24-26: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor”.

1.2 A palavra que ergue o homem:
É claro que isso é mais que cura, trata-se de um milagre maravilhoso, pois o homem possuía uma deformidade seríssima Jesus visava através daquela maravilha demonstrar a sua identidade messiânica, os milagres que como já falamos, eram métodos legais já previstos nas Escrituras para esse fim. As curas, no sábado, incomodavam a liderança religiosa, alguns chegavam a interpretar como uma violação do sábado, mas a questão tomou outro rumo quando Jesus se declarou Filho de Deus (Jo 5.18). Ali estava a Palavra viva e poderosa para erguer o homem da sua paralisia, Ela apenas precisava se pronunciar e foi o que fez erguendo aquele miserável de sua situação quando disse, “levanta-te, toma a tua cama e anda" (Jo 5.8).
-  O foco deste texto não é o tanque e sim Aquele que é Senhor de tudo;
-  Jesus escolheu curar um homem que nem o conhecia, mostrando sempre o desejo de dar glória a Deus.
-  Fp 2. 5-7
-  Maior que a cura física foi a cura espiritual, aquele homem nasceu de novo, foi a igreja se encontrar com o mestre.
-  Passou a dar testemunho de Jesus, queria que todos conhecessem a grande salvação que recebera.
-  Amor não estático, mas que tomou a iniciativa de salvar o homem;
-  Jesus não esperou o homem vir ao seu encontro, antes por vontade própria doou sua vida...
-  Cristo espera que sigamos seu exemplo.

1.3. A evangelização séria tem curas e milagres:
Neste fato, é demonstrado o poder da palavra vivificada por Deus: ela é curadora, milagrosa, e ergue o homem de sua paralisia física e espiritual. Além desse bem que produz, indicava um outro incomparavelmente maior, a identidade messiânica de quem o produziu. E as implicações que ela, ao ser reconhecida, traria àquela geração, que se recusou crer em quem de fato Jesus era (Jo 5'.16). Toda evangelização séria é, de alguma maneira, acompanhada de curas e milagres. Seja ela pessoal, a um pequeno grupo ou em massa. A obra evangelizadora segue essa lógica: doutrinação e sinais, Escrituras e poder de Deus. Nessa bipolaridade, tais polos não são antagônicos, mas se harmonizam, completam-se e demonstram a procedência divina de ambos. Portanto, como Jesus, devemos trazer tais realidades para o ministério eclesiástico contemporâneo.
-  Milagres sim, porém com as escrituras, pois a palavra transforma;
-  Como têm sido nossas pregações? Nosso evangelismo?
-  O que fazer com esta onda de pregadores de bênçãos terrenas e passageiras apenas?
-  A verdadeira paz vem de saber que Deus está no controle de todas as coisas;
-  Nossa cidadania no Reino de Cristo está garantida (Rm 14.17);
-  Nossa pregação tem sido eficaz?
-  Estamos com medo de falar a verdade doa a quem doer independente de leis, importância política, cargos, dia da semana etc?
-  Deveríamos seguir o exemplo de João Batista, Elias, Paulo...

2. A missão de alimentar a alma e o espirito (Jo 5.19-47):
Jesus finalmente explicou quem de fato Ele era. Ele tinha a intenção de que todos pudessem acreditar em sua missão de resgatar a humanidade, para isso o faz nos capítulos 5 e 6 de João. O sinal da cura do paralítico demonstrava poder, mas o seu discurso visava dar a conhecer quem ele era, para gerar o mais importante a seguir: o relacionar-se com o Verbo encarnado de Deus.

2.1. Jesus explicou sua missão:
Em sua mensagem, Jesus ensinou acerca do trabalho divino não na natureza, mas realizado entre os homens no presente e no futuro escatológico. Este trabalho é expressado com os verbos, "fazer, vivificar, ressuscitar e julgar". Todas as atividades expressas nesses verbos atribuídas ao Pai, são da alçada dele como Filho, é o que Jesus instrui aos seus ouvintes. Questões cruciais como ressuscitar e julgar que são de natureza escatológica, são atribuições messiânicas dele. Tal ideia não é nova, já estava presente na profecia de Daniel a centenas de anos, mas a liderança religiosa não aceitava isso (Dn 7.13-14; 12.12). Observe que o ensino de Jesus consistiu num trabalho apologético de seu ministério para mostrar quem Ele é e as consequências desse conhecimento aceito, ignorado ou rejeitado. Tal testemunho fidedigno é decisivo quanto à visão e o proceder individual perante o mundo, por isso nem todos o aceitam.
-  Mais importante que a cura do corpo, Jesus mostrou que veio para salvar a alma também;
-  Jesus em sua missão, curou, trouxe esperança a muitos que jaziam cegos física e espiritualmente e revelou seu maior propósito, a ressurreição do corpo e a salvação da alma;
-  Vemos também em suas mensagens o total direito do homem de rejeitar suas palavras (livre arbítrio), a princípio, todos tendem a aceitar tão maravilhosa salvação, mas a contrapartida de Deus é a fidelidade à Ele, nesta hora muitos declinam ao convite.

2.2. Jesus falou dos sinais e das escrituras:
Jesus trata dos testemunhos de sua divindade, visto ser necessário que os homens creiam nEle para a vida eterna. Esses testemunhos comprobatórios fazem parte do seu trabalho pedagógico e evangelístico que é missão herdada pela igreja também. Tais testemunhos de acordo com Jesus se iniciam com João batista (Jo 5.33); mas os sinais que Ele operava eram maiores que o próprio testemunho de João (Jo 5.36); depois dos sinais, há as próprias Escrituras que dele testificavam (Jo 5.39); e por último e, em particular, os escritos de Moisés que os judeus afirmavam crer, mas estavam rejeitando-as e consequentemente rejeitavam também a pessoa de Jesus. Vemos que Jesus se esforçou para que seus contemporâneos tivessem conhecimento de quem ele era (Jo 5.43.47).
-  Jesus não só falou dos sinais, Ele realizou sinais e prodígios;
-  Todos os sinais tinham dois propósitos básicos: Glorificar a Deus e levar o homem a crer na divindade de Jesus  e consequentemente no seu poder para salvar a alma perdida;
-  Os milagres vinham sucedidos pelo evangelho que salva, os milagres resultavam em perdão dos pecados e os testemunhos em salvação.

2.3. A seriedade na missão de Jesus é necessária:
A evangelização requer seriedade. Cabe ao evangelizador trazer uma declaração consistente acerca da pessoa de Jesus como Filho de Deus e Salvador da humanidade (Jo 3.36; 5.25; 6.9; 11.27; 20.31). Esse é um ponto crucial para quem evangeliza. E também, o evangelista deve estar absolutamente convicto de seu relacionamento com Jesus, para que possa convencer os outros (Mt 16.16-18). Este é um assunto que precisa estar resolvido para o evangelista, porque se houver dúvidas, o evangelizador não conseguirá desempenhar bem o seu papel. Isso significa que para ele alimentar a alma dos outros, a dele deve estar satisfeita primeiro com o Pão da Vida (Jo 6.51).
-  Um grande evangelista vive arraigado no evangelho de Cristo, ele “come” a palavra de Deus, ele tem jeito de crente, tem cheiro de “ovelha” e a mente de Cristo;
-  O bom evangelista é um homem de testemunho, com a vida fundamentada em Cristo e com certeza de sua salvação. Esta firme convicção dará a firmeza necessária para transmitir o evangelho de Cristo de uma forma eficaz.

3. A missão de alimentar o corpo:
Após o seu discurso em Jerusalém, conforme citamos acima, Jesus desceu e foi em direção ao norte para o Mar de Tiberíades. Numerosa multidão impactada pelos seus sinais maravilhosos e a cura de enfermidades o seguia desejando mais do seu poder curador. Jesus entretanto ao ver-lhes ao longe preparou-lhes uma surpresa que tornou aquele momento inesquecível na experiência de quem o viveu.

3.1. Uma multidão faminta:
A multidão se aproximava e Jesus queria impactá-la, mas resolveu provar antes os seus discípulos dizendo, "onde compraremos pão para lhes dar de comer?". Um denário era o salário de um dia de trabalho, o suficiente para uma pequena família comer. Filipe mentalmente calculou de imediato, e disse que nem duzentos denários seriam suficientes para cada um receber o seu pedaço de pão e se alimentar. Mas André apresentou um rapaz que tinha cinco pães de cevada e dois peixinhos secos, mas como ele mesmo disse, "mas o que é isto para tanta gente?". O Mestre apenas pediu que seus discípulos ordenassem as pessoas que se assentassem, e tendo dado graças, partiu os pães e peixes e alimentou a multidão de tal modo que sobraram doze cestos de pedaços.

-  Deus sempre prova nossa fé em situações que parecem não ter saída. É como se estivéssemos presos a uma corda em um precipício e ao pedirmos ajuda a Deus Ele simplesmente mandasse que cortássemos a corda;
-  200 denários era algo como 200 dias de trabalho, ainda que houvesse este dinheiro, não encontraria tanta comida para comprar de uma hora para outra;
-  Aprendemos algo com o próprio Jesus, seja fiel no pouco e sobre o muito te colocarei. Eram apenas 5 pães e 2 peixinhos que não foram negados por aquele rapaz e este pode se alimentar e ser o canal de um grande milagre;

3.2. A palavra que alimenta o homem:
Na cura do paralítico Jesus demonstra que, mediante a sua palavra, ele levanta o homem, tanto da enfermidade, quanto da sua situação espiritual caída diante de Deus. Na multiplicação dos pães ele evidencia que é o pão que alimenta o homem da fome espiritual. Também, de modo simultâneo, fica claro que Ele se preocupa em alimentar as pessoas fisicamente buscando o bem estar à elas. Sabemos que no seu ministério havia dinheiro arrecadado para a sua subsistência junto com os apóstolos (Mt 27.55; Lc 8.2,3), e daí uma parte era retirada para ajudar os necessitados, principalmente os órfãos e as viúvas de Israel por onde eles ministravam. Desde cedo, houve esse cuidado tendo em vista que aqueles tempos tão difíceis, onde não havia um instituto de previdência social, tal responsabilidade recaía sobre os serviços religiosos.

-  Aprendemos que Jesus esta interessado em saciar nossas necessidades como homem também, não apenas as espirituais;
-  A missão da igreja é cuidar da vida espiritual das ovelhas e também de prover apoio financeiro aos necessitados. A verdadeira igreja preocupa-se com ação social.

3.3. A séria leva o pão:
Evangelização é comunicação e aí está implícito a ajuda aos necessitados. Em via de regra, não há trabalho evangelístico sem esse cuidado. Observe que em virtude do milagre da multiplicação, os homens ficaram ainda mais convictos que Jesus era o profeta que estava por vir (Jo 6.14-15). Às vezes se pensa em apenas ajudar aos domésticos na fé, isso é importante, mas as pessoas evangelizadas precisam perceber esse amor. Porém, o que se tem visto é o inverso de praticar o que fez Jesus, certos movimentos estão trabalhando para arrancar o último tostão das pessoas, prometendo-lhes a providência divina. Que evangelização é esta em que ao invés de ajudar, tira proveito dos necessitados?

-  Como chamar a atenção do próximo para o evangelho se sua barriga não para de roncar?
-  Como falar do pão da vida se falta o pão da terra;
-  Devemos prover o alimento ao necessitado, isto faz parte do evengelismo;
-  Infelizmente vivemos dias em que ex-crentes processam suas antigas igrejas para receber de volta os dízimos e ofertas alegando terem sido enganados. Muitos são realmente enganados e explorados até a última gota, por isto vemos estas distorções.


CONCLUSÃO
Em síntese, essa é a missão explicada pelo discípulo amado e exemplificada por meio do que escreveu tão eficientemente. Esse encargo é um privilégio da Igreja evangelizadora, que busca acima de qualquer coisa o crescimento do reino de Deus onde ela está plantada. Sendo útil a Deus enquanto serve aos homens em suas necessidades e crises.

Fonte: Editora Betel

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Poder Inebriante da Política


O Poder Inebriante da Política

O primeiro grande desafio da igreja é diante do nacionalismo – da defesa da pátria – que leva muitos políticos cristãos a abrir mão dos princípios bíblicos em defesa do país. O nacionalismo intransigente conflita com a Fé. Jamais devemos esquecer que, do ponto de vista bíblico os crentes são cidadãos dos céus, e, portanto, aptos a circular entre todos os povos da terra. No momento da perseguição ou por questões de sobrevivência econômica ele encontra refúgio em qualquer nação e faz da nova terra sua nova pátria! O povo de Deus tem características universais, e não pode ser nacionalista.
A igreja não pode perder de vista o conceito de povo peregrino, de cidadão celestial que a autoriza a ser uma voz profética não apenas em sua nação, mas para todos os povos. Quando a igreja se torna uma voz profética de Deus na sociedade, seus membros podem circular pela política, entre o pessoal do governo como voz que clama a favor dos pobres, dos necessitados, do direito e da justiça, sem jamais entrar em conluios sejam de que ordem for!
Quando o pobre, o órfão, a viúva e os aposentados são constantemente desfavorecidos; sempre que a busca da riqueza oprima a classe social mais abaixo e sempre que as leis atentem contra a liberdade cristã, a liberdade de viver e afrontem os princípios bíblicos da lei moral universal, a igreja deve erguer seu palanque, sua torre de vigília e denunciar! Por isso a denúncia contra a prática do aborto, mesmo que este seja aprovado em lei – como nos Estados Unidos – e casamentos de pessoas do mesmo sexo devem tomar a dianteira nos discursos da igreja!
A Igreja não pode estar casada com o Estado nem alienada dele. No momento em que nossos filhos forem doutrinados na ideologia homossexual, ou quando o Estado decidir o que os pastores podem e não podem pregar nos cultos, como reagiremos? Se estivermos alienados sucumbiremos, e se nos posicionarmos pagaremos o preço! Por não querer pagar o preço, a igreja se omite dos grandes temas nacionais!
Quando o governo tem objetivos comuns à igreja, como atendimento aos pobres, aos excluídos, etc., a tentação é ainda maior. O confronto começa quando abrimos mão de nossa liberdade individual, de nossa missão cristã, e nos deixamos envolver com o “espírito” nacionalista, para que a nação seja forte e unida economicamente!
O segundo grande desafio é levar a igreja a caminhar por esse espinhoso terreno da esfera política, como voz profética sem se deixar levar pela adulação do poder. É importante que a igreja se torne uma voz profética, evitando ficar presa (seus candidatos) ao emaranhado das falcatruas ou do enriquecimento ilícito, como tem acontecido nos últimos dias. Daniel passou por vários Impérios sem se deixar influenciar politicamente. Teve coragem de exortar a Nabucodonosor a que deixasse seus caminhos injustos e desse mais atenção aos pobres!
Aliás, alguns partidos são tidos como dos evangélicos – uma lástima – o que leva o mundo a ver a igreja evangélica como um partido político. Uma das razões da igreja ser perseguida em algumas cidades era porque seus políticos defenderam teses como se fossem da igreja, quando eram projetos pessoais ou denominacionais.
Terceiro. O namoro com o poder inebria e deixa os líderes da igreja sem a capacidade de refletir, perdendo seu senso de direção e propósito. Sempre que é favorecida por algum governo a Igreja perde sua autoridade profética e divina.
Como cristãos precisamos ter em mente que Deus utiliza governos democráticos, ou totalitários de esquerda ou de direita para trazer a justiça social. O Brasil precisa ajustar de forma mais bíblica a questão social, e não devemos nos surpreender se, para tanto, Deus utilizar ateus e ideologias não cristãs para atender ao clamor dos pobres! É assim que Deus envergonha a igreja! Esta deve fazer sua parte, parando de construir templos suntuosos em que se gastam milhões com empreendimentos denominacionais, dinheiro que poderia ser usado para construir moradias e gerar renda para os pobres. Procedendo assim, dará testemunho público de sua fé e estará cumprindo sua parte naquilo que ela mesma denuncia. Ela só tem autoridade para denunciar naquilo que ela intensamente vive!
Onde houver injustiça social, a igreja deve estar lá operando. Seu trabalho silencioso é a melhor forma de condenar os corruptos e calar os discursos dos que governam.
Cuidado com o nacionalismo que pode nos levar a pensar que a obediência à esfera política seja um dever tão digno e honroso quanto a obediência a Deus. A Igreja deve ficar atenta às mentiras proferidas em certas campanhas e publicidades dos governos, sejam esses de que partido forem! Hitler afirmava que “a magnitude de uma mentira contém certo fator de credibilidade, visto que as grandes massas caem mais facilmente em uma grande mentira do que em uma pequena”.
Rausas J. Rushdoony afirmou que “por trás de todo sistema legal há um deus. Ao acharmos o deus em qualquer sistema, localizamos a fonte de suas leis”. E afirma mais: “Quando você escolhe quem será sua autoridade, escolhe seu deus, e onde você procura sua lei, lá está seu deus”. 1
Estamos em ano eleitoral. Reexaminar esse tema à luz da Bíblia e da missão da Igreja talvez não traga dividendos financeiros nem muitos amigos, mas, por certo evitará que atropelemos a história, cometendo os mesmos erros que nossos pais fizeram no passado!
(1 RUSHDOONY, Rausas, Law and Librty, Fairfax, Va. Thoburn, 1971 p. 73)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

LIÇÃO 05 – A COMUNICAÇÃO DO EVANGELHO



LIÇÃO 05 – A COMUNICAÇÃO DO EVANGELHO
29 DE JULHO DE 2012

TEXTO ÁUREO
“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha
aqui tirá-Ia.". Jo 4.15

VERDADE APLICADA
Pregar o Evangelho de forma clara e inteligente proporcionará melhores resultados para o Reino de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
·   Apresentar os passos que levaram Jesus à  mulher samaritana;
·   Analisar como aprofundar a comunicação do evangelho;
·  Mostrar que o trabalho evangelístico, quando não esmorece, tem sempre bons resultados.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 4.9 - Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?
Jo 4.10 - Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
Jo 4.11 - Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Jo 4.13 - Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede,

INTRODUÇÃO
“Nesta lição, estudaremos como Jesus estabeleceu um contato de maneira criativa a partir de algo simples com uma mulher. Veremos que, ao fazer isso, Ele demonstrou o seu interesse na pessoa dela, não fazendo caso de onde procedia, e aí aproveitamos para expor quão necessário é compartilharmos o Evangelho com os marginalizados, estigmatizados e desprezados da nossa sociedade.”

- Comunicação: Este é o maior trunfo da igreja na luta da divulgação do evangelho;
- Sua igreja se comunica bem? Possui um departamento de comunicação? A comunicação interna e externa funciona?
- Observe que Jesus se comunicava com fatos cotidianos, comuns as pessoas que o rodeavam, será que fazemos isto ou usamos jargões, frases de efeitos que soam de forma estranha aos ouvidos dos pecadores?

1. Comunicação pessoal:
“Estava Jesus no sul de Israel, mas por causa da oposição farisaica retornou para a Galileia. Pusera-se a caminho e fora necessário passar por Samaria, por estar na região central de Israel entre a Judéia e a Galileia. Em Sicar, cansado da viagem decidiu sentar e conversar com uma samaritana. O registro dessa comunicação pessoal com uma mulher desencadearia uma série de consequências que afetaram a evangelização e o mundo. Ali Jesus transmitiu a maior das revelações no que tange a adoração, num golpe mortal nos preconceitos raciais deixou ao mundo um legado de evangelização insuperável!”

1.1. Jesus iniciou o diálogo (Jo 4.10):
“Uma mente mais arguta desconfiaria que na vida daquela mulher, as coisas não estavam bem. Afinal, uma mulher tirar água na hora da refeição, era no mínimo, uma prova de desordem pessoal. Jesus, no entanto, olha e vê além da própria etnia dela, vê além das diferenças históricas que geraram rivalidades, vê um ser humano portador da imagem e semelhança de Deus, digno de ser dessedentado em sua sede espiritual. Um verdadeiro evangelizador tem o seu coração mergulhado no amor do Mestre, e assim reflete o mesmo sentimento para com as pessoas, não se importando com as diferenças étnicas, sociais, de cor, etc., e com tais pessoas estabelece contato criativo.”

- Jesus deu o exemplo mostrando que cabe ao cristão tomar a iniciativa da evangelização;
- Não basta aguardar na igreja, deve-se ir ao campo;
- As mulheres buscavam água de manhã ou a tardinha, o fato dela ir na hora do almoço significa que ela queria esconder sua situação da sociedade. Jesus como um grande evangelizador não a condenou, nem a acusou, mas apresentou a ela as boas novas do reino dos céus.

1.2. Jesus despertou o interesse (Jo 4.10):
“Assim como o Mestre Galileu chamara a atenção da mulher de Sicar para algo comum devemos nós fazer o mesmo com o propósito de evangelizar, em meio aos nossos contatos diários ou ocasionais. Ele a disse inicialmente, "dá-me de beber". O que chamou a atenção dela foi o fato dele ser um judeu pedindo água a uma mulher, ainda mais, uma samaritana. Coisa jamais vista na existência dela, todavia Jesus aprofunda a conversa e desperta ainda mais o interesse da mulher ao dizer: "Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva". A mulher ao constatar naquele judeu um ar amistoso lhe oferecendo água viva, que se refere a água corrente ou manancial, demonstra interesse. Porém Jesus utiliza a água viva como símbolo da salvação com seus dons, mas ela inicialmente não compreende assim.”

- Observe que Jesus quebrou barreiras históricas e foi muito além do legalismo e costumes da época para alcançar aquela alma;
- Observe também que Jesus usou de um assunto simples para chamar a atenção. A beira de um poço ele pediu, dá-me de beber, motivo que serviu para começar o assunto.
- Água viva significa água corrente, pura que sai imediatamente de uma mina ou nascente, diferente da água parada de um poço;
- Água viva era algo raro, por isto o grande interesse da mulher, mal sabia ela que Jesus estava falando de algo ainda mais nobre.

1.3.  Jesus expôs a realidade espiritual:
“A água viva que a mulher entendera era para a sua satisfação física, afinal ele não tinha nem com o que tirar água do poço, como poderia ter água viva? Esse foi o questionamento dela. Jesus, no entanto, mostrou que a água por Ele oferecida se faz na pessoa que bebe "uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". Porém a mulher não havia entendido ainda que Jesus estava falando de um assunto espiritual, imaginou ela que fosse alguma coisa mágica capaz de impedir a sua sede física e a necessidade de ir e vir ao poço continuamente, como precisava fazer. Observe a sabedoria de Jesus no uso cuidadoso das palavras, ele se utiliza da água alegoricamente para falar de um assunto espiritual, a sede interior que ela tinha. A vida dela refletia uma busca espiritual espelhada nos vários relacionamentos que teve até ali sem sucesso. “

- Ao questionar a Jesus sobre como Ele tiraria água do poço, visto que não tinha sequer um vasilhame nas mãos, Jesus revela a ela que da água que Ele tinha para oferecer, faria brotar nela uma fonte a jorrar para a vida eterna. Era a água da salvação!
- Esta água mataria outro tipo de sede, a sede de ser aceita na sociedade, a sede de ter uma alma tranquila, a sede de ter os pecados perdoados, a sede de ter o nome escrito no livro da vida...

2.  Aprofundar a Comunicação:
“Para que a mulher pudesse beber da água que na pessoa torna-se uma fonte que salta para a vida eterna, ela precisava ser despertada da sua real condição pecaminosa até aquele momento. Todavia, o Mestre não lança em rosto os pecados da mulher grosseiramente, sob pretexto de estar falando a verdade ou em nome de Deus, mas trata da situação com muito cuidado, como um verdadeiro sábio que foi.”

2.1. Denunciar o Pecado:
“Um dos princípios da evangelização pessoal é convencer que o homem é pecador e que está condenado. Infelizmente, há pessoas que exageram na aplicação da dose desse princípio, confrontando as pessoas de modo grosseiro chamando as de "ímpias", "condenadas", etc., e até recitando seus pecados indelicadamente. Note que Jesus não deixou de tratar da situação pecaminosa da samaritana, mas com habilidade disse, "vai e chama o teu marido e vem cá". Ela lhe respondeu francamente: Não tenho. E Jesus a elogiou por sua honestidade e foi mais além, mostrando-lhe que já tinha tido cinco, e o de agora, não era seu marido. A mulher entendeu que estava diante de um profeta de Deus e encaminhou o assunto para a adoração. E comum ao evangelizador lidar com essa situação do evangelizando mudar para sub-assuntos, o mais importante é que ele não perca o foco de sua entrevista, apresentar a solução em Cristo.”

- Devemos denunciar o pecado, mas com habilidade e amor cristão;
- Existem evangelizadores que mais acusam e afastam os ouvintes do que os aproximam da verdade do evangelho;
- O amor as almas deve sempre estar a frente da pregação, amor que entende o próximo, sente seus anseios e medos, deseja libertação e salvação...

2.2. Adorar Verdadeiramente (Jo 4.23):
“A conversa entre a samaritana e Jesus é dinâmica e, ao mudar relativamente de assunto, Ele não se perde, mas lhe revela coisas novas. A questão de onde deve se adorar é levantada por ela, se era em Jerusalém onde está o templo ou no Monte Gerizim em que foi pronunciadas as bênçãos da Lei (Dt 11.29). Jesus lhe mostra que deveras a salvação vem dos judeus, e que a questão de onde se adorar será superada, posto que se entenderá que os verdadeiros adoradores não se limitarão a templos, mas que eles adorarão ao pai em espírito e em verdade (Jo 4.24). Ainda hoje, temos esse problema quanto ao lugar de adoração, mas Jesus inaugurou um novo tempo em que os adoradores não dependem de lugar, mas de uma disposição interior que reflete adoração em tudo quanto faz, ou seja, tudo o que é feito deve refletir uma sacralidade. Visto que, seja o comer, beber, vestir ou qualquer outra coisa ética deve ser feita para Deus (Rm 11.36).”

- Tudo em nossas vidas deve glorificar à Deus, em todo momento, em todo lugar, sozinho ou acompanhado, todos os nossos atos devem agradar ao nosso Salvador;
- Esta afirmação de Jesus não significa, porém que devemos ignorar o templo (igreja) construído para reunir os crentes. Na igreja a adoração é coletiva e é o local onde mantemos a comunhão uns com os outros;
- Por outro lado, não é necessário andar vários quilômetros para adorar a Deus, muito menos fazer peregrinações, às vezes a pé, de joelho, para chegar a um santuário e prestar culto a Deus. Não havendo uma igreja perto, o crente pode adorar a Deus onde estiver.

2.3. Jesus traz nova revelação:
“Quando a mulher finalmente disse que a vinda do Messias encerraria tais questões, para Jesus chegou o momento de se revelar dizendo: "eu o que falo contigo". Aqui está outro importante princípio da evangelização, mostrar a providência divina para o pecador, capaz de salvá-lo perfeitamente. E importante apontar o problema do pecado, mas, em seguida, mostrar-lhe a provisão divina, ou seja, em que se coloca pecador e salvador face a face. Nessa hora, mostramos o incomparável amor de Deus, a missão salvadora de Jesus e o que essa pessoa precisa fazer para alcançar a vida plena espiritual nele (Jr 29.13). E claro que esse trabalho não deve ser encerrado aí, caso alguém deseje entregar a sua vida a Cristo. Tal pessoa precisará de receber orientação, proteção e acompanhamento para sua própria sobrevivência nessa nova vida em Cristo (Mt 28.20).”

- Apontar o pecado sim, porém com ternura, todavia de nada adianta apontar o pecado e esperar que o Espírito Santo convença o pecador do seu pecado e não apontar a ele o escape, Àquele que tira o pecado do mundo, o Salvador Jesus;
- Importante também é convidar o novo convertido para o nosso local de reunião, a igreja onde congregam os santos;
- Na igreja, é importante acompanha-lo nos primeiros passos, explicando a liturgia, os cânticos, a localização de versículos bíblicos bem como os princípios básicos do cristianismo.

3. Resultado de uma boa Comunicação:
“Depois de colocar a pessoa frente a frente com Cristo e instruí-Ia quanto ao que se deve fazer, devemos estar preparados para a aceitação ou rejeição da mensagem. A princípio alguém poderá aceitar ou rejeitar o evangelho e posteriormente esse resultado ser alterado.”

3.1. Ela se torna um agente multiplicador (Jo 4.28-29):
“A mulher samaritana ao se defrontar com o Messias, concluiu que era Ele. Ficou tão impressionada com a conversa e o seu interior lhe confirmava que de fato era Ele o Messias, aquele Galileu com quem conversara até aquele momento. Largou o seu cântaro de água e correu à cidade anunciar aos homens de lá, convidando-lhes para que averiguassem o caso, e quem sabe chegariam a mesma conclusão que ela. Que aquele profeta era o Messias, pois Ele lhe dissera tudo a seu respeito. O impacto desse encontro foi tão poderoso em sua alma que a mulher de quem não sabemos o nome, convenceu os homens, como disse João: "saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele". Há pessoas que são verdadeiros multiplicadores, ou seja, verdadeiras varas da videira altamente frutíferas, com uma capacidade enorme de influência adormecida, mas que despertadas para Deus se tornam valorosos conquistadores de almas para o Senhor.”

- O efeito da pregação foi tão poderoso que Jesus não apenas converteu aquela mulher ao evangelho, mas formou ali uma missionária que rapidamente saiu a distribuir o que de graça tinha recebido;
- O exemplo desta mulher serve para todos os cristãos da atualidade, pois ela deu fruto, multiplicou o que recebeu e não chegará diante de Deus de mãos vazias.

3.2. Os samaritanos insistem para que Jesus permaneça (Jo  4.40,41):
“Atravessar Samaria, era para ser apenas um atalho, aguardar o retorno dos discípulos que foram comprar comida, apenas mais um detalhe. Todavia, em unção do resultado da comunicação com aquela mulher e do testemunho dela aos homens da cidade, o. Senhor Jesus teve o seu programa alterado. Foi, pois, necessário, em função disso, Ele permanecer ali com seus discípulos mais dois dias. Agora observe como Jesus era eliminador de barreiras, ao travar diálogo com a mulher, ela conduziu os homens da cidade a um forasteiro que jamais prestariam atenção. Porém, no final, eles mesmos lhes pedem para que Jesus permaneça com eles. Jesus via como era necessário ali permanecer para firmar o seu trabalho entre eles e, de boa vontade, o fez. No reino de Deus é assim, temos em mente uma meta a atingir, mas devemos ser flexíveis o suficiente para a própria preservação dos resultados já alcançados e até ampliá-los.”

- Vemos em Jesus um quebrador de barreiras, antes odiado pelos samaritanos por ser judeu agora, eles imploram para que permaneça e os ensine mais sobre o reino dos céus;
- Temos sido convidados a permanecer e ensinar mais sobre Cristo?
- Interessante, pois vemos aqui que a obra é de Deus, Ele muda os planos, altera as estratégias de nossa mente conforme a Sua vontade;
- Observamos também que o maior evangelizador que este mundo conheceu, era agradável, socialmente acessível, alegre e despertava em todos o desejo de estar pertinho dEle. Será que todos os pregadores da atualidade são bem quistos, são agradáveis, trazem alegria ao local?

3.3. Os samaritanos creem que Jesus é o salvador (Jo 4.42):
“João descreve o resultado positivo daquilo que começou com o estabelecimento de uma comunicação com a mulher. Utilizamos aqui a palavra comunicação intencionalmente por traduzir com peso a importância da mesma na evangelização das pessoas. Observe que comunicação é simultaneamente pelo menos oito coisas diferentes: concessão, doação, conversação, convívio, diálogo, entendimento, difusão e transmissão. O que o mestre da evangelização fez, foi impedir que as barreiras sociais do preconceito, do etnocentrismo, de gênero, etc., impedissem de determinar a sua forma de trabalhar a fim de conduzir aqueles homens ao conceito e experiência que eles alcançaram: sabemosque este é verdadeiramente o Salvador do mundo.”

- Independente da raça, cor, religião, posição social, etnia... Para o salvo em Jesus existem apenas 2 tipos de pessoas, os salvos e os não salvos.
- Os salvos são nossos irmãos em Cristo, devemos ter comunhão com eles e lutarmos juntos contra o mal;
- Os nãos salvos são o alvo da nossa comunicação, da proclamação do evangelho. Devemos em todo tempo abominar o pecado, mas amar o pecador e apresentar a eles a salvação que só existe em Cristo Jesus.

CONCLUSÃO
“Temos, em Jesus, o supremo exemplo de ir ao nível dos homens, seja qual for. O de Nicodemos, um notório mestre de Israel; ou da samaritana que era de outra etnia e de conduta duvidosa. O mais importante que aprendemos é amar as pessoas independente do que elas são, e a elas demonstrarmos esse amor através da comunicação do Evangelho, com todo o vigor para possibilitar a transformação delas: espiritual e social também.”

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nicodemos e o novo nascimento

Meus queridos, esta semana deixo com vocês os subsídios criados pelo nosso irmão W Dornele do blog: http://dornele.blogspot.com.br.

Bom proveito a todos.

Lição 04
Nicodemos e o novo nascimento

1-1 Os fariseus explicavam a lei de Moisés e é permitido a nós entender que o povo ouvia sem expressar reação alguma, mas quando Jesus pregava o povo glorificava a Deus, Nicodemos sendo um pregador quis entender qual a diferença que havia no ensino de Jesus.
 
 
1-2 Mesmo sendo famoso e bem relacionado na alta sociedade, Nicodemos estava investigando algo novo para ele. Embora bastante difundido o evangelho ainda é novidade para muitas pessoas e precisamos também de discrição para com as pessoas que tem receio de se envolver no novo.
 
 
1-3 As pessoas se especializam naquilo que gostam e se esforçam para aprender mais, nós os crentes também precisamos nos especializar no ensino do evangelho e acima de tudo buscar em todos os instantes o auxilio do Espírito Santo.
 
 
2-1 É interessante notarmos que ao longo desses últimos dois mil anos os milagres e sinais continuam sendo feitos em o nome de Jesus e pessoas próximas ao evangelho ainda continuam rejeitando Jesus por ídolos, mas pessoas com discernimento espiritual estão se convertendo, muitas religiões estão diminuindo o número de seus fiéis e ao contrário as igrejas evangélicas estão aumentando o seu número.
 
 
2-2 Jesus foi direto ao assunto: “Nascer outra vez é se deixar ensinar”, Nicodemos conhecia apenas o que fora passado a ele e o ensino que recebeu era um ensino torcido da lei de Moisés, Jesus esclareceu os pontos que ele ainda não havia entendido e desse modo entendeu a misericórdia de Deus, pois Nicodemos era legalista.
2-3 Nicodemos tornou-se outra pessoa depois de falar com Jesus. As pessoas podem ser tocadas por Jesus, é nossa missão fazer isto.
3-1 O evangelho é superior a qualquer mensagem, ensino ou doutrina de homens, o evangelho por ser de Deus nos dá a oportunidade de introduzi-lo em qualquer diálogo e pessoas sendo ilustres, mas não conhecedoras do evangelho diante de nós são colocadas em posição de inferioridade sapiencial e o Espírito Santo nos direciona na condução do diálogo.
3-2 O novo nascimento implica em ver a existência do modo que Deus vê. O homem nascido do evangelho muda hábitos e comportamentos e essas mudanças são dignas de apreciação da parte de Deus, mas o estilo de vida mundano não aceita o estilo de vida dos crentes em Jesus, mas importa agradar aquele que tem poder para tirar a vida e lançar a alma ao inferno.
3-3 “É necessário que Jesus esteja acima de tudo”, os judeus que era o povo que esperava o “Messias” não entendeu nem aceitou a figura de um Messias simples como Jesus e queriam um líder guerreiro que livrasse e reinasse sobre Israel. Jesus naqueles dias veio livrar Israel dos seus pecados que era o afastamento de Deus. O mundo precisa entender que Jesus é Deus e está acima de todas as coisas e precisa ser adorado.

Contatos do autor: E-mail: wdornele@gmail.com Twitter: wdornele